<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179</id><updated>2012-02-16T23:45:46.916-02:00</updated><title type='text'>!...Mais Um Cara Valente...!</title><subtitle type='html'>Blog dum cidadão errante tentando viver neste mundo de mágoas, maldades e ilusões. Enfim, vivendo e aprendendo a cantar, nem sempre ganhando, nem sempre vencendo mas aprendendo a cantar...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>93</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-785779593735526556</id><published>2009-01-17T16:08:00.004-02:00</published><updated>2010-01-09T16:46:23.181-02:00</updated><title type='text'>Pequeno PS</title><content type='html'>Hoje descobri como recuperar os comentários desse blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de o clima ter mudado um pouco lá no &lt;a href="http://iudu.blogspot.com"&gt;Iudú&lt;/a&gt;, mentira, tá tudo igual, é sempre bom deixar guardado os registros de terceiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço e visitem o &lt;a href="http://iudu.blogspot.com"&gt;Iudú!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ouvi dizer que está bombando! rs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualização (Janeiro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comentário aqui também foram para as cucuias! Uma pena... Maldito JS-Kit Commments... Só querem nosso dinheiro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-785779593735526556?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/785779593735526556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/785779593735526556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2009/01/pequeno-ps.html' title='Pequeno PS'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-450782213257448704</id><published>2008-10-20T01:49:00.001-02:00</published><updated>2008-10-20T01:50:52.541-02:00</updated><title type='text'>Novo blog!</title><content type='html'>Amigos!&lt;br /&gt;Novo blog...&lt;br /&gt;Mesmo estilo, nome menor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://iudu.blogspot.com"&gt;Iudú&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperem muito! Pouco no meio de todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-450782213257448704?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/450782213257448704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/450782213257448704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/10/novo-blog.html' title='Novo blog!'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-7555425579553739415</id><published>2008-08-18T12:48:00.002-03:00</published><updated>2008-08-18T12:54:52.297-03:00</updated><title type='text'>Um recomeço</title><content type='html'>Pessoal!&lt;br /&gt;Infelizmente eu tive de trocar o layout do blog apagando assim todos os comentários!&lt;br /&gt;Com isso vem uma má e uma boa notícia.&lt;br /&gt;A má é que não vou mais postar nesse blog.&lt;br /&gt;Logo, acabou o !...MaisUmCaraValente...!&lt;br /&gt;No entanto, a boa notícia é que um novo blog será criado.&lt;br /&gt;Já tem nome e layout quase prontos e só falta um post inaugural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em breve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-7555425579553739415?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/7555425579553739415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/7555425579553739415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/08/um-recomeo.html' title='Um recomeço'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-6550004020619109221</id><published>2008-02-27T21:24:00.006-03:00</published><updated>2008-03-08T00:12:31.915-03:00</updated><title type='text'>Opções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já estava naquelas de se jogar do telhado quando a Morte parou ao seu lado.&lt;br /&gt;"Não! Não! Não faça isso..." gritou erguendo a foice.&lt;br /&gt;Inquieto e desnorteado ele parou.&lt;br /&gt;"Mas só estava indo dormir" disse calmamente.&lt;br /&gt;"Pensa que não vi você encarando aquele pote cheio de remédios no banheiro?" indagou apontando para a porta.&lt;br /&gt;"Não... São só balas de menta sem açúcar" disse ao se sentar na cama.&lt;br /&gt;"No armário do banheiro?" indagou abrindo o espelho com a ponta da foice.&lt;br /&gt;"É, depois de escovar os dentes. Mantém o hálito ainda mais fresco"&lt;br /&gt;Com as mãos esqueléticas, a Morte pegou o pote, abriu com certa dificuldade, cheirou e colocou pra dentro da caveira algumas balas.&lt;br /&gt;"Menta, não falei?" disse ele já puxando o cobertor e acomodando a cabeça no travesseiro.&lt;br /&gt;A Morte, agora desconcertada, e com o hálito um tanto mais fresco sentou-se ao pé da cama apoiando-se sobre o cabo da foice.&lt;br /&gt;"Quer dizer então que você não vai se matar?"&lt;br /&gt;"Deveria?" perguntou desinteressado.&lt;br /&gt;"Ora, foi o que me informaram" pigarreou, estufou o peito cheio de ossos que de fato, eram só ossos e continuou "Vá até lá falar com ele! Dê um susto nele! Diz que não queremos que ele faça o que a gente pode fazer por ele..."&lt;br /&gt;"Ou então?" perguntou.&lt;br /&gt;"Ou então o quê?"&lt;br /&gt;"O que acontece se eu quiser fazer o serviço?"&lt;br /&gt;"Não! Não! Não pode... Cria todo um tumulto! Começam a falar que eu não estou com nada, que não estou dando conta do recado. E o barbudo então..."&lt;br /&gt;"Deus? O que tem ele?"&lt;br /&gt;"Melhor não falar sobre isso" &lt;br /&gt;"Qual é?"&lt;br /&gt;"Bem... Ele anda meio mal falado por aí. Ninguém mais bota fé no coitado. Nem ele mesmo! E quando um de vocês se mata, todo mundo fica comentando por alto que ele bem que podia ter feito alguma coisa pra evitar. Um milagrezinho qualquer, entende?"&lt;br /&gt;"E é por isso que você veio aqui?" perguntou apoiando-se nos cotovelos.&lt;br /&gt;"Exatamente, pra evitar que você suje mais ainda o nosso nome"&lt;br /&gt;"Que bom que todo mundo aceita uma caveira falante empunhando uma foice como um milagrezinho"&lt;br /&gt;"Não reclame! Você é um dos primeiros do Programa de Contensão de Suicidas" disse toda pomposa.&lt;br /&gt;"A coisa está grave assim?" interessou-se.&lt;br /&gt;"Só não está pior que aqueles românticos"&lt;br /&gt;"Imagino. Bem! De qualquer maneira você pode ficar despreocupada e pode contar pros seus superiores ou sei lá que não vou me matar. Não tenho motivos"&lt;br /&gt;"Mas você parecia tão convincente" disse indignada.&lt;br /&gt;"É, eu sei... É que às vezes bate aquele sentimento e a gente pensa como seria o mundo sem a gente... Quem sentiria nossa falta?"&lt;br /&gt;"Vocês tem umas angústias tão bobas..." disse a Morte balançando a caveira.&lt;br /&gt;"Você não tem angústias?" perguntou.&lt;br /&gt;"Olha pra mim! Essa roupa ultrapassada, essa cara ossuda e essa foice pesada dá uma dor nas costas. Estou aqui desde que o primeiro de vocês morreu, mas não estava lá quando o primeiro se matou"&lt;br /&gt;"Você lembra?"&lt;br /&gt;"Claro! Estava em serviço no Japão quando me contaram. Foi um escândalo. Houve uma reunião! Todos convocados, inclusive eu, que geralmente fico de fora" olhou pro chão e continuou "O barbudo fingia que estava tudo sob controle, que tinha sido apenas uma falha nos planos, mas todos sabiam que Ele já tinha perdido o controle fazia um tempo. E os outros me olhavam com certa dúvida, como se eu tivesse culpa de algo também. Aquele moça nem estava na minha lista, ia morrer velhinha numa cadeira de balanço cheia de netinhos"&lt;br /&gt;"Era uma mulher?" perguntou já se sentando na cama.&lt;br /&gt;"Sim! Bonita. Bom marido e lindos filhos" parou um instante "Mas a corda foi fatal"&lt;br /&gt;"Enforcou-se?"&lt;br /&gt;"Foi..." parou de novo "Foi um caos porque ninguém tinha visto aquilo antes. Depois de ordenar uma injeção de otimismo e algumas doses de auto-estima na humanidade, o barbudo me chamou na sala junto com o Destino"&lt;br /&gt;"Destino é alguém?" perguntou intrigado.&lt;br /&gt;"É, mas não vou muito com a cara dele. Acha-se o dono da verdade e vive querendo se meter no meu trabalho. Pois bem, estavamos eu e ele sentados. O barbudo na mesa dele com um ar pensativo. &lt;br /&gt;"O que deu errado?" perguntou&lt;br /&gt;O Destino olhou pra mim como se eu fosse responder e acabou dizendo "Com todo o respeito, senhor, mas a culpa é do Livre Arbítrio" &lt;br /&gt;Furioso, Deus chamou o rapaz.&lt;br /&gt;Entrou na sala meio sem graça ao nos encarar.&lt;br /&gt;"Já sei o que vão dizer" estufando o peito "que foi minha culpa, que eu enchi a cabeça dela de besteiras, pois bem, foi quase isso, mas eu não pude controlar. Ela começou a criar uma vontade própria, algo bem parecido comigo, mas que eu não pude lutar contra"&lt;br /&gt;"Você sabia bem que não deveria interferir no trabalho desses dois aqui" disse o barbudo apontando para nós. O Destino com aquele olhar orgulhoso.&lt;br /&gt;"Senhor, se é para trabalhar assim, eu me demito" e saiu.&lt;br /&gt;O barbudo ainda ficou olhando para a gente até dizer "Muito bem, arrumem o que tiverem de arrumar, reescrevam o que tiverem de reescrever, espero que ele não cause mais problemas" e saímos"&lt;br /&gt;"Mas então? Ele causou?"&lt;br /&gt;"É claro! Desde então foi uma loucura. As pessoas começaram a se matar a rodo" disse nervosa "e o que mais me irritava era ter que encontrar com o Destino toda hora, sempre querendo me dizer o que fazer."&lt;br /&gt;"Por que não o pararam?"&lt;br /&gt;"Ele se esconde bem" disse a Morte decepcionada.&lt;br /&gt;"Talvez ele não tenha sido responsável por todos esses suicídios. Talvez as pessoas só estavam insatisfeitas mesmo, e com o passar do tempo, foram entrando cada vez mais em crise, e tudo aquilo que foi criado já não fazia mais sentido. De que importa que o Universo está se expandindo se a pessoa que você quer não te quer? Como posso me dar ao luxo de ficar feliz quando grande parte do mundo passa fome? As coisas saíram mesmo do controle"&lt;br /&gt;"Mas estava tudo tão bem planejado" disse a Morte indignada.&lt;br /&gt;"Pois é... E olha você aqui falando comigo" disse dando uns tapinhas na costas ossudas da Morte.&lt;br /&gt;"E por que você não se matou ainda?" perguntou ela intrigada.&lt;br /&gt;"Não! Não! Quero ver até onde vai dar..." parou, olhou para aqueles buracos que encarava como olhos e disse "quando você voltar a me ver eu poderei dizer que estava certo!"&lt;br /&gt;"Bem... Como você não vai se matar, tenho outros para convencer" disse já se levantando.&lt;br /&gt;"Deixe eles!" pediu.&lt;br /&gt;"Está maluco? E a nossa imagem como fica?" e sumiu.&lt;br /&gt;Ficou ainda um tempo sentado na cama. Tanto tempo havia passado desde que tinha se demitido. Quase não lembrava da cara da Morte, ela mesmo não o reconheceu. Deitou-se novamente. Sua intenção não era mesmo que a garota morresse, só havia sugerido que ela fugisse e tentasse algo novo, mas aquilo bateu de frente com tudo e na corda ela viu sua solução. Simples, mas um tanto covarde.&lt;br /&gt;Corajoso ato, porém covarde.&lt;br /&gt;Até cair no sono ficou pensando, divagando. Ora, por quê? &lt;br /&gt;Nem ele sabia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-6550004020619109221?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6550004020619109221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6550004020619109221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/02/j-estava-naquelas-de-se-jogar-do.html' title='Opções'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-1677506023293457999</id><published>2008-02-21T00:30:00.002-03:00</published><updated>2008-02-21T00:31:16.402-03:00</updated><title type='text'>frases desnecessárias</title><content type='html'>Dói! Mas só de lembrar que o coração ainda bate, já vale a pena...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-1677506023293457999?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/1677506023293457999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/1677506023293457999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/02/frases-desnecessrias.html' title='frases desnecessárias'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-3803065425994726910</id><published>2008-01-21T23:23:00.002-02:00</published><updated>2008-02-21T00:25:40.993-03:00</updated><title type='text'>Metáforas de um amor de verão...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como um feitiço. Aquilo que na noite anterior o fizera mergulhar num mar de prazer agora começava a sumir.&lt;br /&gt;Pouco a pouco ela ia se vestindo. Ele, na cama, assistia o despir ao contrário.&lt;br /&gt;O olhar despreocupado dela deixa os seus fixos.&lt;br /&gt;Vez ou outra parava, sentava na cama, olháva-o com ternura e dáva-lhe um beijo. Ora nos lábios, ora na testa e voltava a torturá-lo. Assim como na noite anterior quando soltou a fivela do cinto bruscamente como dizendo "não é o que quer?", agora ela pregava a fivela nos buracos de em volta do cinto.&lt;br /&gt;"Sei o que está pensando" dizia ele.&lt;br /&gt;"O quê?" perguntava.&lt;br /&gt;"Como é bobo" dizia.&lt;br /&gt;"Não seja burro!" respondia nervosa.&lt;br /&gt;Torturáva-o. Com esses beijo espaçados, deixáva-o com aquela cara de bobo. Aquele sorrisinho de canto que ela fazia tão bem, mas com outros pensamentos.&lt;br /&gt;A meia, o tênis, a blusa.&lt;br /&gt;Terminado. Sentou na cama mais uma vez.&lt;br /&gt;Um certo sentimento de culpa pairava no ar. Por parte de ambos.&lt;br /&gt;Ela não deveria estar alí, e ele sabia disso.&lt;br /&gt;Mesmo tendo aquele momento. Momento sublime.&lt;br /&gt;Coisas à flor da pele e que pouco entendidas ficaram no final.&lt;br /&gt;Só os fatos, mas o sentimentos embaraçados no moinho.&lt;br /&gt;Ao saírem, a chuva, lavando a culpa mesmo, banhou-os no caminho de volta.&lt;br /&gt;Mas resquícios dessa mancha que desmancha sem boa razão ainda ficaram.&lt;br /&gt;Tanto sentimento grudado, maltratado, escondido.&lt;br /&gt;Fica na garganta. Preso.&lt;br /&gt;Ele esconde com um sorrisinho bobo com malícia. Ela, maliciosa, mantém os sorrisinhos sarcásticos, sem malícia mesmo, só de natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-3803065425994726910?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/3803065425994726910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/3803065425994726910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/01/metforas-de-um-amor-de-vero.html' title='Metáforas de um amor de verão...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-6544187183869385985</id><published>2008-01-07T01:38:00.002-02:00</published><updated>2008-02-21T00:17:37.885-03:00</updated><title type='text'>"Ontem de manhã quando acordei, olhei a vida e me espantei..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia desses entrei para a casa dos vinte.&lt;br /&gt;Foi interessante, mas só cheguei à conclusão de que tinha completado vinte anos hoje.&lt;br /&gt;Não sei por quê. Deu na telha... Acordei com aquele sentimento de sei lá, maturidade. Deve ter sido o sonho que tive. Foi bobo. Tinha a ver com o filme que assisti antes de dormir. Era um em que um sessentão namorava só menininhas com menos de trinta até que ele encontra a mãe de um de seus casuais casos e os dois começam a sentir uma certa afinidade. A mãe é durona. Quebrou há um tempo a casa dos cinqüenta, está divorciada e também há um tempo não sabe o que é se relacionar com alguém do sexo oposto.&lt;br /&gt;Aparece, é claro, o médico bonitão e vinte anos mais novo que a cinqüentona e completamente apaixonado por ela. E não, o médico não termina o filme se apaixonando pela filha da mulher que ele amou durante o longa inteiro.&lt;br /&gt;De qualquer modo, o filme é muito sublime. Trata dum tema manjado, relações, só que no âmbito das pessoas já vividas. Aquelas que já sofreram bastante com trabalho, estudo, amores e agora só querem manter a vida, e deixa um mensagem bem clara: "Se é para amar, ame pra valer, não importa o quanto você vá sofrer."&lt;br /&gt;A questão é que muitos ligam "amar" ao ato de azucrinar a pessoa amada, ficar no pé e não deixá-la em paz. O filme deixa subentendido que se você vai amar alguém e quebrar a cara, por favor, faça-o com elegância.&lt;br /&gt;Chore pra valer, mas ninguém precisa ficar vendo. E se for pra chorar na frente de quem ama, que seja algo sincero e não histérico. &lt;br /&gt;Se é histérico, não é amor.&lt;br /&gt;Mas quem sou eu pra falar de amor?&lt;br /&gt;Nem velho sou, nem mulher eu sou. Essas sim devem saber de amor, mas é claro, só as elegantes.&lt;br /&gt;E bate uma bossa nova na mente. Aquela batidinha sofrida, aquele canto doído que diz que "o amor é a coisa mais triste quando se desfaz..."&lt;br /&gt;Talvez por isso o filme me tocou tanto. Bateu aquele sentimento saudosista e comtemplativo de que só os velhos sabem amar. Só eles são maduros para tal. Serão?&lt;br /&gt;Bate um medo vez ou outra.&lt;br /&gt;Entrei nesses vinte como que pulando de um abismo e com medo de que as asas não funcionem, e mesmo que assim o fizerem, derretam perto do Sol.&lt;br /&gt;Os vividos conformados dirão "Você não viveu nada, ainda tem muito pra viver, mas isso vai num minuto!" e os jovens sedentos e inconseqüentes dirão lá de baixo "Mas só agora você vai pular do abismo?" &lt;br /&gt;E eu ficarei dividido entre a imaturidade dos maduros e a assim dita maturidade dos imaturos.&lt;br /&gt;Vou pular e ver no que vai dar.&lt;br /&gt;Mas se eu me estrepar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrepo-me com classe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vamos aos vinte!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ouvindo &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/elis.regina/letras/20_anos_blue.htm"&gt;"Vinte anos blue"&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...eu tenho mais de vinte anos&lt;br /&gt;e eu tenho mais de mil perguntas&lt;br /&gt;sem respostas&lt;br /&gt;estou ligada num futuro blue..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O tal do &lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/alguem-tem-que-ceder/alguem-tem-que-ceder.asp"&gt;filme&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-6544187183869385985?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6544187183869385985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6544187183869385985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2008/01/ontem-de-manh-quando-acordei-olhei-vida.html' title='&quot;Ontem de manhã quando acordei, olhei a vida e me espantei...&quot;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-8488712971132330392</id><published>2007-08-28T00:00:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T00:21:56.254-03:00</updated><title type='text'>Rituais Modernos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era um dia ensolarado e ele saiu de casa ciente de que teria um dia bom.&lt;br /&gt;Andou até o ponto de ônibus até confirmar que suas previsões começavam a dar errado.&lt;br /&gt;Ver o ônibus passando por ele numa velocidade sem igual, não dando tempo para que ele corresse e entrasse, trouxe uma sensação de impotência bastante perturbadora. Mas o pior ainda estava por vir. Meia hora depois de esperar debaixo daquele Sol que começou aconchegante e terminou irritante (esquecera de passar o desodorante) o novo ônibus chegou, consideravelmente cheio. Era parte do cotidiano, já não mais se estressava com esse tipo de coisa. Simplesmente respirou fundo e torceu para que o trânsito estivesse livre, o que, é claro, ele não teria esse privilégio, não aconteceu.&lt;br /&gt;Chegou meia hora atrasado no trabalho, o que o levou a encurtar seu intervalo em meia hora, o que o levou a ir tomar um lanche, salgado gorduroso e um refrigerante, num local mais barato e mais próximo do seu prédio, o que o levou a encontrar sua namorada sentada numa mesa conversando com um rapaz de boa aparência.&lt;br /&gt;"Oi" acenou&lt;br /&gt;"Ah... Oi!" disse ela sem poder esconder o desconcerto "Nós estávamos, bem, estávamos aqui tomando um café, você não devia estar trabalhando?"&lt;br /&gt;Ele pôde perceber algo estranho, qualquer um perceberia. Não duvidaria se o próprio caixa da lanchonete não tivesse percebido que algo estranho estava acontecendo ali.&lt;br /&gt;"Tive de encurtar meu intervalo. Creio que ainda não fomos apresentados." disse colocando a lata de refrigerante na mesa e limpando a mão gordurosa num guardanapo que não satisfaria muitos vigilantes sanitários que estivessem de passagem.&lt;br /&gt;"Esse é o... Namorado da Sandrinha" disse ela parecendo ainda mais desconcertada.&lt;br /&gt;"Ex-namorado" deixou ele bem explícito "Ele ainda não sabe?"&lt;br /&gt;"Há algo que deva saber?" perguntou desconfiado.&lt;br /&gt;Claro que havia algo acontecendo ali. Há um tempo já havia reparado que sua relação não corria assim tão bem. Frases como "agora não" ou "pode ficar pra outro dia?" entregavam toda a situação. Não que ele ficasse totalmente abalado com isso, esperava que isso, cedo ou tarde iria acontecer. Se ela não o fizesse, ele o faria sem problemas depois de muitas divagações, crises existenciais e desculpas esfarrapadas, que ele sabia que eram, mas mesmo assim consideravam-nas oportunas.&lt;br /&gt;No entanto, havia algo de muito particular em terminar uma relação dentro de uma lanchonete a qual ele pouco (ou nunca?) ia.&lt;br /&gt;"Vem, preciso falar com você" disse ela levantando "Você espera aqui" concluiu com um olhar de reprovação para o rapaz.&lt;br /&gt;Lá fora.&lt;br /&gt;"O quê?" disse ele mais do que exaltado.&lt;br /&gt;"Já tem um tempo. Eu não posso mais esconder de você" disse ela.&lt;br /&gt;"Mas... Mas... A Sandrinha" ainda exaltado.&lt;br /&gt;"Desculpe" disse ela baixando os olhos.&lt;br /&gt;"Mas e o namorado...?"&lt;br /&gt;"Ex" interrompeu ela.&lt;br /&gt;"Que seja! Ele ficou sabendo hoje também?"&lt;br /&gt;"Não... A Sandrinha contou há uma semana e ele veio falar comigo hoje" respondeu ela.&lt;br /&gt;"E pelo jeito eu ia ser o último a saber" ainda exaltado, com um belo ar de indignação. A lata de refrigerante ainda na mão.&lt;br /&gt;"Eu ia te contar! Só não sabia como... Fiquei com medo da sua reação"  disse ela ainda olhando para o chão.&lt;br /&gt;"Vou te mostrar minha reação" virou, parou um senhor que vinha pela calçada e disse "Minha namorada acabou de me trocar por uma garota, o que você faria?"&lt;br /&gt;Assustado, mas achando tudo aquilo engraçado, o velho disse "Daria um tiro na cadela!" e continuou pela calçada.&lt;br /&gt;"Essa era a resposta que queria ouvir. Idosos são sábios."&lt;br /&gt;Entrou na lanchonete. Ela ficou parada lá fora, sentada na calçada.&lt;br /&gt;Ele sentou na frente do rapaz.&lt;br /&gt;"Difícil acreditar, não?" disse o rapaz com um sorriso irônico nos lábios.&lt;br /&gt;"Qual foi a primeira coisa que você pensou quando desocbriu?" perguntou ele.&lt;br /&gt;"Atirar nas duas" disse "Mas daí pensei nas conseqüências"&lt;br /&gt;"Malditas conseqüências..." &lt;br /&gt;"Fiquei pensando" disse o rapaz "O que a gente fez de errado? Você sabe... Por que elas preferiram elas mesmas a nós?"&lt;br /&gt;"Talvez..." começou seu raciocínio, mas hesitou. Estaria preparado para dividir algumas de suas conclusões mais profundas e secretas com um estranho? "Talvez, somente uma mulher saiba o que a outra quer. Sabe? Toques, carícias, essas coisas. Talvez nós não façamos tão bem quanto elas, uma vez que nós não temos, você sabe..."&lt;br /&gt;"Uma vagina?" perguntou o rapaz num tom que ecoou pela lanchonete trazendo olhares interessados e constrangidos à mesa.&lt;br /&gt;"Isso" concordou ele, como se o outro tivesse bolado todo o raciocínio.&lt;br /&gt;"Sabe que já pensei nisso antes?" disse o rapaz&lt;br /&gt;"Não brinca?"&lt;br /&gt;"Já sim! E faz muito sentido. É como a gente! Se você parar pra pensar: só nós sabemos como nos satisfazer. Só nós sabemos realmente como manejar nosso... Você sabe..."&lt;br /&gt;"Pênis?" disse ele dessa vez, trazendo novos olhares à mesa.&lt;br /&gt;Um silêncio quase que medonho se abateu sobre a mesa. Um olhando pro outro.&lt;br /&gt;Pensamentos.&lt;br /&gt;Estavam prestes a chegar à uma conclusão, se já não haviam chegado que: a) agradaria ambos b) desagradaria um, mas agradaria outro ou c) desagradaria a ambos.&lt;br /&gt;"Está pensando a mesma coisa que eu?" disse o rapaz.&lt;br /&gt;"Espero que não" disse ele.&lt;br /&gt;Novo silêncio.&lt;br /&gt;"Mas é claro" disse o rapaz "que nada se compara à uma mulher fazendo isso"&lt;br /&gt;"Sim! É claro" concordou aliviado, levando a crer que a alternativa "c" fora escolhida pelo destino "No começo, elas podem até ser um pouco desajeitadas, mas com o tempo vão pegando o jeito"&lt;br /&gt;"E bota jeito nisso" disse o rapaz dando aquela risada infantil que tanto irrita quanto encanta algumas mulheres.&lt;br /&gt;Saíram rindo da lanchonete.&lt;br /&gt;Ela ainda estava na calçada.&lt;br /&gt;"Está tudo bem?" disse ele.&lt;br /&gt;"Eu é que pergunto" disse ela espantanda ao se deparar com os dois.&lt;br /&gt;"Chegamos a essa conclusão" disse o rapaz "não podemos impedir as pessoas de fazer aquilo que acham melhor para elas"&lt;br /&gt;"Então está tudo bem?"&lt;br /&gt;"Sim! É claro!" disseram os dois calmamente.&lt;br /&gt;"Qualquer dia liguem pra gente para saírmos e fazermos qualquer coisa juntos, como amigos, é claro"&lt;br /&gt;"Sim! Sim" disse ela desconcertada "Por que não?"&lt;br /&gt;"Preciso ir! Lá se foi minha meia hora de almoço!" disse ele.&lt;br /&gt;"A gente se fala!" disse o rapaz.&lt;br /&gt;"Tchau" disse ela sem receber resposta, apesar de querer uma.&lt;br /&gt;No quarto.&lt;br /&gt;"E eles levaram assim numa boa?"&lt;br /&gt;"Sim! Meu ex discutiu um pouco no começo, mas depois que eles conversaram, aceitaram sem problemas"&lt;br /&gt;"Menos mal! A gente achou que seria bem pior."&lt;br /&gt;"Tem razão"&lt;br /&gt;"Bom, vou tomar um banho, você vem?"&lt;br /&gt;"Já vou, preciso guardar umas coisas"&lt;br /&gt;"Tudo bem..."&lt;br /&gt;Ficou sentanda na cama. A aceitação foi rápida demais?&lt;br /&gt;O que teria acontecido? Sobre o que eles falaram?&lt;br /&gt;Deitou na cama. Algo estava errado.&lt;br /&gt;Por que ele teria aceito asim tão fácil?&lt;br /&gt;Tinha ela feito algo de errado para que ele aceitasse o fim assim tão rápido?&lt;br /&gt;O que seria? &lt;br /&gt;Iria para o banho, mas teria de ligar para ele mais tarde.&lt;br /&gt;Sim! Mais tarde ela ligaria...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-8488712971132330392?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/8488712971132330392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/8488712971132330392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/08/rituais-modernos.html' title='Rituais Modernos'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-3772661389717051489</id><published>2007-07-15T17:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T11:48:58.783-03:00</updated><title type='text'>Jogos de Azar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seria mais uma daquelas tardes quentes e entediantes em que você entra no ônibus e não consegue se concentrar em mais nada a não ser a paisagem corrida, o trânsito, e na pessoa sentada ao seu lado que está com um montante considerável de sacolas. Não a culpe, você já deve ter entrado num ônibus cheio de sacolas nas mãos e fez um bocado de pessoas pensar a mesma coisa que você pensaria, dentre elas, uma série de palavras de baixo calão.&lt;br /&gt;Desci do ônibus driblando as inúmeras sacolas. Poderia ter descido alguns pontos adiante, mas preferi andar pelo centro até o local onde encotnraria uma amiga. Várias pessoas, prédios, carros, vendedores, limpadores e, é claro, o perigo constante de que algo de muito ruim que pode acontecer ou a sorte de algo muito bom. O centro das cidades são cheios de surpresas. Desde alguém que você encontra lá por acaso uma vez que a cidade possui milhões de habitante ou quando alguém pára do seu lado inocentemente e diz não tão inocentemente: "É um assalto..."&lt;br /&gt;Mas para que medo? Sigamos em frente. E segui.&lt;br /&gt;Parei numa banca para comprar um chocolate e um homem parou ao meu lado. Era grisalho, roupas comuns e um jornal debaixo do braço direito. Pensei "não pode ser um assalto".&lt;br /&gt;"Rapaz" disse ele "devo te dizer uma coisa"&lt;br /&gt;Levantei as sombrancelhas, olhei pro lado e dei aquele sorriso desconcertado que não diz nada. Aquele sorriso que você dá quando não quer que aquela conversa continue. Aquele que está mais para um "Dane-se!" do que para um "Sim, de fato, continue argumentando pois estou tremendamente interessado". Infelizmente, o senhor com o jornal debaixo do braço direito assumiu a segunda opção. Colocou o jornal debaixo do outro braço, esticou o braço direito em direção ao meu ombro esquerdo.&lt;br /&gt;"Doido" pensei. Com a mão colocada encima do meu ombro ele disse:&lt;br /&gt;"Vou te dizer"&lt;br /&gt;"Varrido"  continuei pensando. O sorriso ainda estava lá, porém misturado com os olhos que só exprimiam dúvidas e contrangimento.&lt;br /&gt;"...que..." continuou&lt;br /&gt;"vou sair correndo..." ainda pensei&lt;br /&gt;"...você..."&lt;br /&gt;"Deus do céu! De onde veio esse cara?"  &lt;br /&gt;"...terá..." &lt;br /&gt;"Ai! Ai!"&lt;br /&gt;"...o dia mais sortudo de sua vida!"&lt;br /&gt;"O quê?" pensei&lt;br /&gt;"Boa tarde" disse ele e saiu, sumindo em meio à multidão.&lt;br /&gt;"Boa..." disse.&lt;br /&gt;Continuei andando e pensando. Ora, por que motivos alguém diria isso para outro sendo este um desconhecido?&lt;br /&gt;Fui de encontro à minha amiga. Conversamos, comemos, rimos e depois fomos ao cinema.&lt;br /&gt;Depois, numa praça do centro, contei o caso à ela.&lt;br /&gt;"Você está tendo um dia de sorte afinal?" perguntou ela.&lt;br /&gt;"Não necessariamente" respondi e continuei "Quero dizer, não tive grandes descobertas hoje. Não achei dinheiro no chão, não conheci a mulher da minha vida, não ganhei nenhum estatus político nem descobri o segredo para se ter orgamos múltiplos"&lt;br /&gt;"O segredo não está nas "quantas" e sim no "como" "&lt;br /&gt;"Estamos falando de sexo ou de política?" &lt;br /&gt;"Não importa. Afinal, foi um dia de sorte ou não?"&lt;br /&gt;"Foi uma sorte encontrá-la! Fazia tempo que não nos víamos" respondi.&lt;br /&gt;"Claro! Talvez a sorte esteja aí, nessas coisas!" disse ela.&lt;br /&gt;"Talvez... Mas por que raios ele falou aquilo pra mim?" &lt;br /&gt;"Você só teve a sorte de encontrá-lo naquela hora, só isso. Se tivesse descido algumas paradas adiante não o teria visto e nós nem estaríamos tendo esta conversa. Você teria chegado muito cedo onde nos encontrariámos e ficaria esperando um bocado. Eu chegaria cinco minutos atrasada, mas você ficaria furioso porque já estava lá havia um tempo. Na hora de pagar a conta, você não teria dinheiro trocado para ajudar o caixa porque não havia parado para comprar aquele chocolate no lugar onde encontrou o velho. O caixa olharia torto para você e você perguntaria se eu tenho algum trocado para lhe ajudar, fazendo com que eu revirasse minha bolsa em busca de algumas moedas perdidas por lá"&lt;br /&gt;Fiquei pensando perplexo por alguns minutos até que falei:&lt;br /&gt;"Você tem razão. Sorte não é só sorte em si. É tudo uma grande ironia"&lt;br /&gt;"A ironia da sorte" disse ela "Nunca saberemos se isso realmente aconteceria. Sabemos que aconteceu. Um velho maluco te parou e disse que você teria um dia de sorte. Por que está olhando pra cima?"&lt;br /&gt;"Os pombos. Quero ter certeza de que não terei a sorte de ser acertado por um deles, se é que me entende" disse.&lt;br /&gt;"Entendo. Vamos. Antes que escureça e os pombos virem morcegos" disse ela já levantando.&lt;br /&gt;"Tem razão" fomos saindo da praça que apresentava uma bela luz dum Sol que já se punha ao longe "Com relação aos orgasmos múltiplos" relembrei.&lt;br /&gt;"O que tem eles?" indagou sem demosntrar muito interesse.&lt;br /&gt;"Venho trabalhando nisso há um tempo e acho que já consegui atingir a metade do segundo simultaneamente..."&lt;br /&gt;"Sortudo você, não?" disse ela com um sorriso irônico.&lt;br /&gt;E fomos em frente...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;i&gt;"Basin Street Blues"&lt;/i&gt; com Louis Armstrong...&lt;br /&gt;&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" width="366" height="75"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.goear.com/files/localautoplayer.swf" /&gt;&lt;param name="FlashVars" value="file=0174261" /&gt;&lt;param name="quality" value="high" /&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/localplayer.swf" flashvars="file=0174261" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" width="366" height="75"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-3772661389717051489?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/3772661389717051489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/3772661389717051489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/07/jogos-de-azar.html' title='Jogos de Azar'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-6626500900228721155</id><published>2007-06-20T01:52:00.001-03:00</published><updated>2007-06-20T02:17:25.632-03:00</updated><title type='text'>Quem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Parei de escrever, você reparou?&lt;br /&gt;Se visitava essa página com freqüência deve ter reparado.&lt;br /&gt;E digo que talvez tenha sido por inércia. A inércia das coisas. As coisas passam e a gente deixa de escrever. Pobre de mim que achava que escrevia algo que prestasse.&lt;br /&gt;Podem vir elogios, críticas e afins. Nã dou jeito pra coisa.&lt;br /&gt;Dou jeito pro sorriso, pro abraço e pro carisma. Talvez nem isso.&lt;br /&gt;Não dou pras artes. Música, literatura? Sinto muito!&lt;br /&gt;Tirei umas fotos bacanas, mas quando me peguei separando as melhores das piores numa pasta num computador, descobri que algo havia tomado rumos diferentes.&lt;br /&gt;Atrevo-me a dizer que não fui eu quem errei, e sim a arte.&lt;br /&gt;Ela sim errou, já vem errando tem um tempo, e nós, frutos, levamos a culpa das cagadas.&lt;br /&gt;Minto, não foi a arte. A arte sempre foi e smepre será bela. Seja ela antiga, contemporânea, seja ela tendenciosa, seja ela comunista. &lt;br /&gt;Daquela história de que arte deve ser vista com os olhos de uma época. É fato, meus amigos.&lt;br /&gt;Mas essa nossa época. Péssima época.&lt;br /&gt;Retiro o que disse! Não é a pobre (rica) da arte que é culpada! Somos nós!&lt;br /&gt;Eu me culpo em particular. Não que haja alguma influência minha na arte, mas a minha arte. Pobre (pobre mesmo) desta! Da minha arte, eu sou inteiramenten culpado de seu fracasso!&lt;br /&gt;O artista, hoje, é um destruidor em potencial. Chegamos a um ponto em que a destruição também é arte... Afinal, o que é arte?&lt;br /&gt;Esse discurso soa saudosista. Mas que saudosismo pode um "nem adulto" como eu ter?&lt;br /&gt;Saudosista o cacete!&lt;br /&gt;Tenho medo! Mas estou feliz que consegui, pelo menos, nesses poucos minutos, nessa madrugada, véspera de mais um dia qualquer (ou não), escrever algo! &lt;br /&gt;Um desabafo que morre assim que clicar em "Publicar Postagem".&lt;br /&gt;Desabafo que morre afogado no mar de textos e imagens que é nossa internet.&lt;br /&gt;As palavras morrerm, mas eu ainda não!&lt;br /&gt;Sabe-se lá Deus se acordarei depois dessa noite mal dormida.&lt;br /&gt;Terei eu mais um dia? Alguns? Uns meses? Anos, quem sabe? &lt;br /&gt;As piadas, a dor-de-cabeça que vai e volta, os flertes irreponsáveis, o calor, o ônibus, o mendigo, a fome e o desejo inútil de tentar levar a saúde a sério!&lt;br /&gt;O cotidiano passa! A gente não vê!&lt;br /&gt;Mas desabafar é bom! Daí o outro comenta "É bom mesmo! Isso passa!"&lt;br /&gt;Passa! O caralho que passa! &lt;br /&gt;Deixa eu ser histérico! Mas só hoje! Nesse dia, véspera de "sei lá o que dia".&lt;br /&gt;Deixa! Não me critica! Nem me machuca!&lt;br /&gt;Mas se dia desse te machucar, e tiver a razão, não poderei pedir perdão!&lt;br /&gt;É o orgulho, sabe? Faz bem, mas faz outros também...&lt;br /&gt;E se você for religioso, desligue isso!&lt;br /&gt;Devia ter escrito algo cômico. A vertente cômica da depressão é menos dramática, se é que me entendem...&lt;br /&gt;Para aquele que bateram os olhos nessas letras e leram até aqui, eu pergunto:&lt;br /&gt;"É doido(a)?"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço que daqui pra amanhã já é hoje...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estou ouvindo jazz, caso perguntem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://george-gershwin.letras.terra.com.br/letras/541569/"&gt;"But Not For Me"&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"I was a fool to fall, and get that way,&lt;br /&gt;Hi ho! Alas! And also Lack a day!&lt;br /&gt;Although I can't dismiss,&lt;br /&gt;The memory of her kiss,&lt;br /&gt;I guess she's not for me."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-6626500900228721155?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6626500900228721155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/6626500900228721155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/06/quem.html' title='Quem?'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-1974364710255918290</id><published>2007-03-28T23:04:00.001-03:00</published><updated>2007-04-01T22:22:19.120-03:00</updated><title type='text'>Pedaços de Conto/Desabafo</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;mas eu não sou seu filho, moço&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;pensamento reprimido do dia&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A manhã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi então que acabei dormindo muito tarde e não elaborei meu super plano de acordar mais cedo. Resultado: acordei mais tarde de todo jeito e fiquei com sono o dia inteiro.&lt;br /&gt;Dêu-se que ao entrar no ônibus de manhã, para meu puro deleite, vi alguns lugares vagos.&lt;br /&gt;O dia começava bem, apesar do fato de uma outra vizinha ter vindo brigar comigo porque o tal do Honda Civic, de alguém que estava em casa, que estava parado na frente de duas garagens. Deixei a doida falando e fui chamar o cara/dono que já vinha, acordado pela campainha, já sabendo do mal feito.&lt;br /&gt;Sento, abro meu livro. O ônibus quebra antes de chegar na Francisco Morato.&lt;br /&gt;O caminho para o inferno fica mais longo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O banco&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Ele não veio?" perguntei.&lt;br /&gt;"É! Mas retirada de cartão é aqui mesmo. Pode esperar aqui."&lt;br /&gt;O homem atrás da mesa abre meu envelope que deveria ter sido endereçado para minha casa.&lt;br /&gt;Pega meu cartão "Bonitos esses cartões universitários"&lt;br /&gt;"O quê?" penso.&lt;br /&gt;Ele me explica. Pelo jeito que fala, acha que é o primeiro banco no qual abro uma conta.&lt;br /&gt;"Escuta! Você que é jovem, &lt;i&gt;evita&lt;/i&gt; emprestar cheques para amigos" para evitar maiores danos no meu dia, concordo com o homem de fala serena mas com ares de atordoado. O horário do almoço se aproximava. &lt;br /&gt;Concordo, mas não confirmo. Concordo, mas não adiciono.&lt;br /&gt;"Cartão de crédito também. Tem que ter um certo controle, &lt;i&gt;né&lt;/i&gt;?" &lt;br /&gt;Amistoso demais. A esposa deve ter acabado com o limite dele. Olho para a mão esquerda. Aliança.&lt;br /&gt;Batata. Fala mansa mas nervosa, muitos conselhos sobre dinheiro. Um casado legítimo.&lt;br /&gt;"A gente que trabalha em banco sabe dessas coisas, &lt;i&gt;né&lt;/i&gt;?" continua " Minha esposa por exemplo." Sabia! "Adora um cartão de crédito, mas eu sempre falo pra ela..."&lt;br /&gt;Intuição afiada no dia. Telefone toca. Ele mexe no computador, fala ao telefone e conversa com uma homem estranho que acabara de chegar com alguns muitos cheques.&lt;br /&gt;"Me diz" pergunto "Esse cartão é internacional?"&lt;br /&gt;"Sabe que eu não sei. Por quê? Você viaja muito?"&lt;br /&gt;Tento ser pragmático para manter minha segunda-feira, o eixo sentimental de toda a semana, tranqüila&lt;br /&gt;"Compras pela internet" explico&lt;br /&gt;"Você pe pegou agora, &lt;i&gt;hein&lt;/i&gt;! Mas eu acho que é sim!" o cartão que ainda está longe de mim, mas posso ver bem grande escrito "International". &lt;br /&gt;"Qualquer coisa, &lt;i&gt;liga&lt;/i&gt; nesse telefone. Vem cá! Não quer fazer uma plano de..."&lt;br /&gt;É quando meu cérebro se fecha e só emite dois sinais de fala "Hoje não"&lt;br /&gt;Ele insiste, mas eu sou mais forte "Hoje não"&lt;br /&gt;Depois de umas três tentativas e uma série de afirmações do tipo "Se eu tivesse a sua idade" ou "Porque na minha época..." ou "Sabe que você me lembra meu filho? E sempre falo pra ele..."&lt;br /&gt;Meu cérebro se fecha novamente emitindo apenas o sinal de sorriso no canto da boca para parecer cordial.&lt;br /&gt;Decepcionado, o homem desiste. Despeço-me e vou embora.&lt;br /&gt;"Próximo" diz ele.&lt;br /&gt;E vou ter meu dia...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://www.lyricsbook.net/lyrics/173758.html"&gt;"20 Anos Blue"&lt;/a&gt; com Elis Regina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;"Ontem de manha, quando acordei&lt;br /&gt;Olhei a vida e me espantei&lt;br /&gt;Eu tenho mais de vinte anos&lt;br /&gt;Eu tenho mais de mil perguntas sem respostas&lt;br /&gt;Estou ligada num futuro blues"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça &lt;a href="http://www.goear.com/listen.php?v=4aa8924"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-1974364710255918290?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/1974364710255918290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/1974364710255918290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/03/pedaos-de-contodesabafo.html' title='Pedaços de Conto/Desabafo'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-2670055077006632627</id><published>2007-03-25T02:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T02:32:10.295-03:00</updated><title type='text'>Poema/Pedido</title><content type='html'>&lt;i&gt;para todos que acham que estão em processo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Se soubesses como é triste assim te ver&lt;br /&gt;por crescer&lt;br /&gt;envelehecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabes que não é&lt;br /&gt;que só passa&lt;br /&gt;Sabes que de noite&lt;br /&gt;[apesar dos infinitos males que à cabeça te trazem]&lt;br /&gt;sabes que ao deitar&lt;br /&gt;sairás contente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabes que não cresce&lt;br /&gt;sabes que envelehecer é voltar a ser &lt;br /&gt;se soubesses como parte o coração quando parte&lt;br /&gt;e se vai com olhar de quem já é&lt;br /&gt;e chora pelo que está pra ser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se soubesses como machuca o teu sarcasmo&lt;br /&gt;e como vulgar torna o que sentes ao tentar&lt;br /&gt;sem cuidado, poetizar pra então quebrar&lt;br /&gt;E da casca já partida&lt;br /&gt;Mantê-la intacta pelos já pedaços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao ver a lágrima&lt;br /&gt;e ver você gritar aos sussurros&lt;br /&gt;"estou crescendo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabes que não cresceu&lt;br /&gt;que isso é birra velha&lt;br /&gt;desde o nosso manso tempo de criança&lt;br /&gt;quando nenhum sabia da existência do outro&lt;br /&gt;quando o outro era outro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chores não, flor!&lt;br /&gt;Chores não...&lt;br /&gt;Porque te ver chorar assim&lt;br /&gt;só me parte o coração.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Ouvindo João Gilberto em &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/dorival.caymmi/letras/voce_naos_sabe_amar.htm"&gt;"Você Não Sabe Amar"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Você não sabe amar meu bem&lt;br /&gt;Não sabe o que é o amor&lt;br /&gt;Nunca sofreu, nunca viveu&lt;br /&gt;E quer saber mais que eu"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-2670055077006632627?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/2670055077006632627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/2670055077006632627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/03/poemapedido.html' title='&lt;center&gt;Poema/Pedido&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-5825049180208750645</id><published>2007-03-07T11:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T11:56:57.268-03:00</updated><title type='text'>As perguntas que você gostaria de fazeras respostas que não gostaria de ouvir</title><content type='html'>Você: Deus! Já pensou em dar &lt;i&gt;reset&lt;/i&gt; do mundo?&lt;br /&gt;Deus: Às vezes a gente pára pra pensar nisso.&lt;br /&gt;Você: Apertaria o botão e recomeçaria tudo de novo, então?&lt;br /&gt;Deus: Sabe, filho! Esse mundo é meio que um casamento. A gente começa ele mal, vai empurrando com a barriga, com preguiça de terminar e quando vê já está velho demais para começar tudo de novo.&lt;br /&gt;Você: Mas você é Deus! O que são alguns bilhões de anos?&lt;br /&gt;Deus: Quando se tem apenas uma revista, um século já é uma eternidade. &lt;br /&gt;Você: Ok... Filhos?&lt;br /&gt;Deus: Só um! Mandei pra Terra mas esqueci de deixar o telefone. O pobre achou que eu tinha esquecido dele.&lt;br /&gt;Você: E onde ele está agora?&lt;br /&gt;Deus: Ele quem?&lt;br /&gt;Você: Seu filho!&lt;br /&gt;Deus: Meu o quê?&lt;br /&gt;Você: Seu filho!&lt;br /&gt;Deus: Filho?&lt;br /&gt;Você: É, Jesus, não é?&lt;br /&gt;Deus: Ah sim! Claro... (silêncio)&lt;br /&gt;Você: Então...?&lt;br /&gt;Deus: O quê?&lt;br /&gt;Você: Esqueça! Muito bem, quando teve a idéia de criar a Terra?&lt;br /&gt;Deus: Não foi uma idéia, foi um acidente.&lt;br /&gt;Você: Acidente?&lt;br /&gt;Deus: A depressão faz a gente criar coisas terríveis.&lt;br /&gt;Você: Já esteve derpimido?&lt;br /&gt;Deus: Claro! Ficar sozinho no não-universo não é fácil. Mesmo quando se tem uma revista.&lt;br /&gt;Você: Tem razão. Mas não é meio estranho repensar toda a História da humanidade. Todos os grandes feitos, os filósofos e cientistas. Pensar que tudo foi obra dum acidente?&lt;br /&gt;Deus: Escute aqui, rapaz! Não jogo dados com o Universo. &lt;br /&gt;Você: Prefere &lt;i&gt;pocker&lt;/i&gt;? (risos)&lt;br /&gt;Deus: Sim!&lt;br /&gt;Você: Foi uma piada.&lt;br /&gt;Deus: Como assim?&lt;br /&gt;Você: Deus! Diga-me! Você já foi representado em várias obras clássicas pelos mais famosos artistas humanos! Com qual delas você se identificou mais?&lt;br /&gt;Deus: A Mona Lisa, é claro. Aquele sorriso maroto não nega o meu charme.&lt;br /&gt;Você: Mas...&lt;br /&gt;Deus: Você não acha?&lt;br /&gt;Você: Claro, como não? Bem... Como vê as coisas no futuro?&lt;br /&gt;Deus: Péssimas...&lt;br /&gt;Você: Quão péssimas?&lt;br /&gt;Deus: Bem péssimas.&lt;br /&gt;Você: Não é estranho um Deus tão pessimista?&lt;br /&gt;Deus: Sou um cara muito sincero.&lt;br /&gt;Você: E não há nada que você possa fazer?&lt;br /&gt;Deus: Há?&lt;br /&gt;Você: Não há?&lt;br /&gt;Deus: Não...&lt;br /&gt;Você: Mas...&lt;br /&gt;Deus: Amigo, o tempo está correndo! Quanto tempo aidna vai demorar?&lt;br /&gt;Você: Desculpe! Quando pretende trazer seu filho de volta à Terra?&lt;br /&gt;Deus: Filho?&lt;br /&gt;Você: É! Alguém que você envie para salvar a humanidade.&lt;br /&gt;Deus: Vocês querem mesmos er salvos, hein?&lt;br /&gt;Você: Esse não é o intuito?&lt;br /&gt;Deus: Ser salvo pra quê?&lt;br /&gt;Você: Bem... Para não arder no inferno...&lt;br /&gt;Deus: E...?&lt;br /&gt;Você: E manter-se puro e sem pecados...&lt;br /&gt;Deus: E...?&lt;br /&gt;Você: Bem... Você sabe!&lt;br /&gt;Deus: Sei?&lt;br /&gt;Você: Tudo bem! Por puro egoísmo! Ninguém está preocupado se o outro será salvo mas sim em se salvar...&lt;br /&gt;Deus: Salvar-se de quê? De quem?&lt;br /&gt;Você: Deus! Você é bom nisso!&lt;br /&gt;Deus: Nisso o quê?&lt;br /&gt;Você: Fazer as pessoas entenderem que suas vidas são baseadas em conceitos tolos e que mal sabem elas explciar o que se passa.&lt;br /&gt;Deus: Prefiro não ler dessa forma! Muito complicado de entender.&lt;br /&gt;Você: Qual o seu conselho para a humanidade?&lt;br /&gt;Deus: Deixem-me em paz!&lt;br /&gt;Você: É isso! Não perca nossa entrevista com Papai-Noel no próximo programa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-5825049180208750645?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/5825049180208750645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/5825049180208750645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/03/as-perguntas-que-voc-gostaria-de-fazer.html' title='&lt;b&gt;As perguntas que você gostaria de fazer&lt;br&gt;as respostas que não gostaria de ouvir&lt;/b&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-4903252043576063764</id><published>2007-02-16T11:48:00.000-02:00</published><updated>2007-02-19T11:22:43.274-02:00</updated><title type='text'>Retratos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois eles se encontraram por acaso. Ela já havia se despedido do outro e ele da outra.&lt;br /&gt;Eram os dois somente. Apesar da pouca certeza, ele sabia que a encontraria ali.&lt;br /&gt;Cauteloso, começou uma conversa. Despretensiosa.&lt;br /&gt;Ela compartilhou.&lt;br /&gt;Por vezes olhavam-se por um tempo e logo desviavam para outro canto como se tal ato substituísse a total falta discurso e a imensa vontade de agir. A vontade partia dele.&lt;br /&gt;Ela guardava lá seus mistérios. Seus olhos de mistério, e aquele seu cacoete de sempre repetir duas vezes a mesma palavra para qualquer coisa que ele falasse. Isso o irritava, já que o cacoete só confirmava o quão confuso, logo entediante, seu discurso era. Mas o prendia.&lt;br /&gt;Não queria parar de falar. O que aconteceria se parásse?&lt;br /&gt;Assim, o tempo passava. O tempo se perdia. E ele falava e ela concordava sempre com as expressões repetidas. "Total... Total...", "Massa... Massa...", "Assim... Assim...", "Nem tanto... Nem tanto..."&lt;br /&gt;No passado, lá estava ela. Sozinha... Sozinha...&lt;br /&gt;Foi então no presente. Apareceram outros e outras.&lt;br /&gt;E agora estavam ele, outra, ela, outro.&lt;br /&gt;Assim... Assim...&lt;br /&gt;Nas mãos um presente.&lt;br /&gt;"O que você tem aí?" ela perguntou.&lt;br /&gt;"Um disco" respondeu&lt;br /&gt;Ela lê o título e completa "Muito bom! Muito bom!"&lt;br /&gt;Mal sabia ela que era um presente. Daquela noite em que estavam sozinhos, ela comentou algo sobre aquele disco. Dissera que gostava muito. Naquela noite, ele ainda não sabia do outro.&lt;br /&gt;Sentou-se ao lado dela, preparou-se para entregar o disco/presente.&lt;br /&gt;"Tenho que ir" disse ela.&lt;br /&gt;"Tudo bem! Se cuida!" disse ele sem fôlego.&lt;br /&gt;"Não some! Beijo!" disse e sumiu na escuridão.&lt;br /&gt;"Beijo..."&lt;br /&gt;E lá ficou ele, sentado, ouvindo o disco tocar na sua cabeça.&lt;br /&gt;Ficou pensando se a vida não poderia ser um filme, um livro ou um disco.&lt;br /&gt;A vida talvez fôsse um conto, saído dos dedos dum simples autor de mesa de bar que, cansado das injustiças que lhe acontecem, resolve dar suas dores aos pobres personagens que no conto vivem. Que no conto sofrem, e lamentam, e sentam-se ouvindo canções saídas dum disco sem vitrola.&lt;br /&gt;Quando se escreve, mesclam-se várias situações vividas. Umas reais, outras imaginárias.&lt;br /&gt;Umas passadas, outras futuras. Tudo ali se condensa em algo que, mesmo transposto em palavras, não exprime tudo que se quiz dizer.&lt;br /&gt;Num viés maluco que por vezes de tão confuso se torna bonito, ou mesmo horrendo.&lt;br /&gt;Sentado, perdido. Ele ouvia.&lt;br /&gt;Levantou-se. E com medo.&lt;br /&gt;Lançou-se na escuridão sem saber que fim teria.&lt;br /&gt;Ou em que ponto chegaria.&lt;br /&gt;Saiu... Assim! Assim!&lt;br /&gt;Por fim, enfim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo  "Ella Fitzgerald and Joe Pass" em "Don't Be That Way":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Don't cry,&lt;br /&gt;Oh, honey, please, don't be that way&lt;br /&gt;Clouds in the sky&lt;br /&gt;Should never make you feel that way&lt;br /&gt;The rain, will bring the violets of May&lt;br /&gt;Tears are in vain&lt;br /&gt;So honey, please, don't be that way"&lt;br /&gt;As long as we&lt;br /&gt;See it through&lt;br /&gt;You'll have me&lt;br /&gt;I'll have you&lt;br /&gt;Sweetheart, tomorrow is another day&lt;br /&gt;Don't break my heart&lt;br /&gt;Oh honey, please, don't be that way..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça aqui: &lt;a href="http://jakrapan.multiply.com/music/item/92"&gt;http://jakrapan.multiply.com/music/item/92&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-4903252043576063764?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/4903252043576063764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/4903252043576063764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/02/retratos.html' title='Retratos'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-2074448939210297030</id><published>2007-01-29T10:46:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T11:38:08.346-02:00</updated><title type='text'>Suburbano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fazia calor na cidade. Abafado.&lt;br /&gt;Ele andava sem rumo pelas ruas lotadas. Pessoas e mais pessoas saindo de todos os cantos.&lt;br /&gt;Negros, brancos, orientais, mulheres, homens, crianças, velhos, homossexuais, mendigos, policiais, vendedores, ilusionistas, motoristas...&lt;br /&gt;De todo modo sabia que se encaixava em alguma dessas estâncias.&lt;br /&gt;Andava e meditava. O som violento do centro da cidade já estava abafado em seus ouvidos.&lt;br /&gt;Sentia apenas um leve zumbido que não chegava a irritar. As vozes, os gritos e as músicas eram ouvidas num volume baixo.&lt;br /&gt;Olhava com atenção cada um que cruzava seu caminho. Olhos grandes, olhos pequenos, cabelo longo, curto.&lt;br /&gt;Tão diferentes, montavam aquela mistura.&lt;br /&gt;E olhava para cima e via os prédios escodendo o céu, que de azul virara cinza.&lt;br /&gt;Como se saísse dum feitiço, todos os sons voltaram, todas as vozes, buzinas e sirenes e um grito:&lt;br /&gt;"Ladrão!"&lt;br /&gt;Então reparou que não andava, e sim corria. E a mulher continuava "Ladrão!"&lt;br /&gt;De tão abafado o tempo, começou a chover.&lt;br /&gt;E ele corria e a mulher gritava. Sentiu uma dor nas costas. Alvo do primeiro tiro.&lt;br /&gt;Continuou a correr. O coração batia acelerado.&lt;br /&gt;E certeiro, outro tiro o derrubou.&lt;br /&gt;O zumbido começava a voltar, as vozes diminuíam.&lt;br /&gt;Caído, olhando para cima, via as gotas.&lt;br /&gt;O zumbido sumia levemente junto com as vozes.&lt;br /&gt;Um círculo formou-se em volta de seu corpo.&lt;br /&gt;Olhara para o céu pela última vez. Já não era cinza, tampouco azul&lt;br /&gt;Era sim, de um violento carmim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-2074448939210297030?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/2074448939210297030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/2074448939210297030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/01/suburbano.html' title='Suburbano'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-638259917281585138</id><published>2007-01-24T12:23:00.000-02:00</published><updated>2007-01-24T12:44:52.402-02:00</updated><title type='text'>Ê, cazzo!</title><content type='html'>É...&lt;br /&gt;Talvez as mídias estejam mudando.&lt;br /&gt;Blogs, por exemplo. Palavras jogadas ao vento. Alguns pegam aqui outros lá.&lt;br /&gt;Como uma mensagem numa garrafa jogada no oceano.&lt;br /&gt;Posso dizer que blogs já estão ultrapassados. Aquilo que ontem era o quê de mais moderno, hoje é parte de algo maior.&lt;br /&gt;Hoje está tudo engolido numa só massa azul, branca e cinza chamada internet.&lt;br /&gt;Como um celular, que hoje em dia o acessório mais banal é fazer ligações.&lt;br /&gt;Mero detalhe o fato de que celular e internet já estão praticamente empapados nesse mesmo conjunto. Por esse motivo torna-se para mim estranho sentar aqui e escrever um texto.&lt;br /&gt;Literário. Algo que há pouco tempo fazia com facilidade. Bom ou ruim, mas fazia.&lt;br /&gt;Hoje, tenho uma idéia, sento-me em frente ao computador e quando começo a colocar em prática. As coisas somem. Não por medo de quem vai ler.&lt;br /&gt;Justamente pelo fato de que ninguém vai ler. Dessa massa que fazemos parte, não há porque ler.&lt;br /&gt;Ficará registrado só para mim. O que já é um trunfo. Desse modo, será mais fácil escrever num pedaço de papel e guardar num baú, como fazia antes de surgir a coisa branca, azul e cinza.&lt;br /&gt;Expressar o que sinto, para mim já não é tão viável.&lt;br /&gt;Num blog. Blog? 40.000 blogs são criados por dia...&lt;br /&gt;Só mais um na multidão...&lt;br /&gt;Daí bate a vontade de fechar isso aqui por um tempo. Só pra não admitir esse bloqueio criativo que passa por mim. Se é que algum dia já fui portador de qualquer criatividade.&lt;br /&gt;Para isso servem os blogs, não?&lt;br /&gt;Descrever, desabafar.&lt;br /&gt;Coisa mais banal.&lt;br /&gt;Façamos um acordo. Se você leu até aqui é porque se importa.&lt;br /&gt;Façamos. Vou escrever pouco daqui pra frente. Nada muito pretensioso.&lt;br /&gt;Vou escrever sem compromisso. Prosa ou poesia. Tanto faz.&lt;br /&gt;Nada que te canse, ou que te faça lacrimejar por olhar muito tempo para o monitor.&lt;br /&gt;Postarei poemas alheios também, de amigos e/ou poetas.&lt;br /&gt;Recitarei algumas coisas.&lt;br /&gt;Êta mesquinharia.&lt;br /&gt;80% d apopulação nunca mexeu num computador, e eu aqui me preocupando em o que postar.&lt;br /&gt;Vá pro diabo, massa azulbracinza, que quero ficar um tempo sem te ver.&lt;br /&gt;Mas é difícl.&lt;br /&gt;Se você leu até aqui, você realmente se importa.&lt;br /&gt;Ponto. Serei mais irreverente ao postar. E breve. Para não cansar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-638259917281585138?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/638259917281585138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/638259917281585138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/01/cazzo.html' title='Ê, &lt;i&gt;cazzo&lt;/i&gt;!'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116814098190751065</id><published>2007-01-07T01:15:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T11:07:52.213-02:00</updated><title type='text'>Apelo próprio ou Enlameado ou Apelo contra a mediocridade</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;i&gt;-para o autor&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao saber do silêncio&lt;br /&gt;ao se fazer silente&lt;br /&gt;calando-se&lt;br /&gt;você morre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por dentro&lt;br /&gt;corrói-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;torna-se parte dessa&lt;br /&gt;lama suja e podre&lt;br /&gt;e que você aceita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aceita e bebe da mesma&lt;br /&gt;come da mesma&lt;br /&gt;vive na mesma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentindo-se lama&lt;br /&gt;você é lama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamenta&lt;br /&gt;Lamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentemos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma lama que o torna feliz agora&lt;br /&gt;será cabo do infeliz do futuro&lt;br /&gt;Levante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lama em que você agora se banha&lt;br /&gt;são para os porcos que já nela se fundiram&lt;br /&gt;e assim te querem, te desquerem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorde!&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://arnaldo-antunes.letras.terra.com.br/letras/794149/"&gt;"Contato Imediato"&lt;/a&gt; de Arnaldo Antunes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;"Peço por favor&lt;br /&gt;Se alguém de longe me escutar&lt;br /&gt;Que venha aqui pra me buscar&lt;br /&gt;Me leve para passear&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu disco voador&lt;br /&gt;Como um enorme carrossel&lt;br /&gt;Atravessando o azul do céu&lt;br /&gt;Até pousar no meu quintal..."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça &lt;a href="http://milvinil.multiply.com/music/item/982"&gt;aqui&lt;/a&gt;, ou assita &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=m4TC_rJP-6E"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116814098190751065?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116814098190751065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116814098190751065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2007/01/apelo-prprio-ou-enlameado-ou-apelo.html' title='&lt;center&gt;Apelo próprio ou Enlameado ou Apelo contra a mediocridade&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116750485141002630</id><published>2006-12-30T16:53:00.000-02:00</published><updated>2007-01-03T15:39:42.046-02:00</updated><title type='text'>As Imagens Que Falam...</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/vila1.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A vila do sossego...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/santuario1.gif"&gt;&lt;br /&gt;O santuário...&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo ano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116750485141002630?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116750485141002630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116750485141002630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/12/as-imagens-que-falam.html' title='As Imagens Que Falam...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116498183306929266</id><published>2006-12-01T10:54:00.000-02:00</published><updated>2006-12-01T13:36:17.006-02:00</updated><title type='text'>Súbitas, Short Cuts, Rapide.</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;b&gt;Quinto andar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança que brincava no tapete perguntou ao adulto se era normal tudo aquilo que viam na tevê. O adulto, preso que estava ao aparelho, respondeu que sim.&lt;br /&gt;A criança, sonhadora que era, levantou-se, foi ao quarto, puxou uma cadeira e pulou da janela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Medo de amar&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, meses depois, ao dizer à mulher "Eu te amo" &lt;br /&gt;sentiu logo um abraço mais forte certeiro.&lt;br /&gt;A mulher, um mês depois, ao dizer ao homem "Eu te amo" &lt;br /&gt;sentiu logo um empurrão.&lt;br /&gt;O homem morreu solteiro.&lt;br /&gt;A mulher morreu do coração.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mal que cura&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por saber que não devia repetir tais gestos e palavras na frente de adultos, a criança reproduzia na frente dos colegas. Como numa epidemia, as frases "tomá no cú" ou "si fudê" seguidas de dedos-do-meio, tomaram conta do colégio.&lt;br /&gt;No início, era uma epidemia controlada, as crianças fizeram-se saber por meio da primeira transmissora que caso dissessem ou fizessem tais coisas na frente dos adultos seriam punidos sabe-se lá com quais castigos.&lt;br /&gt;O pior veio quando por descuido, ao ver uma nota baixa, uma criança disse algo que aos ouvidos atentos da nova professora, que era velha, soou como um tambor.&lt;br /&gt;"Pra diretoria" ordenou de uma vez a nova professora, que era velha, esticando o braço enrugado que apontava para a porta. Ao sair, a criança, que já não via mais como escapar, gritou, para deleite dos colegas "Si fudê", mostrou o dedo-do-meio e correu para o banco do corredor.&lt;br /&gt;A professora se sentou sussurrando pra si "Filho da puta..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Jorge Ben em &lt;a href="http://jorge-ben-jor.letras.terra.com.br/letras/46648/"&gt;"Por causa de você, Menina"&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.cayocandido.multiply.com/song/1/67/full/U2FsdGVkX1,tFbmssCv2HhxC2evK,ToMtnoZ.yUZm9ykbAYgaFjXtMomSefokqER/12%20Por%20Causa%20de%20Voc%2C%20Menina.mp3"&gt;&lt;i&gt;"...Pois você passa e não me olha&lt;br /&gt;Mas eu olho pra você&lt;br /&gt;Você não me diz nada&lt;br /&gt;Mas eu digo pra você&lt;br /&gt;Você por mim não chora&lt;br /&gt;Mas eu choro por você..."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116498183306929266?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116498183306929266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116498183306929266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/12/sbitas-short-cuts-rapide.html' title='Súbitas, &lt;center&gt;Short Cuts,&lt;/center&gt; &lt;div align=&quot;right&quot;&gt;Rapide.&lt;/div&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116316956678903706</id><published>2006-11-10T12:34:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T13:12:33.956-02:00</updated><title type='text'>L'amour de ClaireouLamú di cléouO Amor de Clara</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Maria Clara não estava lá. O professor dizia &lt;br /&gt;"Repeat, Mary Claire! Repeat!" mas ela não repetia. Seguia olhando com jeito de quem não sabe bem o que faz na hora em que todos eperam que se faça algo. Caiu em si e disse olhando para o livro que o professor segurava &lt;br /&gt;"I don't know". O professor, constrangido, perguntou à menina &lt;br /&gt;"Are you ok, Mary Claire?"&lt;br /&gt;"Yes" repondeu com um sorriso envergonhado, evitando os olhares fortuitos dos colegas, e assim findando suas únicas opções de resposta que aprendera até então. Não entendia bem o sentido das duas, mas sabia que ambas trariam à face do professor uma certa expressão de satisfação, ou mesmo desistência, traduzida para muitos também como satisfação. Na outra aula não compareceu. E nem na outra.&lt;br /&gt;Voltou certo dia. Sentou-se na cadeira, ao passo que já perguntava o professor "Marie Claire! Are you ok?"&lt;br /&gt;Maria Clara, que até hoje não entendia bem porque seu professor insistia em chamá-la por um outro nome, respondeu com o mesmo sorriso "Yes".&lt;br /&gt;O professor, vendo que alguma coisa estava errada insistiu "Are you ok, Maria Clara?"&lt;br /&gt;Ao ouvir seu nome, levantou-se quase que de um susto. Mais uma vez não estava alí.&lt;br /&gt;Estava em outro lugar. Verdade era que Maria Clara pensava só numa coisa. Gustavo.&lt;br /&gt;Era o nome que vinha em sua mente. E aqueles últimos dias não haviam sido nada alegres para a menina. Não sabia ao certo o que sentia, mas sabia que era algo novo, totalmente novo. Apaixonou-se por Gustavo no instante em que o viu. Sentara à sua frente na sala de aula, e desde então Maria Clara só teve olhos para ele. Quanto mais o conhecia, mais apaixonada ficava. E viraram amigos, e dessa amizade, corroía dentro do coração de Maria Clara um amor febril. Um amor sutil.&lt;br /&gt;Daqueles que te pegam desprevinidos e te fazem suspirar sem motivo. Olhar pruma árvore e sentir vontade de abraçá-la. Daqueles que te fazem esboçar leve sorriso no canto da boca e sentir o vento no rosto sem se preocupar se os cabelos desarrumados vão ficar. Mas Gustavo, esse não se sabia se sentia algo ou não.&lt;br /&gt;Aconteceeu que Maria Clara amou tanto que certo dia ficou doente. Faltou à ecola, e às aulas de inglês. Ninguém sabia ao certo o que se passava com a menina, nem mesmo ela, face à novidade. Sua mãe dava-lhe dos mais variados remédios e nada da menina melhorar.&lt;br /&gt;Foi quando, no segundo dia, Gustavo foi visitá-la. Conversaram sobre tudo. Como andava a escola, os amigos, o pipoqueiro que sempre lhes dava um pacote de pipocas de graça toda sexta dizendo "Para os dois pombinhos" fazendo com que a face de Maria Clara ruborizasse numa fração de segundos.&lt;br /&gt;Até que Gustavo beirou um assunto que nada agradou Mara Clara. Algo sobre uma outra garota. Depois de descrevê-la com todos os detalhes, confessou à Maria Clara que devia estar apaixonado.&lt;br /&gt;Um formigamento, que veio desde os pés até a garganta, tomou conta de Maria Clara. A menina não sabia porque ma ssua garganta doía, como se alguém a estivesse segurando, mas só então reparou que ninguém mais segurava do que ela própria. A tristeza condensada em choro ficara presa. E Maria Clara podia sentir que logo seus olhos a condenariam e Gustavo perceberia que ela iria chorar. Foi salva pela mãe do menino que aparecera para buscá-lo.&lt;br /&gt;Despediram-se. A menina, sozinha no quarto, pôs-se a chorar, enxugando as lágrimas no travesseiro. Apesar de querer chorar mais, já não havia mais lágrima, e logo a dor na garganta voltou num sentido contrário, quando se quer chorar, se pode chorar, mas não se têm mais lágrimas para tal.&lt;br /&gt;Adormeceu. No outro dia, ainda abatida voltou à vida normal. Continuou a falar com Gustavo evitando tocar no assunto que não queria, apesar do garoto sempre trazer à tona.&lt;br /&gt;"Maria Clara?" insistia o professor. "Are you Ok?"&lt;br /&gt;Maria Clara, triste que estava, só pode dizer uma coisa &lt;br /&gt;"I don't know" caíndo-lhe assim uma lágrima pelo rosto, logo enxugada pela manga da blusa.&lt;br /&gt;Como é dura a dor de um primeiro não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Los Hermanos em &lt;a href="http://los-hermanos.letras.terra.com.br/letras/228602/"&gt;"Condicional":&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://images.prisciguimaraes.multiply.com/song/1/2/full/U2FsdGVkX19osJEYZZs2Og2jJUd00EGOpgvZSK50L6XEnuXNRoxgFpSENSMXd7p1/Los%20Hermanos%20-%2009%20-%20Condicional.mp3"&gt;&lt;i&gt;"...Eu sei é um doce te amar&lt;br /&gt;O amargo é querer-te pra mim&lt;br /&gt;Do que eu preciso é lembrar me ver&lt;br /&gt;Antes de te ter e de ser teu, muito bem..."&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116316956678903706?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116316956678903706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116316956678903706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/11/lamour-de-claireoulam-di-clouo-amor-de.html' title='L&apos;amour de Claire&lt;br&gt;ou&lt;br&gt;Lamú di clé&lt;br&gt;ou&lt;br&gt;O Amor de Clara'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116256502789445553</id><published>2006-11-03T11:21:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T12:05:05.670-03:00</updated><title type='text'>Escasso</title><content type='html'>&lt;center&gt;Não há texto ou conto que expresse o que vivo atualmente.&lt;br /&gt;O meu pesar.&lt;br /&gt;Não sei o que vivo.&lt;br /&gt;Talvez não esteja vivendo&lt;br /&gt;daí a razão da falta de conteúdo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o coração dói&lt;br /&gt;a cabeça dói&lt;br /&gt;a vida dói&lt;br /&gt;O dom também dói&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dói a ponto de sentar ao pôr do sol&lt;br /&gt;morder uma maçã&lt;br /&gt;sentir o vento bater-lhe contra a face&lt;br /&gt;e não sentir nada&lt;br /&gt;só o vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e do vazio não se cria&lt;br /&gt;só se some&lt;br /&gt;se consome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fugir&lt;br /&gt;[saltar]&lt;br /&gt;e gritar&lt;br /&gt;[falar]&lt;br /&gt;e sonhar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tempo se esvai&lt;br /&gt;e a vida se vai&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço a alguém que me pegue pela mão&lt;br /&gt;mostre-me que nem tudo é em vão&lt;br /&gt;porque sei que vale algo&lt;br /&gt;Mas alguma venda, &lt;br /&gt;essa não me deixa ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só.&lt;br /&gt;Sem saber&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://madeleine-peyroux.letras.terra.com.br/letras/295598/"&gt;"Weary Blues"&lt;/a&gt; com Madeleine Peyroux:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://images.marcelvitor.multiply.com/song/1/167/full/U2FsdGVkX1,ADJL8DANXOtRwAXejE6R2tBqkKKJqFtPuNSDFJaDFZ4AauU5AZ0xf/09%20Madeleine%20Peyroux%20-%20Weary%20Blues.wma"&gt;&lt;i&gt;"The snow falls 'round my window&lt;br /&gt;But it can't chill my heart&lt;br /&gt;God knows it died the day you left&lt;br /&gt;My dream world fell apart."&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: O blog vem sofrendo algumas mudanças no layout, &lt;br&gt;     espero que gostem. Sugestões são aceitas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116256502789445553?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116256502789445553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116256502789445553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/11/escasso.html' title='&lt;center&gt;Escasso&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116161949825973752</id><published>2006-10-23T11:41:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T13:05:51.810-03:00</updated><title type='text'>Outro ônibus.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há sempre regras de como se comportar nos coletivos, dentre essas regras há normas que dependem em cada caso. São coisas simples que vão desde segurar a sacola pesada de alguém que está em pé até xingar educamentente a pessoa que sem razão qualquer deu um pisão no seu tão indefeso e inocente pé.&lt;br /&gt;São, geralmente, os mesmos tipos de seres humanos que pegam ônibus. Dentre estes seres, há uma gama que vai se dividindo, tornando-os únicos a cada viagem. Há desde a mulher gorda, a qual pensam que está grávida e dão lugar para que ela sente, até o velhinho que já beira os portões celestiais e que se recusa a sentar a todo custo só para dar lugar à jovem que está ao seu lado e atrai a atenção de muitos passageiros, seja por interesse, seja por inveja. Sempre hão de coexistir a mulher encrenqueira e o trabalhador revoltado com a política. Ambos vêm no mesmo pacote e exclamam seus verbos quase que ao mesmo tempo à primeira freada brusca, só que em direções diferentes. A mulher xinga o pobre do motorista que não pôde fazer nada para evitar que aquele carro, o qual o preço está a milhares anos luz da sua carteira, entre bruscamente na frente do ônibus, enquanto o homem começa a reclamar da política dizendo que em determinada época tais coisas eram melhores, independente de quem seja o governante. Juntos eles agregam aliados, que logo se separam assim que um ou outro desce do ônibus ou então começam a discutir sobre outra coisa dentro ou ao redor do veículo. &lt;br /&gt;Dentro de coletivos não há o conceito de educação. Quando algum passageiro chama o outro de mal educado, este abre uma fenda no espaço-tempo contínuo, já que tal ornamento xingatório é considerado um paradoxo maior do que acender um fósforo dentro dum lago na Antártida e ainda assar uma picanha para o jantar da sexta-feira santa. Todos, num ônibus, em qualquer situação, são mal educados, tornando-os assim todos pessoas educadas. Uma cotovelada no rim direito é quase sinônimo de "Com licença, minha senhora, seria um incômodo se eu pudesse passar por aqui?" ao cabo que a cotovelada no rim esquerdo do primeiro seria claro sinônimo de "Claro, meu bom homem, sinta-se a vontade!" seguido da pisada no pé referente ao cordial "Muito obrigado, jovem dama." finalizando a passagem com o chute na canela traduzido como "Não seja por isso!"&lt;br /&gt;Há uma séria divisão dentro dos ônibus. Fato que me preocupa vez em quando. Se há algo que pode interferir na harmonia dos coletivos, essa coisa é o fato de haver pessoas sentadas e pessoas de pé. Sou franco defensor de qualquer lei que defina que, nos ônibus, as pessoas devem estar, ou totalmente sentadas ou totalmente de pé. Estar sentado gera a indiferença. O fato de estar sentado anula os problemas dos arredores. Estar em pé, gera a inveja. Ambos sentimentos levam à discórdia. Não há discórdia entre membros sentados e mebros de pé, mas sim a discórdia dos próprios membros de pé que, ao invés de lutarem juntos por uma solução viável e que venha a curto prazo, digladiam-se entre si para tomarem o lugar do primeiro que deixa o assento vago.&lt;br /&gt;Certa feita, eu, como bom usuário dos coletivos, entrei no ônibus notando que não havia mais lugar disponível para me sentar e me anestesiar no mar da indiferença. Não poderia ler um livro, ouvir música ou muito menos dormir. Afoito para fazer tudo isso, resolvi entrar na guerra pelo assento. Atento, percebi os principais suspeitos que desceriam em breve do veículo. Foquei meus olhos para perto da porta de saída, local comum para quem desce logo. Não havia ninguém que eu já conhecesse de vista e, devido a viagens anteriores, sabberia previamente que desceria em poucos minutos. Percebi uma garotinha e a mãe da mesma. Bingo! Essas não demoram muito dentro de ônibus. Cheguei perto, o assento seria meu assim que elas descessem. Uma senhora chegou ao meu lado. Não reclamei, uma vez que eram duas passageiras que desceriam. Haveria lugar para ambos. Solidarizei-me com a senhora e até pensava em conceder-lhe o lugar à janela.&lt;br /&gt;A mãe olha para a senhora e pede para a filha sentar em seu colo, dando lugar para a primeira. Ainda não era um problema. A senhora sentaria e logo seria minha vez.&lt;br /&gt;Não seria um problema até o momento em que a mãe disse "Senta aqui, senhora. A gente já vai descer logo."&lt;br /&gt;Como um relâmpago, sem nem que a senhora tivesse sentado, uma mulher que beirava seus quarenta anos chegou ao meu lado ocupando o lugar onde a velhinha estava de pé. Não só ocupando como também me empurrando com o braço, tirando-me da minha posição original. Aquele braço na minha frente, me afastando, como se eu fôsse um incômodo.&lt;br /&gt;Ainda tinha certa gota de esperança, mas esta secou assim que mãe e filha desceram do assento e a mulher-braço conseguiu realizar seu intento oferencendo-se ainda para segurar minha mochila, a qual sempre deixo no chão para que não peçam para segurar.&lt;br /&gt;Descobre-se que ainda temos muito a aprender com a vida, mas ainda sonho que um dia, todos poderão sentar-se nos ônibus, sem distinção ou preconceito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116161949825973752?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116161949825973752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116161949825973752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/10/outro-nibus.html' title='Outro ônibus.'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-116058543288898925</id><published>2006-10-11T13:37:00.000-03:00</published><updated>2006-10-11T22:18:29.456-03:00</updated><title type='text'>Apesar do pesar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estavam deitados. Os pés de cada lado. Cabeça com cabeça. Olhavam para o teto imaginando um céu estrelado e uma Lua cheia, mas só tinham o teto e contentavam-se com o mesmo. Já estavam satisfeitos por estarem um ao lado do outro.&lt;br /&gt;Em suas mentes passavam milhares de pensamentos diferentes e não sabiam como expressá-los. Perguntas, respostas e idéias.&lt;br /&gt;"No que está pensando?" disse ele.&lt;br /&gt;"Não sei bem. Muitas coisas." respondeu ela deixando ares de dúvida.&lt;br /&gt;"Estou entre essas coisas?" arriscou.&lt;br /&gt;"Talvez" disse ela com um sorriso leve no canto dos lábios que ele não percebeu "No que você está pensando?" completou ela.&lt;br /&gt;"Pode ser em você?" disse ele ao virar-se de lado enquanto ela fazia o mesmo.&lt;br /&gt;"Não tem nada melhor?" ironizou.&lt;br /&gt;"Talvez, mas no momento é você mesmo." disse ele pensativo.&lt;br /&gt;Ela compreendia que naquele momento, naquele exato momento, só podia ser ela. Talvez depois em outro dia, outro momento, seria outra, mas agora era ela.&lt;br /&gt;Sentia-se bem, mas sentia-se mal. Em sua mente corriam outros pensamentos além dele. Muitos outros.&lt;br /&gt;Não que não gostasse dele, sentia lá alguma coisa. Ficava feliz junto a ele. Sorria junto a ele, mas sentia certa pena.&lt;br /&gt;Via aqueles olhos apaixonados. Aqueles olhinhos infantis que a encaravam e diziam, sem som, um ingênuo "quero estar com você".&lt;br /&gt;Conversavam muito com olhares e gestos. Ele talvez não entendesse todos os dela mas ela, sim, ela entendia os dele. Eram olhares em formação, desajeitados, confusos e puros. Como na vez em que ela teve de dizer "não" e viu nos olhos dele o mais sincero e dolorido "Por quê?". Comovida, a única resposta que pôde dar foi um beijo e um adeus.&lt;br /&gt;Ele sabia de muitas coisas que não devia fazer ou falar. Aprendera bastante com tempo. Mas também sabia que seus olhares às vezes entregavam o jogo.&lt;br /&gt;Não sabia se gostava tanto assim dela. Sentia-se bem com ela. Ficava feliz. Sorria. Sabia que ela sentia o mesmo, mas talvez não fôsse equivalente.&lt;br /&gt;Ao passo que ia pensando, um olhando para o outro, sentiam-se relaxados e seus olhos já iam fechando.&lt;br /&gt;Passou a mão pelo pelo já quase adormecido rosto dele. Deu-lhe um leve beijo e levantou. Pegou suas coisas e saiu de leve, sem muito barulho. Tinha plena noção do clichê que cometia. Saindo sem deixar recado. Já fizera muitas vezes a mesma coisa. No outro dia, como de praxe, ele ligaria, marcariam novo encontro e ela acabaria cedendo novamente a ele. Talvez gostasse mesmo dele. Talvez devesse ficar dessa vez.&lt;br /&gt;Foi embora. E no rosto correu-lhe uma lágrima.&lt;br /&gt;Ao acordar, hesitou em abrir os olhos. Sabia que não a encontraria, e dos olhos fechados, mescladas em raiva e tristeza, correram-lhe lágrimas.&lt;br /&gt;Tomou decisão importante na vida: dessa vez, não ligaria.&lt;br /&gt;E assim o fez.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Los Hermanos em &lt;a href="http://los-hermanos.letras.terra.com.br/letras/228605/"&gt;"Morena"&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;blockquote&gt;"Pra nós, todo o amor do mundo&lt;br /&gt;Pra eles, o outro lado&lt;br /&gt;Eu digo mal me quer&lt;br /&gt;Ninguém escapa o peso de viver assim&lt;br /&gt;Ser assim, eu não&lt;br /&gt;Prefiro assim com você&lt;br /&gt;Juntinho, sem caber de imaginar&lt;br /&gt;Até o fim raiar..."&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;E Caetano em &lt;a href="http://caetano-veloso.letras.terra.com.br/letras/44767/"&gt;"Queixa"&lt;/a&gt;:&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Um amor assim delicado&lt;br /&gt;Nenhum homem daria&lt;br /&gt;Talvez tenha sido pecado&lt;br /&gt;Apostar na alegria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pensa que eu tenho tudo&lt;br /&gt;E vazio me deixa&lt;br /&gt;Mas Deus não quer que eu fique mudo&lt;br /&gt;E eu te grito esta queixa..."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça as músicas &lt;a href="http://images.cayocandido.multiply.com/playlist/1/28/full/U2FsdGVkX18JQa8.s5CIEjT,uFF0GSTr.f71cmVdLLk=/Trilha%20para%20%22Apesar%20do%20pesar%22.m3u"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://cayocandido.multiply.com/music/item/28"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-116058543288898925?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116058543288898925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/116058543288898925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/10/apesar-do-pesar.html' title='Apesar do pesar'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115979946693549530</id><published>2006-10-02T10:58:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T11:31:06.976-03:00</updated><title type='text'>Os homens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caíram quando descobriram que perderíam seus poderes. Foi numa tarde de domingo.&lt;br /&gt;Estavam todos reunidos na famosa sala de reuniões quando o chefe chegou.&lt;br /&gt;Olhou para todos com um ar de arrogância e pena e disse "A partir de amanhã vocês não terão mais poderes!" e saiu da sala deixando todos com dúvidas.&lt;br /&gt;Era inconcebíbel que ficassem sem seus poderes. O que seria deles?&lt;br /&gt;Alguma piada do chefe, provavelmente.&lt;br /&gt;Estavam errados. Na segunda-feira foram obrigados a fazer o máximo de esforço para as mínimas obrigações.&lt;br /&gt;Tiveram de dirigir, lavar a louça, limpar a casa, trabalhar de verdade, pegar ônibus e cuidas dos bebês. No começo até pareceu divertido mas passadas duas semanas um deles se levantou e disse "Até quando, chefe? Não agüentamos mais!"&lt;br /&gt;Desse, não se ouviu falar por um bom tempo.&lt;br /&gt;E seguiram suas vidas. Seus cotidianos. Suas rotinas.&lt;br /&gt;Estavam para bolar um plano, algo que trouxesse seus poderes de volta, mas tudo devia ser bolado na mais secreta movimentação. Ninguém deveria suspeitar.&lt;br /&gt;O que não imaginavam é que sua rede de informações fora quebrada desde o início e dentre eles havia um traidor que, a mando do chefe, espionáva-os e reportava um boletim semanal sobre os acontecimentos. &lt;br /&gt;Estava tudo preparado. Entrariam na sala de reuniões e roubariam o elixir do poder. Uma garrafa que se encontrava no centro da sala e aquele que bebesse do líquido nela contido teria seus poderes de volta.&lt;br /&gt;Não podiam aceitar essa vida rotineira. Vida sem graça.&lt;br /&gt;Não suportavam a idéia de dedicar um terço de suas vidas aos filhos, outro terço ao trabalho e outro terço à velhice. Era doloroso demais pensar nisso.&lt;br /&gt;A única escapatória era terem seus poderes de volta.&lt;br /&gt;Com muita dificuldade e depois de subornar alguns guardas, conseguiram entrar na sala de reuniões. O líder, que era o mais forte, pegou a garrafa.&lt;br /&gt;Ia levar para os amigos quando um estrondo forte cruzou a sala confundindo-se com o espatifar da garrafa no chão. De trás do líder que estava caído no chão, provavelmente morto já que não tinha mais poderes, surgia o chefe com uma arma na mão e um sorriso no rosto. Outro tiro. E lá ia o traidor para o chão, sem que os outros soubessem que esse era o traídor.&lt;br /&gt;Apavorados, todos assistiam à cena abismados. Sabiam que o fim estava próximo, mas só não entendiam o porquê.&lt;br /&gt;Chegaram a pensar (pensavam em conjunto): "Morrer sem propósito é melhor que viver sem própósito?". Pensaram e decidiram.&lt;br /&gt;Prostaram-se diante do chefe decididos a morrer.&lt;br /&gt;Porém o chefe não se comoveu com tal atitude e deixou que vivessem.&lt;br /&gt;Talvez se tivessem algum propósito para morrer, mas não tinham, e foram fadados a viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115979946693549530?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115979946693549530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115979946693549530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/10/os-homens.html' title='Os homens'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115859525072987698</id><published>2006-09-18T11:40:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T13:00:50.806-03:00</updated><title type='text'>Chance</title><content type='html'>Mais um com Ele... &lt;i&gt;&lt;a href="http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/06/no-futuro.html"&gt;Texto 1&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/09/conversando-com-deus.html"&gt;Texto 2&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/11/causos-celestes.html"&gt;Texto 3&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Para piegas...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No velório, todos choravam a morte de Dulce.&lt;br /&gt;"Não só eu, mas creio que o mundo inteiro perdeu nessa semana uma grande amiga, irmã e companheira" dizia o viúvo no discurso televisionado. Dulce era de fato uma mulher importante. Filha de pais ricos, sempre se preocupou em ajudar pessoas carentes. Fundou uma série de associações por todo os cantos do mundo, sempre de forma anônima. Tímida, concedia poucas entrevistas. A entrevista mais longa que dera fora para seu próprio irmão, que era jornalista, e que ocupou metade de uma folha de uma dessas revistas de grande circulação. Ao contrário do que muitos pensavam, Dulce não era uma socialight ou uma madame cheia de casacos de pele. Mantinha-se alheia às câmeras, mas de uma forma ou de outra estava sempre envolvida em alguma causa humanitária que tivesse a ver com seu país ou com certas partes do mundo.&lt;br /&gt;"Uma mulher que pensou mais no próximo do que em si mesma. Uma mulher de luta" continuava o viúvo que fazia freqüentes pausas para que os jornalistas de todo o mundo pudessem traduzir para seus respectivos países.&lt;br /&gt;Em meio aos rostos regados em pranto e tristeza, lá estava Dulce, de pé, olhando para o próprio corpo. Ela, com um sorriso nos lábios, observava sua face morta, esquálida e séria. Olhava também para seus parentes. Alguns ela nunca tinha visto e não entendia muito bem o motivo da presença dos mesmos.&lt;br /&gt;Divertia-se com tudo aquilo. Sempre quis saber como era estar morta e agora ela sabia bem. Achava estranho também. O que iria fazer agora? Ninguém iria buscá-la? Onde estava o céu ou o inferno? Apesar de ter levado uma vida de caridades, nem todas as coisas foram flores...&lt;br /&gt;Foi quando um senhor de barba longa e roupas brancas longas parou do seu lado e disse:&lt;br /&gt;"Surpresa?"&lt;br /&gt;"Ah! Finalmente alguém... Estava começando a ficar preocupada."&lt;br /&gt;"Aconteceram alguns probleminhas. Perdoe o atraso. Alguém já devia ter chegado assim que você morresse, desculpe, viesse a falecer..."&lt;br /&gt;"Não tem problema, já me acostumei à idéia. Na verdade já havia me acostumado assim que vi o caminhão vir em direção ao carro."&lt;br /&gt;"Alguns não aceitam tão fácil assim." disse o velho consultando uma prancheta que levava à mão.&lt;br /&gt;"Você é diferente do que imagnava" disse Dulce.&lt;br /&gt;"Defina" pedio com ar de interesse.&lt;br /&gt;"Pensei que você estaria todo de preto, com uma foice na mão e no lugar do rosto, uma caveira." deduziu Dulce.&lt;br /&gt;"Geralmente é esse o procedimento, mas esse cara teve uns problemas."&lt;br /&gt;"Então ela existe mesmo? A morte?"&lt;br /&gt;"Claro! Porque você acha que está aqui agora?"&lt;br /&gt;"Eu sei! Mas estou falando da figura em si. Espere um pouco! Se ela não veio me buscar, quem é você afinal?"&lt;br /&gt;"Não me reconhece? Barbas longas? Roupas brancas?" disse ele em tom irônico anotando algo na prancheta que não parecia ter muito a ver com a atual situação.&lt;br /&gt;"Deus?"&lt;br /&gt;"Bingo!" respondeu sem tirar os olhos da prancheta&lt;br /&gt;"Mas por que você? Não devia estar ocupado? Não tem um monte de coisas pra resolver?"&lt;br /&gt;"Já disse que aconteceram uns problemas! Por isso precisamos ir rápido."&lt;br /&gt;"Tudo bem" disse Dulce um tanto cabisbaixa.&lt;br /&gt;"O que foi? Parece decepcionada." disse ele erguendo os olhos por cima dos pápéis pregados à prancheta.&lt;br /&gt;"Não! Não é nada."&lt;br /&gt;"Nada?"&lt;br /&gt;"É só que..." recuou.&lt;br /&gt;"Escute! Você pode se abrir comigo! Aproveite, você não me verá com tanta freqüência." disse Deus com seu infalível tom paternal.&lt;br /&gt;"É que todo esse tempo... Ajudando as pessoas, eus empre duvidei da sua existência, sabe?"&lt;br /&gt;"Sim! Sei bem... Você não foi a única, acredite!"&lt;br /&gt;"Eu sei mas..."&lt;br /&gt;"Mas...? Olhe, não temos muito tempo."&lt;br /&gt;"Mas agora eu olho pra você e você está aí. E olho em minha volta e todos os meus parentes e amigos aqui. E meu marido logo ali falando como se realmente me conhecesse. Provavelmente vai pegar todo o dinheiro e fugir com alguém, levando tudo que construí ao chão. Muitas pessoas perderão considerável assistência."&lt;br /&gt;"Compreendo... De fato, as chances de isso acontecer são bem grandes" concluiu Deus.&lt;br /&gt;"E você não faz nada? Vai ficar aí anotando na sua prancheta? Pessoas estão morrendo todos os dias... Pessoas que sã parte de você!" revoltou-se Dulce.&lt;br /&gt;"Você tem razão! Não posso discordar!" disse Deus baixando a cabeça.&lt;br /&gt;"E o que você pode fazer?"&lt;br /&gt;"Nada"&lt;br /&gt;"Como assim "Nada?"" gritou, e continuou "Você é Deus! Você pode mudar tudo isso num segundo."&lt;br /&gt;"Posso sim! Umas coisinhas aqui, outras ali, mas não tudo." disse ainda olhando par ao chão.&lt;br /&gt;"E porque não?"&lt;br /&gt;"Não seria certo!"&lt;br /&gt;"Como?" bradou Dulce.&lt;br /&gt;"Escute! Eu tenho alguns bilhares de anos... Você não acha que eu acordo todo dia querendo mudar tudo? Querendo reiniciar tudo? Você não acha que às vezes eu penso que tudo isso foi um erro e que eu nunca deveria ter começado?"&lt;br /&gt;"Pensa?"&lt;br /&gt;"Sim! E muito" disse olhando para o nada.&lt;br /&gt;"E por que não faz?" perguntou Dulce em tom de desafio.&lt;br /&gt;"Você acha que valeria a pena?"&lt;br /&gt;"Do jeito que vão as coisas..."&lt;br /&gt;"Não é tão simples quanto parece. Eu mesmo teria de me auto destruir e começar tudo de novo."&lt;br /&gt;"Por que não o faz? É uma chance."&lt;br /&gt;"Você não entende! Não é por mim..."&lt;br /&gt;"Por nós, humanos? Seres egoístas e violentos?"&lt;br /&gt;"Não deveria dar uma segunda chance a eles?" peguntou Deus beirando a indignação.&lt;br /&gt;"Não!" respondeu Dulce convicta.&lt;br /&gt;"E todas aquelas pessoas que você ajudou? Aquelas das quais você mudou o futuro? Aquelas que, talvez, sigam o seu exemplo? Elas tabém não merecem outra chance?"&lt;br /&gt;Dulce hesitou e à sua mente vieram todas as faces que pode lembrar. Alegres, tristes e chorosas. Todos que pode ajudar. &lt;br /&gt;Sentia algo que nunca sentira antes. Não sabia bem o que era, mas começou a chorar. Sentiu Deus tocar em seu ombro.&lt;br /&gt;"Entendeu como me sinto todo dia?" disse ele.&lt;br /&gt;"Acho que sim..."&lt;br /&gt;"Podemos ir?"&lt;br /&gt;"Sim, por favor." disse ela enxugando as lágrimas.&lt;br /&gt;E sumiram em meio à multidão.&lt;br /&gt;Um garoto ainda puxou o vestido da mãe perguntando o motivo pelo qual havia um velho todo de branco conversando a sua Tia Dulce no meio de todo mundo. A mãe deu-lhe pouca atenção deixando-o sozinho naquele canto pensando. Sem entender muito bem o que se passava. Confuso e intrigado.&lt;br /&gt;Como uma verdadeira criança. Como um verdadeiro ser humano.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115859525072987698?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115859525072987698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115859525072987698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/09/chance.html' title='Chance'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115811118303172704</id><published>2006-09-12T21:52:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T22:33:03.093-03:00</updated><title type='text'>Sobre como viver...</title><content type='html'>Post em protesto à vida ou ao destino.&lt;br /&gt;E naqueles momentos em que você pode respirar aliviado achando que as coisas tomaram um certo rumo pelo menos a médio prazo.&lt;br /&gt;Daí uma coisa sai errado e tudo parece sair dos eixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Usar os escombros como degraus?&lt;br /&gt;Correr?&lt;br /&gt;Fechar-se num canto e chorar?&lt;br /&gt;Xingar quem você não agüenta mais ver na frente?&lt;br /&gt;Encontrar aquela pessoa qualquer dia de surpresa e beijá-la sem avíso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer tudo isso não necessariamente nessa mesma ordem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mandem suas cartas, sugestões e comentários.&lt;br /&gt;Pode ser via correio:&lt;br /&gt;Rua Ana Simões de Oliveira, 99 - Vila Caxingui&lt;br /&gt;CEP: 05516-010&lt;br /&gt;São Paulo - SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E-mail: cayo_eu@yahoo.com.br&lt;br /&gt;Scrap: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11847548131782447426&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais criativos ganharão um prêmio surpresa...&lt;br /&gt;Adoraria receber cartas!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim! Convençam-me de que vale a pena continuar.&lt;br /&gt;Ok... Muito trágico...&lt;br /&gt;Na verdade eu só preciso de um abraço! E cartas!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Post bobo mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115811118303172704?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115811118303172704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115811118303172704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/09/sobre-como-viver.html' title='Sobre como viver...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115617955093016741</id><published>2006-08-21T13:46:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T10:27:39.400-03:00</updated><title type='text'>a coisa</title><content type='html'>&lt;i&gt;...aos pseudo-românticos...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fale com ela. Pergunte o nome dela. Sei lá!&lt;br /&gt;Pegunte as horas! Isso! As horas.&lt;br /&gt;Todo mundo pergunta as horas para estranhos na rua. Mas espere, ela não tem relógio.&lt;br /&gt;Droga!&lt;br /&gt;Pense! Pense!&lt;br /&gt;Como começar uma conversa assim de repente?&lt;br /&gt;Só queria ouvir a voz dela.&lt;br /&gt;É fato primordial que a personalidade de uma pessoa está intrinsecamente ligada à sua voz. Seja ela, grossa, aguda ou leve. &lt;br /&gt;Há de se convir que certas vozes não combinam nada com as pessoas que as pronunciam.&lt;br /&gt;Mas é regra: conhece-se muito de uma pessoa somente pela voz.&lt;br /&gt;Nunca fui de reparar nessas coisas, mas de um tempo pra cá tenho apurado meus sentidos. Às vezes aquela pessoa magistral, sem igual, aparece na sua frente e você fica sem reações. Daí ela começa a falar e lá se vai o encanto.&lt;br /&gt;Isso porque ainda não falei do discurso, que também é fundamental.&lt;br /&gt;Nem sempre um voz bela carrega um discurso que seja tão belo quanto a mesma.&lt;br /&gt;Estava lá! Olhávamos distraidamente um para o outro.&lt;br /&gt;Creio que eu olhava, ela só passava os olhos sem nenhum interesse. &lt;br /&gt;Alguns encontros de olhares fugazes que culminavam em outros olhares constragidos para o chão.&lt;br /&gt;E a voz dela? Será aguda? Irritante? Doce? Suave?&lt;br /&gt;Vozes! Maldita maldição!&lt;br /&gt;As pessoas deviam ser mudas! Deviam se comunicar somente por olhares, gestos e toques...&lt;br /&gt;Para que vozes?&lt;br /&gt;Tudo seria silêncio. Tudo seria sublime.&lt;br /&gt;Ela já vai sair. E vou morrer sem saber se tinha uma voz agradável para mim.&lt;br /&gt;Tomarei uma medida drástica. O clima. Sempre recorra ao clima caso não tenha o relógio. É ridículo, entendo, mas é a única chance.&lt;br /&gt;"Por favor, poderia me informar as horas?" disse ela.&lt;br /&gt;Destino. Criatura irônica. E como gosto dessa ironia.&lt;br /&gt;Quando vi que a boca dela se mexia, quando ouvi os sons, pude então satisfazer minha vontade.&lt;br /&gt;Esqueci do silêncio. Esqueci tudo.&lt;br /&gt;E reparei que amor não é só coisa que se sente.&lt;br /&gt;É também coisa que se ouve.&lt;br /&gt;Sublime.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115617955093016741?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115617955093016741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115617955093016741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/08/coisa.html' title='a coisa'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115414810495564564</id><published>2006-07-29T00:21:00.000-03:00</published><updated>2006-07-29T01:53:52.213-03:00</updated><title type='text'>Cigarros e olhares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Da ala de fumantes, eu era o único que não fumava. Assistia passivamente às curvas formadas pela fumaça que saia das bocas e narinas de todas aquelas pessoas. Cada qual com seu cigarro. Homens, mulheres, idosos, jovens, amigos e tantos outros. Várias marcas: Luck Strike, Malboro, Free... Ritual ali se fazia. Uns, quando o cigarro acabava, sacavam outro do maço, ou da caixa. Outros já tinham um cilindro na mão antes mesmo de acabar e outros esperavam e, como que me acompanhando, miravam a cena. Cena cinza, olho ardente, pulmão inconseqüênte.&lt;br /&gt;Cheguei a questionar o real motivo da minha visita à ala de fumantes. Confesso que várias vezes me peguei pensando em fumar, mas não chegava a ponto de isso se tornar um desejo. Não queria. Mas lá estava eu, sem um cigarro se quer no bolso. &lt;br /&gt;Apenas observando.&lt;br /&gt;Notava os movimentos alheios. Alguns delicados, outros frenéticos.&lt;br /&gt;Cheguei à conclusão de que certas pessoas não nasceram para fumar. Como feias ficam ao colocar um cigarro na boca. E o cheiro que alguns exalam. Insuportável. Sem falar no hálito. Outras pessoas que também fumam não carregam tais defeitos. Não sei porquê. Talvez estava ali para tentar descobrir. Por que não assistir calmamente ao invés de acusar do lado de fora praguejando possíveis doenças e malefícios?&lt;br /&gt;Fui ver pra crer. E lá descobri coisas.&lt;br /&gt;Fumantes possuem um pacto inconsciente. Uma espécie de solidariedade conjunta. Dividem o fogo, dividem o espaço, e se não forem egoístas, dividem até o próprio cigarro. Claro que há o fumante que guarda todos os seus cigarros para si. Há o ansioso que fuma tantos de uma vez que não sobra nem um para os colegas. Conheço muitos auto-confiantes "Paro quando quiser". Outros já se dão por vencidos "Não devia ter entrado nessa! Agora não tem quem me tire". Há sempre os conselheiros "Tá vendo isso aqui?" apontando para a bituca já fumada "Isso acabou com a minha vida! Não cai nessa não" e há os incentivadores "Experimenta! Sinta a briza..."&lt;br /&gt;Foi quando um jovem, com seus dezeseis ou quinze anos de idade abordou um homem que beirava seus quarenta anos. &lt;br /&gt;"Tio! Tem um cigarro?"&lt;br /&gt;O homem expele a fumaça, olha o garoto numa mistura do que parecia raiva e pena e rebate:&lt;br /&gt;"Quantos anos você tem?"&lt;br /&gt;"Dezessete" responde, revelando meu erro na estimativa mas não alterando em nada o olhar do homem.&lt;br /&gt;"Você não acha que é muito jovem para fumar?"&lt;br /&gt;O garoto responde sem dizer uma palavra, encara o chão por alguns segundos e retorna o olhar para o homem na esperança de ainda ganhar o cigarro.&lt;br /&gt;O homem deu o cigarro sem dizer palavra alguma e voltou à sua posição incial. O garoto pronunciou algo como um "Valeu" e voltou ao grupo de amigos.&lt;br /&gt;Ao me retirar do local não pude chegar à qualquer conclusão que se acomodasse às minhas tão preguiçosas e falíveis idéias. Talvez até suspeitasse o que se passava na mente do garoto, mas não tinha idéia do que pensava exatamente o homem.&lt;br /&gt;Rendeu-se ao pedido por quê? Aquela que pareceria culminar numa cena comum em que o homem mais velho dá conselhos de vida e sermões ao mais novo virou uma simples cena de troca de olhares e um cigarro. Simples cena que me remeteu a pensar a condição do homem, não do homem como ser humano, mas daquele homem. O que pensou na hora?&lt;br /&gt;Seria hipocrisia negar o cigarro? Talvez ele tenha começado da mesma forma.&lt;br /&gt;Disse sim. Talvez tenha discordado de si mesmo por um momento, mas disse sim.&lt;br /&gt;Talvez soubesse que se dissesse não, o garoto pediria para outro. Para mim talvez, que seria obrigado a dizer com ares de constrangimento "Não fumo" ou simplesmente alegaria não ter um cigarro. E dai pediria para outro e outro, até que realizasse seu intento. Talvez o homem tenha pensado nisso tudo, ou talvez só tenha pensado no fato de ficar com um cigarro a menos.&lt;br /&gt;Voltei pra casa pensando na fumaça, nos cheiros, nos fumantes e nos não-fumantes.&lt;br /&gt;Ao me deparar com o símbolo acompanhado do anúnico "Não Fume", fiquei tentado a escrever logo acima "Se preferir"...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115414810495564564?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115414810495564564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115414810495564564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/07/cigarros-e-olhares.html' title='Cigarros e olhares'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115354135575206274</id><published>2006-07-22T00:43:00.000-03:00</published><updated>2006-07-22T01:09:54.146-03:00</updated><title type='text'>Frágil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrou no ônibus. Manhã fria.&lt;br /&gt;Seguia apreciando a paisagem, como era de costume, porém topava com o emprecilho da janela embassada pela respiração dos muitos passageiros. Quase chegando no ponto final, um senhor vestido de terno senta ao seu lado. &lt;br /&gt;Num súbito lance abre a janela e diz "Sabe do surto de tuberculose não?"&lt;br /&gt;"Ouvi dizer" mas não ouvira.&lt;br /&gt;"O povo toda manhã reclama que eu abro a janela"&lt;br /&gt;"Imagino" dizia ao sentir o vento frio bater no rosto.&lt;br /&gt;"Mas não me importo! Prefiro sentir friozinho do que ir pro caxãozinho" disse o senhor em tom bem humorado.&lt;br /&gt;Concordou sem muito ânimo, fato que colaboria para o fim da conversa, que nãoa conteceu.&lt;br /&gt;"E imagina a gripe aviária... Saiu um estudo... Numa revista... A gripe está prevista para chegar em setembro por aqui..." &lt;br /&gt;"É mesmo?" disse pouco espantado. Como alguém pode calcular a previsão de chegada de um vírus num país? "Loucura" pensava "Esse cara já tá querendo demais"&lt;br /&gt;"É bom já ir se cuidando" completou o senhor.&lt;br /&gt;Desceu do ônibus sem fazer muita questão de esperar pelo velho da tuberculose.&lt;br /&gt;Antes de pegar o metrô, pôde vê-lo sentado num banco conversando com uma mulher. Pobre vítima. Devia estar falando do quanto as pessoas devem ter mais cuidado ao fazer isso ou aquilo.&lt;br /&gt;Ele nunca soube, mas duas semanas depois o senhor veio a falecer. Se alguém lhe contasse, diria na primeira chance "Foi tuberculose, não?"&lt;br /&gt;Mesmo sendo um grande ironia lhe responderiam que não. Era cancêr. Desces que vão crescendo, crescendo e num belo dia explodem e dão somente alguns meses de vida à pessoa.&lt;br /&gt;Se soubesse, talvez seria mais compreensível com o velho.&lt;br /&gt;Talvez suspeitaria que toda aquela preocupação com os outros não seria só neurose.&lt;br /&gt;Se soubesse talvez, abriria todas as janelas de todos os ônibus em todas as manhãs.&lt;br /&gt;Se soubesse, é claro, mas não soube.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115354135575206274?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115354135575206274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115354135575206274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/07/frgil.html' title='Frágil'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115237062354304818</id><published>2006-07-08T11:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T13:40:50.310-03:00</updated><title type='text'>Rituais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pego mochila, bilhete único, chave, carteira e saio. De porta ainda aberta aperto o botão do elevador para dar tempo de fechá-la e esperá-lo.&lt;br /&gt;Entro. Desço. Homem entra no quinto andar.&lt;br /&gt;"Bom dia" digo.&lt;br /&gt;"Bom dia" diz o homem que completa numa fúria cotidiana "Cacete! Tenho que ir lá pra Paulista só pra trocar um cartão"&lt;br /&gt;"É" concorda num suspiro sutil expressando sua conformidade para com os fatos. Quantas vezes não tive que ir a lugares mais longes por coisas tão supérfulas quanto um cartão? Cartão de banco, supus. Coisa muito útil para muita gente nos dias de hoje. Inclusive para mim e para o homem do elevador, supus novamente.&lt;br /&gt;Momentos sufocantes esses de elevador. Alívio. Chega o térreo que é o primeiro andar.&lt;br /&gt;Homem vai por um lado (o lado dos carros) e se despede com um "Até". Eu vou para o outro portão. Antes de entrar na condução, já nos degraus de entrada, o veículo andando. Lembro-me "Celular".&lt;br /&gt;Desço. Volto para o prédio. Apressado, perdi muitos minutos. Mas nada comparado à desolação que sentiria sem tamanho pequeno aparelho. Sem horas, sem poder ser encontrado. Terrível!&lt;br /&gt;Quanta besteira, meu Deus! &lt;br /&gt;Volto para ele mesmo assim.&lt;br /&gt;Subida de elevador. Entro. Lá está. Quieto. Morto. Num canto.&lt;br /&gt;Pego, coloco no bolso. Suspiro de alívio.&lt;br /&gt;O mesmo ritual. Aperto o botão para chamar o elevador enquanto fecho a porta.&lt;br /&gt;Entro. Desço.&lt;br /&gt;Quinto andar. Homem, o mesmo homem, entra.&lt;br /&gt;"Opa!" ele diz e completa com mais uma de suas fúrias cotidianas "Cacete! esqueci o celular, acredita?"&lt;br /&gt;"Eu também" digo demostrando enorme euforia com um largo sorriso em face à coincidência, mas que logo se apaga tendo em vista a inócua reciprocidade para tal.&lt;br /&gt;"Foda" arremata o homem não mais numa fúria, mas num próprio cotidiano. &lt;br /&gt;"É" falo para mim mesmo.&lt;br /&gt;Saímos. Ele vai pro mesmo lado de antes, e eu vou para o meu.&lt;br /&gt;Demora na espera da condução.&lt;br /&gt;E vou embora pensando em cotidianos, fúrias, tecnologias, coincidências e amizades impossíveis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://letras.terra.com.br/letras/65901/"&gt;"Ritual"&lt;/a&gt; de Cazuza:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ao mesmo Deus que ensina a prazo&lt;br /&gt;Ao mais esperto e ao mais otário&lt;br /&gt;Que o amor na prática é sempre ao contrário&lt;br /&gt;Que o amor na prática é sempre ao contrário&lt;br /&gt;Ah, pra que chorar&lt;br /&gt;A vida é bela e cruel, despida&lt;br /&gt;Tão desprevenida e exata&lt;br /&gt;Que um dia acaba...&lt;/i&gt; &lt;div align="right"&gt;...e &lt;a href="http://letras.terra.com.br/letras/129829/"&gt;"Leve"&lt;/a&gt; de Chico:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Pense que eu cheguei de leve&lt;br /&gt;Machuquei você de leve&lt;br /&gt;E me retirei com pés de lã&lt;br /&gt;Sei que o seu caminho amanhã&lt;br /&gt;Será tudo de bom&lt;br /&gt;Mas não me leve...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115237062354304818?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115237062354304818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115237062354304818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/07/rituais.html' title='Rituais'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-115120703754072040</id><published>2006-06-25T00:39:00.000-03:00</published><updated>2006-06-25T00:57:41.640-03:00</updated><title type='text'>Sobre limões, laranjas e urubus</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Procurava incessantemente. Nas ruas da cidade, nas folhas das árvores, no sorriso dos amigos. Procurava mas não encontrava. Diziam que até faria uma viagem para encontrar, outros murmuravam pelos cantos "Lá é que não acha".  Algumas pessoas, entrevistados por ele, diziam "Sua procura é inútil, sua pesquisa: infundada". Mesmo assim não desistia. Não era gente de desistências. Procuraria e acharia nem que isso lhe custasse uma vida.&lt;br /&gt;Numa tarde, quando o Sol se punha atrás da serra nublada pela poluição que dava ar cinzento à vermelhidão emanada pelo acontecimento, pensou ter encontrado o que procurava. Tolo devaneio. Ainda estava longe.&lt;br /&gt;Noutro dia, no ônibus. Mão no queixo, cotovelo no apoio, olhos vidrados no nada da janela, ouvidos pregados no tudo do ônibus. Fugaz momento acreditou ter encontrado o que queria, se não era aquilo estava muito perto de ser. Só mais um pouco seria necessário. Foi acordado pelo freio frenético executado pelo motorista que minutos depois xingava aos berros recheados de palavrões o homem que entrara à frente do ônibus sem prévio aviso.&lt;br /&gt;O nada que figurava na janela começou a tomar forma. Virou rua esburacada, cachorro se coçando preguiçosamente num canto acolhido pelo Sol que não ardia, mulher com sacola de feira e filho da mesma atiçando com pedaço de pau o até então despreocupado cachorro, moça fazendo-se bonita à janela da casa com tijolos à mostra, homem velho que pendurava roupas no varal. O tudo que era só ouvidos dentro do ônibus virou nada. Virou balbúrdia sem sentido, xingos ao motorista, frases desconexas, reclames contra corruptíveis políticas que morriam surdos, ali, naquele mesmo ônibus. O nada de fora, num instante, virou tudo.&lt;br /&gt;Sentiu o que talvez fosse fato. Naqueles momentos passados, quando quase achou o que procurava, o freio não fora mera interrupção, fora sim, preparação. Senão um pretexto para trazê-lo a este momento que presenciava agora e que lhe dava novas sensações.&lt;br /&gt;Desceu da condução que partira aos solavancos em razão dos buracos da rua e sentou no banco do ponto. Escondendo a euforia (nunca chegara tão perto) assistia à cena.&lt;br /&gt;Quase tudo: estático. Mulher da sacola de feira chamando o filho que ficara para trás e ainda atiçava o cachorro que começava a demonstrar ares de impaciência, moça que se fazia bonita arranjara companheira na janela à frente da sua, homem velho das roupas no varal começava a terminar sua missão. Avião roncava lá longe, no alto, confundindo-se com os urubus que bailavam em círculo à procura de algo. O vento trazia uma neblina, causa dum fogo ateado por garotos num sofá velho que fora deixado em terreno vazio, baldio.&lt;br /&gt;Descem a rua três garotos, talvez os mesmo ateadores do fogo. Pedras nas mãos começam, de longe, atiçar o já atiçado cachorro que ao se sentir acuado faz de vítima seu primeiro atiçador. A mãe solta a sacola deixando limão, laranja, verduras espalharem-se pela rua e corre aos gritos para socorrer o filho ferido na perna. Aos gritos de "Passa!" espanta o cão que, talvez numa vingança instintiva, corre em direção aos outros garotos que já não mais carregam as pedras nas mãos. As moças que se faziam bonitas assistem à cena numa mescla de risos e pena. O velho já não fazia parte da cena. Sobraram apenas as roupas balançando ao vento e pingando como num ritual.&lt;br /&gt;Assistia à cena como se essa o entorpecesse. Ali, naqueles momentos simples, naquela vida comum, alheia, cheia de detalhes estava sua resposta. Em breve o Mundo conheceria seus segredos. Escreveria um livro, iria à televisão, seria, enfim, lembrado por toda a eternidade, senão por um largo tempo.&lt;br /&gt;Ao ver a sacola de feira caída, seu conteúdo espalhado e a dona da mesma socorrendo a criança, foi recolher limão, laranja e verduras. Antes foi surpreendido pelo freio frenético de novo ônibus. E, com força, foi jogado ao chão. No ônibus, novo motorista olhava apavorado. Lançava desculpas aos passageiros dizendo que o homem entrara à frente do ônibus sem prévio aviso. Um possível suicida. Ainda no ônibus, olhos atentos, apavorados e curiosos viam o homem caído. Alguém já ligara para o resgate.&lt;br /&gt;As moças que se faziam bonitas entraram pra suas casas, o velho foi à laje, onde estendera as roupas, ver o ocorrido. A mãe não sabia se acolhia o filho ou espantava-se com a cena.&lt;br /&gt;Respiração fraca. Ele contemplava de baixo os olhares. Alguma árvore fazia-lhe sombra. Reparou em cada olhar, na lataria amassada, na sombra da árvore, na neblina que cessara, no avião que roncava mais baixo, nos urubus que ainda voavam em círculo. Algum buraco da rua avermelhava-se junto com um limão. Um limão, na calçada oposta algumas laranjas, verduras, o Sol que não ardia, o barulho das sirenes, e finalmente tudo era tudo. O tudo de fora, o tudo de dentro.&lt;br /&gt;Seus olhos cerravam-se e o cansaço obrigava-lhe a continuar deitado. &lt;br /&gt;Estendido. &lt;br /&gt;E tudo ficou estático. Parou.&lt;br /&gt;E ficou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-115120703754072040?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115120703754072040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/115120703754072040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/06/sobre-limes-laranjas-e-urubus.html' title='Sobre limões, laranjas e urubus'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114978059306280891</id><published>2006-06-08T12:26:00.000-03:00</published><updated>2006-06-08T12:30:56.716-03:00</updated><title type='text'>Aperto</title><content type='html'>&lt;center&gt;E bate uma saudade&lt;br /&gt;que eu não sei bem de que&lt;br /&gt;Bate um jeito estranho&lt;br /&gt;que me dá não sei porquê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de coisa perdida&lt;br /&gt;coisa por vir&lt;br /&gt;coisa que não sei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que será saudade senão &lt;br /&gt;a falta daquilo que se quis&lt;br /&gt;ou&lt;br /&gt;que há de se querer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do futuro.&lt;br /&gt;Saudoso futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o passado traz o aperto,&lt;br /&gt;futuro a angústia&lt;br /&gt;a ânsia&lt;br /&gt;Ânsia de viver todo o mundo&lt;br /&gt;em tão pouco tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado é ânsia perdida&lt;br /&gt;Ânsia passada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuro é incerto, obscuro&lt;br /&gt;Ansioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade que bate não sei de que.&lt;br /&gt;Saudade de sorrisos,&lt;br /&gt;beijos,&lt;br /&gt;palavras,&lt;br /&gt;carinhos e confortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade que vai e que vem.&lt;br /&gt;Saudosa saudade.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Bicho de Sete Cabeças com Zeca Baleiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não dá pé não tem pé nem cabeça&lt;br /&gt; não tem ninguém que mereça&lt;br /&gt; não tem coração que esqueça&lt;br /&gt; não tem jeito mesmo&lt;br /&gt; não tem dó no peito&lt;br /&gt; não tem nem talvez ter feito&lt;br /&gt; o que você me fez desapareça&lt;br /&gt; cresça e desapareça..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114978059306280891?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114978059306280891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114978059306280891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/06/aperto.html' title='&lt;center&gt;&lt;b&gt;Aperto&lt;/b&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114904669953363338</id><published>2006-05-31T00:22:00.000-03:00</published><updated>2006-06-01T00:53:31.946-03:00</updated><title type='text'>Voyeur</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Daqui da minha janela posso ver o homem do sétimo andar que mora no prédio em frente. É homem comum. Parece.&lt;br /&gt;Deve ser separado da mulher. Seus filhos vêm visitá-lo quase todo domingo, pelo menos foi o que eu vi num domingo e pareciam que eram seus filhos.&lt;br /&gt;As janelas dos quartos, são dois, estão sempre fechadas. A janela da sala, sem cortina, desvenda o interior vazio do apartamento do homem que parece solitário.&lt;br /&gt;Não sei bem. Sei que ele se senta numa poltrona que não consigo ver e fica parado olhando para um canto que deve ser a TV. Se é assim, ele nunca assiste à TV com a luz apagada. Sempre acesa, a luminosidade entrega aos observadores o rosa salmão que tonaliza a sala e também o fato do homem ir dormir bem tarde. Às vezes, todo o prédio fica às escuras na madrugada, excetuando é claro por algumas salas com seus habitantes assistindo TV com a cortina fechada e a luz apagada e o homem do sétimo com sua luz acesa.&lt;br /&gt;Das vezes que vi sair de seu apartamento, ele não parecia gordo nem magro.&lt;br /&gt;Certa vez presenciei algo. Estava parado no meio da sala, abriu a porta, ficando de costas pra mim. Voltou para algum lugar sumindo de cena e deixando a porta aberta. Voltou à cena. Parou uns instantes. Saiu. A luz ainda acesa. Entreabriu a porta deixando-se ver apenas o braço que se esticava até o interruptor quedando assim a escuridão na sala.&lt;br /&gt;Penso nessa vida. Imagino quando discutiu pela última vez com a esposa, tirando o sono dos filhos e gritando "Vou pro apartamento que não agüento mais essa porra!" e penso na esposa sentanda à mesa da cozinha chorando pelo marido perdido. Não chorava só pelo fato de ele ter saído pela porta pra dificilmente voltar. Duvido que fosse só por isso. Quando a gente senta e chora não pensa num fato isolado. Pensa em tudo. Trazemos lembranças do passado. Coisas que estão por vir. Mesclamos tudo isso e desatamos a chorar. Bate um aperto que não sabemos se é no peito ou na garganta. E choramos. Como quando assistimos a um filme que nos emociona. Não choramos só porque o filme é belo ou triste, choramos sim porque nos identificamos com a obra. Colocamo-nos nos lugares das personagens e além disso (e que acho mais bonito) colocamos as personagens nos nossos lugares. E assim compomos nossas próprias trilhas sonoras, nossas próprias desilusões e então caímos num resultado quase que constante: chorar.&lt;br /&gt;Penso na filha mais velha do casal que também chorava em seu travesseiro ao perceber a já certa separação dos pais e também por tudo que vinha à sua mente. Penso também no filho mais novo que inocentemente saiu da cama, colocou seus chinelos de dedo e desceu à cozinha para perguntar à mãe o por quê de ela estar chorando apesar de já desconfiar que algo não ia bem entre ela e seu pai.&lt;br /&gt;Pensando em todas essas vidas, em especial a vida do homem do sétimo andar, acabei caindo em depressão.&lt;br /&gt;Não! Não essa depressão chamativa de cortar os pulsos e tomar remédios. Não. Foi algo que de tão grande e abrangente tornou-se leve. Como a própria vida de um ser humano que de tão enorme, tão cheia de opções, tão viva, torna-se frágil e termina ao ir de encontro com um carro desatento na rua, uma bala antes perdida, uma queda ou algum vírus fatal.&lt;br /&gt;Ao olhar daqui de cima a luz acesa do sétimo andar, penso na vida e fico deprimido. Mas não me rendo à depressão. Rendo-me à vida. Mas vez em quando penso que a vida é uma eterna e incurável depressão. Por esse motivo é que choro.&lt;br /&gt;E é também por isso que eu vivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://www.hotlyrics.net/lyrics/E/Ella_Fitzgerald/If_You_Ever_Should_Leave.html"&gt;"If You Ever Should Leave"&lt;/a&gt; com &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ella_Fitzgerald"&gt;Ella Fitzgerald&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"So whatever you do&lt;br /&gt; Don't you say that were through&lt;br /&gt; I'd do nothing but grieve &lt;br /&gt; If you ever should leave..."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114904669953363338?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114904669953363338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114904669953363338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/05/voyeur.html' title='Voyeur'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114809849672289897</id><published>2006-05-20T00:40:00.000-03:00</published><updated>2006-05-21T11:26:38.310-03:00</updated><title type='text'>Reflexos</title><content type='html'>&lt;i&gt;"E naquele estado de serena meditação e vaga insensibilidade permaneceu até que o relógio da igreja bateu três horas da manhã. Ainda pôde, através dos vidros da janela, ver a madrugada ir clareando, pouco a pouco. Depois, contra a vontade, a cabeça tombou no chão e, pelas suas narinas, filtrou-se um derradeiro e fraco suspiro."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Motivação, Adolfo! É o que falta! Motivação!" dizia o professor de pintura.&lt;br /&gt;O aluno, Adolfo, ouvia atentamente sem entender o real motivo da palavra. Chegava a suspeitar que nem memso o seu professor entendesse mas se ele dizia que faltava era porque alguma coisa ele sabia.&lt;br /&gt;Todas as semanas Adolfo levava uma tela já terminada e uma tela em branco, seus pincéis, seus óculos de aro fino, suas tintas e seu cavalete. Confusão era muita que causava na condução, mesmo assim, suas manhãs de sábado eram inteiramente dedicadas àquilo que mais apreciava na vida: a pintura. Foi numa tarde que seu psicólogo disse "Tente alguma arte, Adolfo! Música, teatro, pintura... Qualquer uma! Creio que isso há de te ajudar!". Não pensou duas vezes antes de escolher. A pintura sempre foi uma paixão de infância. &lt;br /&gt;Acordava cedo, arrumava suas coisas e partia rumo à escola. Ao chegar, as palavras do professor eram quase sempre as mesmas "Motivação, Adolfo! Vamos ver como fica esse próximo". As alterações do discurso eram mínimas, no entanto Adolfo olhava para a tela pronta e pensava "Motivação", olhava para o rosto sorridente do professor e para a tela em branco e pensava "Motivação". &lt;br /&gt;Era seu lema. Não que achasse seus quadros ruins. Considerava-os até melhor do que muitos dos de seus companheiros de pincel. Houve dia em que até pensou alcançar o objetivo desejado pelo mestre, ao cabo que recebeu a resposta &lt;br /&gt;"Bom, Adolfo! Muito bom! Mais um pouco de motivação e estaria perfeito".&lt;br /&gt;Era fato. Apesar de todas as tentativas Adolfo não encontrava motivação. &lt;br /&gt;Como? Ele se entregava à pintura como nenhum outro. Fazia da arte um refúgio de todos os problemas atuais e passados.&lt;br /&gt;Deveria desistir? Não! Definitivamente não.&lt;br /&gt;Pegou sua tela em branco e esboçou uma paisagem. Disse ao professor que terminaria a obra em casa. Pegou um ônibus e procurou idéias.&lt;br /&gt;Desceu numa praça. Crianças brincavam.&lt;br /&gt;Começou a pintar o local. Os brinquedos, as crianças, as mães zelosas, as árvores. Decidira que sua motivação estava ali, naqueles momentos prazerosos da vida. Não teve medo de ser condenado ao clichê e não parou de pintar.&lt;br /&gt;Pensou nos amigos, na família e na vida e percebeu que os pintava também.&lt;br /&gt;Ao terminar, algumas pessoas vieram admirar a obra. Diziam "Muito bonito! Você é uma artista e tanto"&lt;br /&gt;E como Adolfo ficava feliz com tais elogios.&lt;br /&gt;Lá estava ele no outro sábado com um largo sorriso mostrando a obra ao seu professor que ao bater os olhos na tela levou um susto "Belíssimo! Vemos que achou a tal motivação!". Adolfo já ia dizer no que pensava enquanto pintava e o quão bons foram os conselhos e a persistência do professor para seu aprimoramento "Mas..." completou o professor "... faltou um pouco de originalidade. Você sabe. Valorizar momentos fugazes está mais que ultrapassado! É "carpe diem", coisa do século passado, auto-ajuda entende?".&lt;br /&gt;Adolfo parou. Carpe diem? Auto-ajuda? Essas coisas nem passaram pela sua cabeça enquanto pintava. Ele só pintou o que sentiu. E sentiu que aquilo era bonito.&lt;br /&gt;Explodiu! Com alguns artefatos do ateliê assassinou o professor e os alunos que testemunharam a cena apavorados. Foi até uma favela conhecida da região e comprou uma arma não registrada, como pagou à vista ganhou um silenciador. &lt;br /&gt;Quando o vendedor perguntou o porquê da aquisição recebeu um tiro que lhe rendeu algumas horas de desespero.&lt;br /&gt;Roubou um carro, matou a família e foi ao cinema. No banheiro do estabelecimento fixou o espelho por instantes.&lt;br /&gt;No jornal do outro dia uma pequena nota sobre o acontecimento "Constatou-se que todas as vítimas foram assassinadas pela mesma pessoa que em seguida suicidou-se. A polícia ainda investiga o caso mas o chefe de polícia considera-o como "crime comum" alegando que o perigo já foi cessado pelo próprio assassino. "Não há com o que se preocupar. Já virou moda essa negócio de matar os amigos e se suicidar" disse o chefe de polícia ontem em entrevista por telefone ao jornal "Nos EUA está cheio" completa"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"-Morto? - perguntou a senhora Samsa (...)&lt;br /&gt; - Nem mais, nem menos - retrucou a serviçal, empurrando o cadáver de Gregor com a vassoura como para provar a veracidade do que afirmava."&lt;br /&gt;&lt;b&gt;"A Metamorfose"&lt;/b&gt; de Franz Kafka.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Deus lhe pague" de Chico Buarque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir&lt;br /&gt; Deus lhe pague..."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114809849672289897?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114809849672289897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114809849672289897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/05/reflexos.html' title='Reflexos'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114740429431688743</id><published>2006-05-12T00:14:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T13:34:15.223-03:00</updated><title type='text'>Atenção!</title><content type='html'>Preciso atualizar esse blog...&lt;br /&gt;Notícia rápidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estou sofrendo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma overdose de Truffaut na Cenemateca... Coisa boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estou vivendo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Uma vida de desempregado... Coisa ruim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ando tendo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alucinações e confusões... Não sei se o que sonhei é lembrança real ou foi só sonho mesmo... Coisa estranha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Não estou preparado:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Para viver um grande amor...&lt;br /&gt;Para envelhecer...&lt;br /&gt;Para economizar dinheiro... (que dinheiro???)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preciso:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De um emprego... Seja qual for... Menos esse que você acabou de pensar e já ia comentar dizendo "Eu sei de um que dá dinheiro fácil..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estou:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Entregando currículos em tudo que é lugar relacionado à História (Museus, Casas de Cultura, Departamento de Patrimônio Histórico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Pretendo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fazer uma oficina de "Criação de Roteiro Cinematográfico" mas para isso preciso fazer uma entrevista e escrever um redação sobre "Minha Relação com o Cinema"&lt;br /&gt;Obs: Fiquei sabendo disso agora e dia 12 é o último dia de inscrição...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ainda tenho medo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De não conseguir um emprego até o final do ano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Preciso parar:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não! Preciso parar ainda não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Máxima da semana:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Tem gente que acha que sua vida é tão interessante que coloca toda ela em um blog na internet..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Professora Ana Maria de Metodologia da História...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores acadêmicos estão sempre com a razão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais ver...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114740429431688743?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114740429431688743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114740429431688743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/05/ateno.html' title='Atenção!'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114572656397876808</id><published>2006-04-22T14:20:00.000-03:00</published><updated>2006-04-23T12:37:16.196-03:00</updated><title type='text'>Certas Coisas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Devia ser fato. Sempre quando via alguém interessante pegava o celular e começava a falar com um amigo inexistente do outro lado da linha.&lt;br /&gt;"Ôpa! Flávio, como vai?" e assim ia. Falava sobre algo qualquer, fazia piadinhas, chamava atenção da pessoa e quando terminava puxava um assunto sempre com frases do tipo "Esses jovens de hoje..." ou "Ninguém segura esse cara!".&lt;br /&gt;Não devia se sentir necessariamente bem fazendo isso, mas era um jeito fácil de começar uma conversa com qualquer um. E era um bom começo, vamos admitir. Não chegava a ser original. Conhecia mais algumas pesoas que faziam isso, duas das quais eram parentes próximos, meus amigos.&lt;br /&gt;Creio que não devia ser difícil enganar qualquer transeunte desconhecido. Hoje em dia celulares não precisam mais daquele estardalhaço todo com toques. É tudo muito discreto. Há, é claro, aqueles que na carência de alguma atenção, por mais ínfima que seja, configuram seus toques para os mais estranhos tons musicais. Ele não era assim. Fisgava suas presas com as palavras. Um cara qualquer, alguma atendente de telemarketing, um rapaz magro parado no ponto ou uma velhinha simpática. Todos logo se afeiçoavam com o homem que conversava tão bem com seus amigos ao telefone.&lt;br /&gt;Eram vários os personagens que ele criava do outro lado da linha que só existiam na sua imaginação e na das pessoas que ouviam.&lt;br /&gt;Fávio, Márcia, algum sobrinho que adorava falar palavras sem sentido com o tio ao telefone, sua mãe que não ligava fazia tempo. &lt;br /&gt;Houve um dia em que fingiu ouvir a notícia da morte de alguém que gostava muito. Foi nesse dia que o conheci. Estávamos no mesmo banco dum ônibus. Ele na janela.&lt;br /&gt;"Pereira, como vai?" disse ao atender. Esperou um pouco e gaguejou com olhos de espanto "Co-como?"&lt;br /&gt;Ficou pálido. Murmurou mais algumas palavras ininteligíveis e pediu que o homem inexistente repetisse. Desligou, olhou para mim com seus olhos abalados e disse num tom teatral "A morte chega pela distância."&lt;br /&gt;"Meus pêsames" disse cordialmente "Alguém em especial?"&lt;br /&gt;"Uma antiga namorada" disse cabisbaixo. Sem nem me dar o tempo de perguntar completou "Receio que tenha sido a que mais me amou e a mais bonita"&lt;br /&gt;"Lamento"&lt;br /&gt;"Não é preciso lamentar" disse olhando para o nada que corria do lado de fora "A morte é algo natural"&lt;br /&gt;"De fato" concluí.&lt;br /&gt;"Natural porém dolorosa. Um belo dia eles estão alí e de repente somem. E a gente nunca mais os vê. Nunca. Ficamos reféns das fotografias e das lembranças. Já pensou nisso?"&lt;br /&gt;"Prefiro não pensar" confessei. A conversa tomara um rumo que eu não queria que tomasse. Não estava disposto a discutir a existência das coisas e a essência da vida. Só queria atingir meu destino. Além do mais, só ele não sabia que ao retornar o celular pro bolso reparara nas letras que figuravam na tela do aparelho "Sem Serviço". Ou sabia?&lt;br /&gt;"A única certeza da vida: A morte" disse-me em tom filosófico e terminou "E a única certeza da morte é a de que se viveu"&lt;br /&gt;Eu queria muito descer do ônibus. Não queria ser rude, mas também não estava afim de ficar ovindo balelas. Fui obrigado a concordar.&lt;br /&gt;"Desço aqui" disse-me já se levantando "Foi um prazer"&lt;br /&gt;"Igualmente" disse dando espaço para que ele passasse.&lt;br /&gt;Desceu em frente a um cemitério e para meu espanto entrou no local. &lt;br /&gt;O ônibus partiu e só pude ver o homem comprando algumas flores de um senhor.&lt;br /&gt;Não achei palavras para descrever a situação. Não entendia. Tentava ligar alguns pontos que se soltavam com facilidade. Ficou aquele pensamento vazio em minha mente. Aquele sussurro mudo incapaz de explicar qualquer coisa.&lt;br /&gt;Fui obrigado a dormir aquela noite pensando na morte, na existência de tudo e na essência da vida. &lt;br /&gt;Ainda hoje, desprevenido, pego-me pensando em tais coisas...&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114572656397876808?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114572656397876808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114572656397876808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/04/certas-coisas.html' title='Certas Coisas'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114559061714133960</id><published>2006-04-21T00:16:00.000-03:00</published><updated>2006-04-21T00:54:33.520-03:00</updated><title type='text'>Tão Cedo</title><content type='html'>&lt;center&gt;Quando eu te encontrar&lt;br /&gt;Sozinha e a chorar&lt;br /&gt;Um beijo vou te dar&lt;br /&gt;E então a te abraçar&lt;br /&gt;O Mundo que foi meu&lt;br /&gt;Tão cedo será teu &lt;br /&gt;E o nosso amor ateu&lt;br /&gt;Tão cedo há de virar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te encontrar&lt;br /&gt;Sozinha a beira mar&lt;br /&gt;Um beijo vou jogar&lt;br /&gt;E versos te cantar&lt;br /&gt;E então aflito&lt;br /&gt;Com pouca vida&lt;br /&gt;Meu canto triste&lt;br /&gt;há de virar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me encontrar&lt;br /&gt;Sozinho a lamentar&lt;br /&gt;Um beijo vai jogar&lt;br /&gt;Baixinho me contar:&lt;br /&gt;"O seu pesar é o meu&lt;br /&gt;Teu canto triste é o meu&lt;br /&gt;O nosso amor doeu&lt;br /&gt;E o que era meu e seu&lt;br /&gt;Tão cedo&lt;br /&gt;Virou nada"&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema que pode virar música escrito naquele momento, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://radio.terra.com.br/includes/internas_albuns/3/3849.html"&gt;"Nuvem Negra"&lt;/a&gt; de Djavan com Gal Costa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"...Passa nuvem negra&lt;br /&gt;Larga o dia&lt;br /&gt;E vê se leva o mal que me arrasou&lt;br /&gt;Pra que não faça sofrer mais ninguém&lt;br /&gt;Esse amor que é raro e é preciso&lt;br /&gt;Pra nos levantar me derrubou&lt;br /&gt;Não sabe parar de crescer e doer..."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114559061714133960?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114559061714133960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114559061714133960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/04/to-cedo.html' title='&lt;center&gt;Tão Cedo&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114499312878141922</id><published>2006-04-14T02:14:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T02:45:43.253-03:00</updated><title type='text'>Considerações volúveis...</title><content type='html'>-Madrugadas não me deprimem, mas também não fortalecem.&lt;br /&gt;-Preciso aprender a criar um eu-lírico feminino.&lt;br /&gt;-Não posso me apaixonar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Quando escrevemos, transportamos parte do nosso ego para nossa personagem ou personagens. É o famoso alter-ego. Ele pode ser homem, mulher, os dois, e até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Preciso aprender a criar um eu-lírico feminino.&lt;br /&gt;-Tenho medo de insultar as mulheres com minha pretensão de criar tal "eu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Diversão! Essa é a palavra para definir minha semana.&lt;br /&gt;-Felicidade é deprimente, mas é gostoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Delícia é esbossar aquele sorriso despretenso no banco do ônibus lembrando de algo bom e olhando para o nada que se estende diante da paisagem que se move apesar da sua estaticidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bom é sonhar com aquilo que deseja.&lt;br /&gt;-Ruim é acordar.&lt;br /&gt;-Melhor é ir atrás e conseguir.&lt;br /&gt;-Pior é enjoar.&lt;br /&gt;-Bom é transformar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Delicadeza não é ser meigo. É ser sincero.&lt;br /&gt;-Ser meigo é ser hipócrita. É fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quanto mais longe, difícil e volúvel mais prazeroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que ser humano sou eu que não entendo nem de eu-lírico feminino?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Samba do Grande Amor" de Chico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Hoje tenho apenas uma pedra no meu peito&lt;br /&gt;Exijo respeito&lt;br /&gt;Não sou mais um sonhador&lt;br /&gt;Chego a mudar de calçado quando aparece uma flor&lt;br /&gt;E dou risada do grande amor...&lt;br /&gt;Mentira..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114499312878141922?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114499312878141922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114499312878141922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/04/consideraes-volveis.html' title='&lt;font size=&quot;8&quot;&gt;Co&lt;/font&gt;nside&lt;font size=&quot;8&quot;&gt;rações&lt;/font&gt; volúveis...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114429551550946775</id><published>2006-04-06T00:22:00.000-03:00</published><updated>2006-04-06T00:56:06.666-03:00</updated><title type='text'>OICdoCC</title><content type='html'>Acordo. Saio cedo.&lt;br /&gt;Correio. Não! Primeiro Banco.&lt;br /&gt;Dinheiro. Agora sim Correio. Quanto? R$1,60?&lt;br /&gt;Nota de dez! O moço faz cara feia.&lt;br /&gt;Lotérica. Lotada. Fila.&lt;br /&gt;Espero? Não.&lt;br /&gt;Rumo à outra lotérica menos periférica. Qualquer uma lá pros lados da Penha.&lt;br /&gt;Ainda posso pegar 3 ônibus. Tô em tempo.&lt;br /&gt;Entro no busão! Cara atrás de mim passa por baixo! Disse que está desempregado, o cobrador deixa.&lt;br /&gt;Outra Lotérica. Lotada de novo.&lt;br /&gt;Outra Lotérica. A Penha tem muitas Lotéricas. Nem tão lotada assim.&lt;br /&gt;Espero. Lá se vai minha integração. Carrego o bilhete pro ônibus.&lt;br /&gt;Saio. Outro ônibus?&lt;br /&gt;Não! A Lavanderia.&lt;br /&gt;Descobri que tem uma lavanderia na Penha. Quanto será?&lt;br /&gt;Vou. "Atenção: Porta de Correr"&lt;br /&gt;Faço-a correr com um barlhão.&lt;br /&gt;Moço mal encarado mas com ares de simpático.&lt;br /&gt;Quanto é? É por quilo? Quantas peças?&lt;br /&gt;"R$15,00 por cesto. 15 peças diferentes."&lt;br /&gt;Como assim diferentes? Não pode ser duas camisetas verdes?&lt;br /&gt;"Pode"&lt;br /&gt;Ah sim... Se trouxer amanhã pego quando? No mesmo dia?&lt;br /&gt;"É só não trazer cinco minutos antesd e fechar"&lt;br /&gt;E vocês passam? (Daí já quero demais)&lt;br /&gt;"Sim! Só que é mais caro!"&lt;br /&gt;Ok! Pego o cartão! Quem sabe amanhã!&lt;br /&gt;Pego outro ônibus! Homem atrás de mim passa por baixo e começa a vender biscoitos.&lt;br /&gt;Simpatizo com o cidadão que inovou no discurso e compro.&lt;br /&gt;Biscoito ruim! Deixo um pra minha irmã, ela deve gostar.&lt;br /&gt;Guardo na mochila. Preciso ler tal texto.&lt;br /&gt;Prefiro ouvir música.&lt;br /&gt;Terminal. Outro ônibus. Lá se foi a integração. Uso o bilhete recém carregado.&lt;br /&gt;Sento. Durmo. Acordo. Trânsito. Durmo. Acordo. Trânsito. Durmo. Acordo. Ponto.&lt;br /&gt;Ponto? Desço.&lt;br /&gt;Universidade. E a carteirinha de metrô?&lt;br /&gt;Já vai fechar. Corre! Corre!&lt;br /&gt;Moça? Já chegou a carteirinha?&lt;br /&gt;"Chô ver"&lt;br /&gt;Aguardo...&lt;br /&gt;Chegou! Assino aqui e acolá... Vou comer!&lt;br /&gt;Hummm... Farofa...&lt;br /&gt;Não conheço ninguém no refeitório, exceto é claro as tias que servem que sempre estão lá e até que são simpáticas.&lt;br /&gt;Doi caras sentam na mesma mesa.&lt;br /&gt;"Você come rápido?"&lt;br /&gt;"Eu como, meu! Muito rápido, e você?"&lt;br /&gt;"Eu muito devagar!"&lt;br /&gt;"Eu preciso parar de comer rápido assim"&lt;br /&gt;Papo besta... Volto pra minha... hummm... farofa...&lt;br /&gt;Entro na sala.&lt;br /&gt;"Oi gato!"&lt;br /&gt;Oi gato??&lt;br /&gt;Oi, respondo... Pensando em dizer "gata" mas não é do meu feitio.&lt;br /&gt;Vou pro fundão. Claro que um dia que estava indo bem teria que ficar ruim com uma aula ruim.&lt;br /&gt;Escreve no quadro "Aula na Sala de Vídeo"&lt;br /&gt;Aeee! Vídeo...&lt;br /&gt;Filme legal... Discussão sobre! &lt;br /&gt;Entrega dos trabalhos da aula passada.&lt;br /&gt;Muito bom de nota??? Beleza...&lt;br /&gt;Dispensa mais cedo...&lt;br /&gt;"Tchau gato! Bom feriado!" (Gato de novo...)&lt;br /&gt;Não vem sexta?&lt;br /&gt;"Não! Já vi a aula de sexta a noite hoje a tarde!"&lt;br /&gt;Ok... Bom feriado... Pensando em dizer... Não! Eu não fico chamando as pessoas de "gata".&lt;br /&gt;Pego ônibus! Vazio! Sentado. Milagre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São poucos os dias em que tudo parece se encaixar... Poucos...&lt;br /&gt;Mas acontecem...&lt;br /&gt;Daí eu posso dormir com um nome de música na cabeça:&lt;br /&gt;"Tonight I shall sleep with a smile in my face..."&lt;br /&gt;Jazz de Stan Getz... Muy bueno... Procurem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Hasta...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O Incrível Cotidiano do Cidadão Comum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114429551550946775?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114429551550946775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114429551550946775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/04/oicdocc.html' title='OICdoCC'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114317586237356111</id><published>2006-03-24T01:31:00.001-03:00</published><updated>2006-03-24T02:50:02.473-03:00</updated><title type='text'>O Homem do Jornal</title><content type='html'>O homem do jornal não tem face. &lt;br /&gt;Olha-nos com teu olhar sem olhos. &lt;br /&gt;Fala-nos com tua boca crispada, &lt;br /&gt;mente com suas mãos fechadas.&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/jornal.gif" align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;O homem do jornal é papel, é imagem e é som.&lt;br /&gt;Conta o seu fato com dom&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem que lê, vê e ouve&lt;br /&gt;é outro sem face&lt;br /&gt;Tem olhos &lt;br /&gt;[mas não vê]&lt;br /&gt;Boca &lt;br /&gt;[mas não grita]&lt;br /&gt;Braços &lt;br /&gt;[mas não luta]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;O homem do jornal é nuvem&lt;br /&gt;Das suas gotas gera alívio&lt;br /&gt;inconformidade&lt;br /&gt;e até medo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;O homem que lê, vê e ouve&lt;br /&gt;alivia-se&lt;br /&gt;inconforma-se&lt;br /&gt;sente medo&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;Os homens não vêem mais estrelas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Quisera os homens fossem imortais&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje os homens &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são meros jornais&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114317586237356111?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114317586237356111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114317586237356111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/03/o-homem-do-jornal_24.html' title='O Homem do Jornal'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114234919555855325</id><published>2006-03-14T11:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-15T01:05:18.726-03:00</updated><title type='text'>Fechado!</title><content type='html'>&lt;center&gt;Fechado &lt;br /&gt;temporariamente &lt;br /&gt;para &lt;br /&gt;balanço &lt;br /&gt;emocional &lt;br /&gt;e &lt;br /&gt;intelectual...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/spockayo.gif"&gt;&lt;img src="http://www.inner-space.de/spock/pic/spock_greet.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sr. Spock, personagem da série clássica &lt;i&gt;Jornada nas Estrelas&lt;/i&gt; é um Vulcano, raça que não tem emoções. Fato interessante é que a mãe de Spock era humana, fazendo do filho um ser meio-humano-meio-vulcano, logo, mesmo refém da racionalismo que impera em sua consciência ele às vezes se rende às tão interessantes e incompreendidas emoções humanas.&lt;br /&gt;Quando eu era mais novo e assistia ao seriado (hoje não assisto por falta de tempo e de TV, é, eu não tenho uma TV, ainda bem) eu queria ser que nem o Spock!&lt;br /&gt;Agora clique na imagem...&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até um dia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114234919555855325?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114234919555855325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114234919555855325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/03/fechado.html' title='&lt;center&gt;Fechado!&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114135324608231015</id><published>2006-03-02T22:12:00.000-03:00</published><updated>2006-03-04T22:49:51.336-03:00</updated><title type='text'>La vie en rose...</title><content type='html'>Clique &lt;a href="http://images.cayocandido.multiply.com/playlist/1/23/full/UmFuZG9tSVaah4fjM5EpsTlEOVRuUMlUtHEpPwsw36A=/Louis%20Armstrong.m3u"&gt;aqui&lt;/a&gt; e ouça enquanto lê o texto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabávamos de sair duma sessão de cinema e uma leve garoa nos envolvia naquela noite comum. Comeríamos algo em qualquer restaurante da cidade.&lt;br /&gt;Andaríamos um pouco, comeríamos, beberíamos e depois, juntos, iríamos para o apartamento de um dos dois. Ouviríamos música, tomaríamos mais alguns goles de vinho e dormiríamos juntos entregues ao prazer duma noite que, lá fora, caía fria mas que estaría alheia ao nosso tênue calor que se dividia mutuamente.&lt;br /&gt;Tornar-se-ia uma noite normal não fosse a galeria.&lt;br /&gt;Abraçados, seguimos até a faixa de pedestres mais próxima. Ríamos do nosso jeito desajeitado de andar na garoa que já fora mais intensa mas que agora caía fina visível somente às luzes dos carros que passavam e aos poucos postes fixados nas ruas que emitiam alguma luminosidade.&lt;br /&gt;Concluímos que o melhor a fazer seria ir até um restaurante alí próximo por conta da garoa que começava a nos encharcar suavemente. Os carros passavam de um lado, do outro e todo aquele barulho de cidade grande. Sirenes, pessoas, carros. Esperando o sinal para atravessar li uma placa ao meu lado que estava logo acima duma escada que seguia para algum subsolo "Utilize a passagem subterrânea". Nem mesmo li e fui puxado para a escada.&lt;br /&gt;Melhor do que ficar esperando na chuva. Passaríamos por baixo.&lt;br /&gt;O barulho dos carros desapareceu e fomos enlaçados por um som diferente. Uma música.&lt;br /&gt;Um jazz. Louis Armstrong talvez.&lt;img src="http://37days.typepad.com/37days/images/lisa_simpson_1.jpg" align="left"&gt;&lt;br /&gt;E aquele som envolvia toda aquela galeria subterrânea e estranhamente bem iluminada.&lt;br /&gt;O som vinha dum pequeno rádio de pilhas que apesar de seu tamanho ecoava toda sua sonoridade abafando qualquer som externo ao interior do local. Não estávamos sozinhos. Um senhor lia um jornal num canto, perto das escadas que levavam à outra saída. Uma jovem ruiva mexia em alguns livros. No meio havia uma espécie de Sebo. Vários livros colocados de forma que pudessem ser folheados. Passei por eles e pude perceber que não havia qualquer ordem no posicionamento dos mesmos. Nem por título nem por autor. Dostoievski, Marx, Drummond, Gabriel García Marquez...&lt;br /&gt;Nenhuma ordem. Como se fosse necessário examinar todos os títulos para achar o que se procurava, correndo o risco de perder horas e no fim não achar nada.&lt;br /&gt;O jazz continuava.&lt;br /&gt;Folheei alguns livros. Procurei alguns títulos mas desisti devida enorme e aparente desordem. A jovem ruiva parou ao meu lado&lt;br /&gt;"Incrível... Não achamos um mas encontramos dez outros" e continuou sua pesquisa.&lt;br /&gt;Sorri com simpatia mesmo sem entender realmente o que ela queria dizer com aquelas palavras. O senhor que lia o jornal veio em minha direção&lt;br /&gt;"Procura algo em especial?"&lt;br /&gt;Percebendo que o homem deveria ser responsável pelos livros respondi em tom malicioso "Se conseguisse achar..."&lt;br /&gt;Dirigiu-me um olhar sereno, tirou os óculos e perguntou&lt;br /&gt;"Gosta de jazz?"&lt;br /&gt;"Aprecio" respondi escondendo meu parco conhecimento.&lt;br /&gt;"Note que não há uma ordem nos acordes" disse olhando para um lugar que não estava alí "Algo como o acaso! Inesperado..."&lt;br /&gt;"Improvisado" completei.&lt;br /&gt;"Exato!" concordou com um sorriso já colocando seus óculos e voltando à sua posição inicial lendo o jornal "Exato..." ainda murmurou..&lt;img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/62/SP_saopaulo_09_g.jpg/150px-SP_saopaulo_09_g.jpg" align="right"&gt;&lt;br /&gt;Vendo que já passávamos da hora resolvemos ir. A música, que já era outra mas ainda mantinha o ambiente naquele mesmo estado catártico das coisas foi obstruída pelo barulho das buzinas e motores que corriam pela cidade fria que, ao surbirmos as escadas, notamos que já não era mais envolta à tal garoa.&lt;br /&gt;Andamos mais alguns quarteirões conversando sobre a galeria. &lt;br /&gt;Paramos em frente a uma loja de discos que na vitrine mostrava uma antiga coleção de albuns de Jazz.&lt;br /&gt;Parado. Olhando as figuras que estapavam as capas dos discos, comecei a lembrar dos acordes da música que ouvira cantarolando em minha mente.&lt;br /&gt;Tudo imprevisto. Improvisado.&lt;br /&gt;Notas jogadas ao acaso. Livros ao acaso.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Não achamos um mas encontramos dez outros"&lt;/i&gt; lembrei.&lt;br /&gt;Saímos andando abraçados e disse &lt;br /&gt;"Por que não jantar num outro lugar?"&lt;br /&gt;"Qual lugar?" perguntou.&lt;br /&gt;"Deixe que o acaso nos diga..."&lt;br /&gt;E descemos a rua de paralelepípedos ao som do Jazz que fugia da galeria para ecoar na minha mente que se distraía com o céu que se abria dando luz às estrelas que volte e meia agraciavam-nos com suas inesperadas cadências.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114135324608231015?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114135324608231015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114135324608231015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/03/la-vie-en-rose.html' title='&lt;i&gt;La vie en rose...&lt;/i&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114065266568601913</id><published>2006-02-22T20:37:00.000-03:00</published><updated>2006-02-23T10:26:13.150-03:00</updated><title type='text'>"E cai como uma lágrima de amor..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrei no ônibus. Passei a catraca. Sem lugar pra sentar.&lt;br /&gt;Olho pra frente e lá está ele sentado na janela ouvindo alguma coisa no seu &lt;i&gt;walkman&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Ela subiu. Quando o ônibus parou no ponto já havia percebido a presença dela. Passou a catraca. Parou do lado do meu banco. Nos fones era João Gilberto quem cantava as primeiras notas de &lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/nadohomepage2/ligiajoaogilberto.html"&gt;"Lígia"&lt;/a&gt; seguido do saxofone de Stan Getz.&lt;br /&gt;Quanto tempo que não o vejo. Está mais magro e mais alto agora. Bonito.&lt;br /&gt;Pelo reflexo do vidro posso vê-la. Está linda. O cabelo esvoaçando devida velocidade que o ônibus toma. O senhor do meu lado pega sua bolsa.&lt;br /&gt;Será que ele já notou minha presença? Será que lembra de mim? Eu não mudei tanto.&lt;br /&gt;Ela está olhando pra mim. Posso ver no reflexo. Já percebeu que sou eu. Não quero manter uma conversa de ônibus. Falar pra ela tudo que tenho que falar gritando. Será que esse senhor vai descer logo?&lt;br /&gt;Vira pra cá! Olha pra mim! Ou seria melhor que a gente nem se falasse? Mas quero tanto. Saber como anda a vida. Afinal foi meu primeiro amor. Não nos vemos há tanto tempo.&lt;br /&gt;Será que ela ainda me encara como o primeiro amor da vida dela? Nós éramos tão jovens. Lembro até hoje ela falando encabulada que gostava de mim. Eu também gostava dela, claro. Passei um ano inteiro amando-a platonicamente, e só depois ela demonstrou que também sentia o mesmo. Na época ela ainda era mais alta que eu. Achava engraçado. E éramos tão crianças.&lt;br /&gt;Mas o que ele fez foi tão triste. Deixou-me lá com meus sentimentos. Chorando. E chorei por tanto tempo. Mas éramos apenas crianças.&lt;br /&gt;Hoje eu sei que não devia ter feito aquilo. Deveria ter conversado com ela. Não devíamos ter perdido o contato.&lt;br /&gt;Quantas cartas que eu escrevi pra ele mas não pude enviar?&lt;br /&gt;Quanto tempo passou desde que não a vejo? Oito anos? Sete?&lt;br /&gt;Mas o encontrei.&lt;br /&gt;Daí ela me encontrou.&lt;br /&gt;Ficava pensando que a Internet mantinha as pessoas tão interligadas quanto distantes. Mesmo assim o achei. Ao acaso encontrei aquele rosto que eu amei por tantos anos. E meu coração inundou-se de sentimentos. Iríamos nos falar novamente.&lt;br /&gt;E foi numa dessas conversas instantâneas pela internet que ela se comunicou comigo. Com muito cuidado entramos no assunto pendente. Mas a conclusão era a mesma: éramos muito crianças. E logo mudávamos de assunto como se fosse possível ver os rostos encabulados diante das telas dos computadores. Eu não estava em minhas melhores fases com relação ao amor e resolvi propor um convite.&lt;br /&gt;Estou muito confusa com tudo isso. Eu sei que o convite é tentador mas não posso aceitar. Tenho namorado e ele confia em mim. Sei bem o que aconteceria se nos encontrássemos. Foi o que respondi quando ele quis insinuar uma possível retomada. O primeiro amor da minha vida.&lt;br /&gt;Namorado? Na mesma hora eu pensei o que raios ela queria comigo então. Mas depois de refletir o quão egoísta fora minha afirmação resolvi deixar de lado.&lt;br /&gt;Agora ele se fazia de coitado. Dizendo que minha aparição mexera com ele. Só eu sei como eu quis acreditar. Passado. Ele disse que entendia mas que não se responsabilizaria pelo que acontecesse se nos encontrássemos por um acaso.&lt;br /&gt;E o acaso a trouxera de volta. Ao meu lado. Separados por um senhor que parecia que nunca iria descer do ônibus. Eu não sabia o que fazer. Contemplava-a pela janela ainda ao som de João, mas agora sussurrando os tão conhecidos versos &lt;a href="http://spock.acomp.usf.edu/~campoe/mpb/Orlando_Silva/aos_pes_da_cruz.html"&gt;"...o coração tem razões que a própria razão desconhece... faz promessas e juras depois esquece..."&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Peguei-me esses dias pensando na vida. Em tudo que eu fiz ou deixei de fazer. Nessa vida que levei sem muitas emoções. É triste descobrir isso quando se está velho. Mais triste ainda é levar os dias arrastando-se. Sempre quando penso nisso olho para os jovens. Penso nos meus filhos e netos e peço um bom futuro para eles. Já estou perto de minha casa. Levanto e entrego a bolsa para a bela garota que estava em pé ao meu lado. Assim que ela se senta começa a conversar com o rapaz que estava na janela.&lt;br /&gt;A voz dela está tão doce.&lt;br /&gt;A voz dele está mais grossa.&lt;br /&gt;Os dois conversam com olhares. Já devem se conhecer há um tempo. Até que a moça começa a chorar.&lt;br /&gt;Ele encosta a mão no meu rosto.&lt;br /&gt;Sem saber o por quê. Mas entendendo bem, tiro os fones e me aproximo.&lt;br /&gt;Devem ter uma boa história para ser contada, se amarão pra sempre ou um belo dia perceberão que um não foi feito para o outro.&lt;br /&gt;Ele me beija.&lt;br /&gt;Ela me beija.&lt;br /&gt;Um beijo apaixonado. &lt;br /&gt;Desvio o rosto! Ele entende.&lt;br /&gt;Ela ainda namora.&lt;br /&gt;Impossibilitado de ver o final da trama desço do ônibus e sigo pensando na vida e no casal.&lt;br /&gt;Coversamos um pouco. Ela diz que precisa descer.&lt;br /&gt;"A gente se vê" ele disse. E respondo que sim com a cabeça. Os olhos ainda vermelhos.&lt;br /&gt;Ela desce. Tão instantânea quanto nossas conversas foi o nosso único e verdadeiro beijo. E talvez nunca mais a encontre.&lt;br /&gt;E provavelmente nunca mais o verei. &lt;br /&gt;Nunca mais os verei. Nem saberei o fim do beijo que se mesclou às lágrimas.&lt;br /&gt;Recoloco os fones e uma famosa música termina como um suspiro de um lamento&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/vinicius.de.moraes/letras/o_amor_em_paz.htm"&gt;"...porque o amor é a coisa mais triste quando se desfaz..."&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça as músicas &lt;a href="http://images.cayocandido.multiply.com/playlist/2/18/full/UmFuZG9tSVZVNZBjcP4oZ.PDd.LpAl4h1Da83ZJkRX0=/Jo%E3o....m3u"&gt;Aqui&lt;/a&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114065266568601913?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114065266568601913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114065266568601913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/02/e-cai-como-uma-lgrima-de-amor.html' title='&lt;a href=&quot;http://mpbnet.com.br/musicos/vinicius.de.moraes/letras/a_felicidade.htm&quot;&gt;&quot;E cai como uma lágrima de amor...&quot;&lt;/a&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-114035851926973981</id><published>2006-02-19T10:39:00.000-03:00</published><updated>2006-02-19T14:44:40.816-03:00</updated><title type='text'>Todos moram no oitavo andar...</title><content type='html'>&lt;img src="http://images.google.com.br/images?q=tbn:QDUothbzxG-5HM:rascunhodeumsonho.zip.net/images/elevador.jpg" align="right"&gt; &lt;div align="justify"&gt;Há uns três meses moro num apartamento. É o nono andar do prédio e, excetuando-se o fato de que é preciso muita cautela ao sair de cueca por aí sem que ninguém dos prédios vizinhos perceba qualquer coisa, é um lugar bacana. O condomínio que parece ter mais seguranças do que moradores é composto por dez blocos no total. Cada bloco tem dez andares, isso contando o térreo como "primeiro andar" e cada andar tem quatro apartamentos. Se fizermos um conta por alto e supormos que em cada apartamento vivem cerca de quatro pessoas poderíamos facilmente supor que a população total do condomínio seria de aproximadamente mil e seiscentos condôminos.&lt;br /&gt;Curiosamente, uma série de coincidências vêm acontecendo no meu prédio. Coincidências essas relacionadas ao oitavo andar. Parece absurdo mas é estranho.&lt;br /&gt;Sempre quando se entra no prédio é preciso aguardar o elevador no hall, que também é o "primeiro andar". Acima da porta fica uma tela mostrando em que andar está o dito elevador. Estranhamente o mostrador sempre marca "8". Mas não é só isso. Várias vezes em que pego o elevador para descer, ele para no oitavo andar e sempre entram pessoas que eu nunca vi no prédio. Fora as vezes em que entro no elevador junto com alguém no "primeiro andar" e a pessoa aperta justo aquele botão ao lado do meu: o oito.&lt;br /&gt;Afinal, o que acontece com esse oitavo andar?&lt;br /&gt;Poucas vezes vi alguém subir ou descer fora dele. Uma vez tive que ajudar um moça, que parecia uma aeromoça, devida sua mala e o uniforme, e ela subiu exatamente no oitavo andar. À época eu nem tinha notado para tamanha coincidência ainda. E o pior: eu nunca vejo essas pessoas novamente. Essa aeromoça, por exemplo, nunca mais. São sempre diferentes. Há um detalhe que me esqueci de relatar. O oitavo andar sofre dum problema na porta do elevador. Eu não sei o que é. Só sei que ele de vez em quando não pára no andar e vai para o seguinte que o chama. Uma vez cheguei no hall e esperei pelo elevador. Dessa vez ele estava no quinto andar. Quando a porta se abriu, saíram dois sujeito e um outro continuou lá dentro. Ao entrar eu gelei. O botão apertado era o oito. Apertei o nove.&lt;br /&gt;Subindo.&lt;br /&gt;Subindo.&lt;br /&gt;Quando chegou no oito o elevador parou e depois continuou até o nono. E o cara do meu lado começou a esmurrar (não tão agressivamente quanto a palavra conota) o número oito dizendo "Já é a segunda vez!" e eu num apoio singelo disse "Esse oitavo nunca pára!" e saí percebendo que ele não entendera o que havia dito. Pensando bem, deveria ter sugerido que ele fosse pela escada. Afinal era só um andar.&lt;br /&gt;Detalhe: nunca vi esse cara no prédio e nunca mais o vi.&lt;br /&gt;É tudo muito estranho.&lt;br /&gt;Ontem ao chegar em casa cruzei o portão do condomínio junto com um homem. Ele foi na mesma direção que eu. Entrou no mesmo prédio.&lt;br /&gt;Ele chamara o elevador que, gelem, estava no oitavo. Ficamos parados no hall esperando. Enquanto não vinha fiquei reparando o quão feio são esses tapetes que colocam na frente das portas. A porta abriu.&lt;br /&gt;O meu coração no pescoço. Ele ia apertar oito.&lt;br /&gt;Seu braço foi em direção ao número e perguntou pra mim meio que em câmera lenta, sabe, quando a voz dele fica mais grossa, lenta e distorcida que nem nos filmes "Que andar?" e eu respondi sem tirar os olhos do número oito "Nove".&lt;img src="http://images3.orkut.com/images/mittel/58/525458.jpg" align="left"&gt;&lt;br /&gt;Ele apertou e foi em direção ao número. Meu coração batia. Tum tum... Tum tum...&lt;br /&gt;Agora minha teoria seria comprovada.&lt;br /&gt;Ele apertou o dez.&lt;br /&gt;Uma sensação de alívio e frustração tomou conta do meu ser.&lt;br /&gt;O elevador subiu.&lt;br /&gt;Subiu. Subiu.&lt;br /&gt;Chegou meu andar. "Boa noite" disse eu.&lt;br /&gt;"Boa noite"&lt;br /&gt;Talvez seja tudo paranóia. Meras coincidências.&lt;br /&gt;Peguei minha chave. Liguei a luz do hall do "nono andar" e abri a porta.&lt;br /&gt;Mas quando fui dormir uma observação ocorreu-me.&lt;br /&gt;"Nunca vi ninguém descer no décimo andar, aliás, nunca vi ninguém do décimo andar..."&lt;br /&gt;E dormi. Um olho no teto e outro no chão.&lt;br /&gt;"O que será que eles estão planejando?"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-114035851926973981?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114035851926973981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/114035851926973981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/02/todos-moram-no-oitavo-andar.html' title='Todos moram no oitavo andar...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113988930872493388</id><published>2006-02-14T01:22:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T15:22:00.526-02:00</updated><title type='text'>Lamento, sereno...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É noite. Silêncio.&lt;br /&gt;Quebra-se tal fato com um único som.&lt;br /&gt;Algo estourando. Debruço-me à janela do prédio e posso ver o céu.&lt;br /&gt;Madrugada. Um sereno leve e nostálgico acolhe o bairro. Todos dormem.&lt;br /&gt;Um carro passa lá embaixo. Não ouço o barulho. Olho pro céu. Poucas estrelas. Uma se move lentamente. O balão. Ao longe vejo o balão. Sujeito do tal barulho que me fizera levantar. Agora não é só um slêncio qualquer que cobre a noite. Barulhos menores vêm à tona. A gota na pia. O balão e seu estouro seco e pausado. A respiração do povo. O avião.&lt;br /&gt;Posso sentir os olhos encherem-se de lágrimas. Que sentimento é esse que me pega desprevenido numa madrugada comum?&lt;br /&gt;Pega-me contemplando o sereno que me faz lembrar algo que não tive. Pega-me a pensar num futuro incerto. Pega-me a ver e ouvir o balão.&lt;br /&gt;Pega-me a contemplar a vida. Que vida?&lt;br /&gt;Onde e quando vida?&lt;br /&gt;Pode-se notar outras janelas de outros prédios. Poucas luzes acesas. Destacam-se algumas pelos movimentos sincronizados das sombras projetadas nas cortinas. Assistem ao mesmo canal de TV.&lt;br /&gt;E o sentimento de tudo-nada não vai embora. Talvez a incapacidade de concluir qualquer coisa sábia daquele vão momento me faz verter lágrimas ao me deitar sobre o travesseiro. Chorando baixinho para que ninguém acorde.&lt;br /&gt;Chorando frente ao nada. Chorando por chorar.&lt;br /&gt;Por não saber o que é chorar, ou o por quê do choro.&lt;br /&gt;Volto à janela. O mesmo sereno. É ele que me faz chorar. O balão se fora.&lt;br /&gt;Agora ouço grilos.&lt;br /&gt;E passou a vontade de chorar.&lt;br /&gt;Deito na cama. E não choro mais diante do tudo, ou do nada.&lt;br /&gt;Choro diante de mim.&lt;br /&gt;E do sereno que invade o quarto.&lt;br /&gt;Sereno invisível que faz chorar. Por que me faz chorar?&lt;br /&gt;"Faço por fazer e pela falta de fazer..." suspira dentro da noite.&lt;br /&gt;Vá embora sereno. Deixa-me em paz. Não sejas tu criatura que o mal faz!&lt;br /&gt;"Acompanha-me! Deixa de ser tu e rompa comigo a noite que só mágoas te traz!"&lt;br /&gt;Não sou sereno. Não posso ser sereno.&lt;br /&gt;Sereno és tu. Vá, leve neblina. Rompa o mundo sozinho, e faça da noite o teu ninho. Deixa-me aqui a chorar o pobre lamento de não poder voar.&lt;br /&gt;Adeus!&lt;/div&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.caminhos_tortuosos.blogger.com.br/NEBLINA.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113988930872493388?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113988930872493388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113988930872493388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/02/lamento-sereno.html' title='Lamento, sereno...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113942648008669067</id><published>2006-02-08T17:01:00.000-02:00</published><updated>2006-02-09T01:05:54.903-02:00</updated><title type='text'>...Evasão...</title><content type='html'>Não...&lt;br /&gt;Não vou conseguir fazer textos bonitinhos por um bom tempo!&lt;br /&gt;Por quê?&lt;br /&gt;Porque descobri que não sei escrever.&lt;br /&gt;Não! Não peço que todo mundo comente "Que isso Cayo! Você escreve tão bem!"&lt;br /&gt;Por favor! Não!&lt;br /&gt;Talvez se vocês comentassem "Desencana! Ninguém é perfeito!" eu até aceitaria melhor...&lt;br /&gt;Não sai... Não brota nada criativo...&lt;br /&gt;Cadê? Cadê?&lt;br /&gt;Cadê aqueles poemas que me davam um nó na garganta quando escrevia e mesmo quando lia de novo?&lt;br /&gt;E cadê o jogo de palavras? Aquele esqueminha legal de fazer metáforas bem sacadas!&lt;br /&gt;Aquelas metáforas que todo mundo já viu mas que consegui expressar de modo diferente e até melhor!&lt;br /&gt;Sumiram! Escafederam-se!&lt;br /&gt;Cadê minha veia poética? Cadê meu falso lirismo?&lt;br /&gt;Onde estão?&lt;br /&gt;Não fujam! Não me condenem à vulgaridade!&lt;br /&gt;Tenho que nascer de novo, é isso?&lt;br /&gt;Sumiram...&lt;br /&gt;Voltem por favor! Toquem meu coração! Ajudem-me a tocar outros corações!&lt;br /&gt;Não me condenem ao simplismo!&lt;br /&gt;Perdi as boas idéias do caminho do ônibus! As idéias que trombavam comigo na hora do almoço ou quando eu ia dormir...&lt;br /&gt;Onde estão?&lt;br /&gt;Será que caí numa rotina?&lt;br /&gt;Preciso dum salto! Dum recomeço!&lt;br /&gt;Preciso aprender a voar mais alto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdão pelo aporrinhamento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Ela é Dançarina" de Chico Chico Buarque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;"O nosso amor é tão bom&lt;br /&gt;O horário é que nunca combina&lt;br /&gt;Eu sou funcionário&lt;br /&gt;Ela é dançarina..." &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Pelo menos eu passei em História na USP... hehehe... Tô feliz nesse ponto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113942648008669067?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113942648008669067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113942648008669067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/02/evaso.html' title='...Evasão...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113905427459487090</id><published>2006-02-04T09:34:00.000-02:00</published><updated>2006-02-05T23:48:48.206-02:00</updated><title type='text'>Seriam gatos atropelados?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Acomodem-se, caros leitores! O que vão ler agora não é nada surpeendente. Não é bonito e muito menos original. É a história duma garota que conheci num sonho.&lt;br /&gt;Disse que eu conheci?&lt;br /&gt;Perdão, leitores, mas na realidade ela me conheceu no tal sonho, afinal o sonho era dela e eu lá estava. Pouco conversou comigo, mas deste pouco vi nela uma grande pessoa. Chama-se Laura. Sou para Laura o ser perfeito. Ora, vejam! A garota me conhece no prórpio sonho e já me toma por perfeito. É muita pretensão. Confesso que não posso falar muito de mim. Não tenho nome nem passado. Sou, segundo ela, Ele. Mas podem me chamar de Ritmo. Ouvi esses dias tal palavra e gostei. Concordo que Ritmo não seja um bom nome. Enfim! Não precisam me nomear. Sou eu. Para Laura, sou Ele.&lt;br /&gt;Ela dorme. Atentem para suas maçãs rosadas. Não é uma graça?&lt;br /&gt;Acordou. Vejamos. Cabelos desgrenhados. Olhos cor de... Esqueçam! Esses detalhes não são nem um pouco importantes! O importante é que ela é bela. Visualizem vossas imagens próprias de garota bela! Esta é Laura!&lt;br /&gt;Minha Laura! Ou sou eu dela?&lt;br /&gt;Acorde Laura!&lt;br /&gt;Acordou. O rosto amassado. Cabelos desgrenhados. Quer ficar na cama. Não quer sair. Ficar lá até seu corpo não permitir mais. Até a fome bater ou precisar ir oo banheiro. Até então estava tranqüila.&lt;br /&gt;Pensamentos. À cama de manhã sempre somos afetados por pensamentos indesejados. De noite também. Mas com Laura é diferente. Laura pensa quando acorda. Faz um esforço danado pra lembrar todos os sonhos e repensa cada um. São geralmente três cada noite.&lt;br /&gt;Sonhou que era Frida Kahlo. Mas deu um tiro em Rivera antes de morrer. Atitude sensata, e creio que muitos dos leitores concordam. Depois sonhou que era um figura num quadro de Modigliani. Grande artista. Era uma de suas mulheres nuas que tanto pintava. De fronte para os olhos ávidos do pintor. Nua. Aqueles olhos que lhe pentravam a carne e transformavam vida em tinta e tinta em vida.&lt;br /&gt;Nua! Sentia-se livre! Sua mão descia vagarosamente ao encontro do ventre. Tocava-se.&lt;br /&gt;Não, leitores! Não se sintam constrangidos. É apenas uma garota descobrindo-se. Tento usar dos mais diversos eufemismos para não vos chocar.&lt;br /&gt;Tocava-se sim. Com a outra mão massageava o seio direito, e prazer. Era o que sentia. Mais rápido. Ela se controlava. Era dona de seu próprio prazer.&lt;br /&gt;Terminou, leitores. Agora vem a parte que vos agrada. Ela se sente culpada. Por que, Laura? Por que culpada? Estás sozinha? Tens medo de morrer sozinha? És tão bela.&lt;br /&gt;Sente-se culpada por não saber diferenciar certo de errado. Sente-se culpada porque acabou de se masturbar. Sentiu prazer. Prazer efêmero, como todos os prazeres, e sentiu-se culpada!&lt;br /&gt;Pobre Laura! Mal sabe ela que nós observamos tudo! Aliás, vocês observam, eu narro apenas. Não carrego o mínimo de culpa.&lt;br /&gt;Levantou e pegou seu caderno. Olhou pela janela e na rua viu uma mancha. Era, caros leitores, um gato morto, atropelado por um carro qualquer. Estatelado. Pegou seu lápis e traçou no topo da página "Seria um gato atropelado?". É aqui que o leitor interessa-se ao ver que o título do poema de Laura parece com o título do texto que lêem. Pois bem, leitores. Vós sois os outros gatos atropelados. Atropelados pelas mesmas atitudes de sempre. Parados. Mortos como o gato de Laura.&lt;br /&gt;Não vou me demorar. O título é para uso de atenção mesmo.&lt;br /&gt;Terminou seu poema. Destacou a folha do caderno e escondeu embaixo da cama onde haviam vários outros. Sentiu-se louca! Não se preocupe, Laura. Muitos dos que te observam agora fazem loucuras também. Nenhum deles admite. Mas o fazem.&lt;br /&gt;Olhou novamente para o gato. Nunca o vira antes, mesmo que irreconhecível. Pensou no pobre gato. Pobre Laura.&lt;br /&gt;Como queria ver um fim trágico para esse texto. Queria ver Laura atropelada no final, daí tudo faria sentido, o gato, os leitores, o título, e Laura.&lt;br /&gt;Mas não peço que esmiuçem sentido em minhas palavras. Não é preciso ao menos que leiam. Descrevo tais fatos para deixar de ser gato atropelado. Mas o acidente é inevitável.&lt;br /&gt;Noite! Rua! Chuva! Gato! Carro! Acidente!&lt;br /&gt;Carro foge! Chuva continua! Gato morre!&lt;br /&gt;Laura acorda! Acorde, Laura! Pra vida! Anda! Acorde!&lt;br /&gt;Batem à porta! Não é ninguém! Só o vento!&lt;br /&gt;Estava sozinha em casa! Acordara sozinha? Onde foram seus pais?&lt;br /&gt;Lá na rua as pessoas contemplavam o gato. Lá estavam seus pais.&lt;br /&gt;Todos olhavam para a imóvel criatura com um pesar que, não contem a ninguém, mas parecia certo deleite. A chuva voltava. Todos voltavam para seus lares e o gato lá.&lt;br /&gt;Morto!&lt;br /&gt;Chega de gatos por hoje!&lt;br /&gt;Acordemos!&lt;br /&gt;Chega de Laura! Chega de tudo!&lt;br /&gt;Durma Laura! Não estou mais em teus sonhos! Tu estás nos meus!&lt;br /&gt;Somos um só!&lt;br /&gt;O despertador! O maldito despertador toca, leitores!&lt;br /&gt;E sou obrigado a deixar vossas ilustres presenças...&lt;br /&gt;Adeus, Laura...&lt;br /&gt;Adeus, leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://www.tabajarafutebolclube.blogger.com.br/recliningnude.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Modigliani"&gt;Amedeo Modigliani.&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;a href="http://www.abcgallery.com/M/modigliani/modigliani51.html"&gt;Reclining Nude.&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; &lt;strong&gt;1917.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Óleo sobre tela. 60 x 92 cm.&lt;br /&gt;Staatsgalerie, Stuttgart, Germany.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;i&gt;Milágrimas&lt;/i&gt; de Itamar Assumpção e Alice Ruiz interpretada por Zélia Duncan: &lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;i&gt;"Em caso de dor ponha gelo&lt;br /&gt;Mude o corte de cabelo&lt;br /&gt;Mude como modelo&lt;br /&gt;Vá ao cinema dê um sorriso&lt;br /&gt;Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo&lt;br /&gt;Se amargo foi já ter sido&lt;br /&gt;Troque já esse vestido&lt;br /&gt;Troque o padrão do tecido&lt;br /&gt;Saia do sério deixe os critérios&lt;br /&gt;Siga todos os sentidos&lt;br /&gt;Faça fazer sentido&lt;br /&gt;A cada mil lágrimas sai um milagre..."&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Ouça a música aqui...&lt;br /&gt;&lt;object id="WindowsMediaPlayer1" height="32" width="55" classid="clsid:6BF52A52-394A-11D3-B153-00C04F79FAA6" loop="1" autostart="true"&gt;&lt;param name="URL" value="http://upload3.putfile.com/videos/3422142457.mp3"&gt;&lt;param name="rate" value="1"&gt;&lt;param name="balance" value="0"&gt;&lt;param name="currentPosition" value="0"&gt;&lt;param name="defaultFrame" value=""&gt;&lt;param name="playCount" value="1"&gt;&lt;param name="autoStart" value="-1"&gt;&lt;param name="currentMarker" value="0"&gt;&lt;param name="invokeURLs" value="0"&gt;&lt;param name="baseURL" value=""&gt;&lt;param name="volume" value="100"&gt;&lt;param name="mute" value="0"&gt;&lt;param name="uiMode" value="full"&gt;&lt;param name="stretchToFit" value="0"&gt;&lt;param name="windowlessVideo" value="0"&gt;&lt;param name="enabled" value="-1"&gt;&lt;param name="enableContextMenu" value="-1"&gt;&lt;param name="fullScreen" value="0"&gt;&lt;param name="SAMIStyle" value=""&gt;&lt;param name="SAMILang" value=""&gt;&lt;param name="SAMIFilename" value=""&gt;&lt;param name="captioningID" value=""&gt;&lt;param name="enableErrorDialogs" value="0"&gt;&lt;param name="_cx" value="1455"&gt;&lt;param name="_cy" value="847"&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113905427459487090?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113905427459487090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113905427459487090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/02/seriam-gatos-atropelados_04.html' title='&lt;center&gt;Seriam gatos atropelados?&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113839101592023679</id><published>2006-01-27T17:37:00.000-02:00</published><updated>2006-01-30T21:15:50.060-02:00</updated><title type='text'>A prosa da despedida...</title><content type='html'>Em meio a todas aquelas despedidas, dezenas de faces vermelhas e chorosas misturando alegria e tristeza, ela disse num impuslo "Desculpa!".&lt;br /&gt;Ele fingiu não se sentir abalado. Na verdade ele queria mesmo que ela dissesse alguma coisa depois de tudo que acontecera. Não queria que fôsse uma mera despedida.&lt;br /&gt;Ela já se desculpara vezes anteriores mas mesmo assim achava que ficava alguma pendência que ainda o deixava magoado. E ela não gostava de vê-lo magoado.&lt;br /&gt;Ele não sabia o que dizer. Depois dum breve silêncio que se instaurou em meio a eles, um silêncio alheio a todos os ruídos, ele a abraçou e falou tentando esconder sem sucesso o ar melancólico da afirmação "Não precisa fazer isso! Eu já te desculpei"&lt;br /&gt;Olhou em seu olhos claros, olhos que ele considerou sinceros, e a abraçou novamente. Uma abraço leve, desses que não apertam muito pra não sufocar. Sentia os cabelos e a pele macia enconstarem na face dele envolvolvendo-os naquele momento, naquele eterno segundo etéreo.&lt;br /&gt;Por que não a beijou na frente de todos numa atitude frenética que habilmente selaria o fim daquela etapa em suas vidas? Por que não?&lt;br /&gt;Preferiu deixar como estava.&lt;br /&gt;"Desculpa mesmo assim" ela repetiu.&lt;br /&gt;No início ele não compreendia os atos dela. Por que fizera aquilo com ele?&lt;br /&gt;Por uma semana eles tiveram uma paixão adolescente. Ela gostava de ouvir o que ele dizia, sentia-se bem com suas declarações apaixonadas. Erro fatal que ele cometera.&lt;br /&gt;Depois disso aprendeu a nunca mais exagerar seus sentimentos, como o fizera anteriormente. Aprendeu que o amor quando exagerado, tranforma-se numa torrente de lágrimas que devastam todos os outros sentimentos, e quando termina a ressaca, sobram apenas angústia e ressentimento.&lt;br /&gt;O amor é um sentimento tão vasto que não pode restringir-se à uma só pessoa ou situação. Dividi-se em fases, idades, épocas e vontades. É amplo! E por sua amplitude pode-se tornar doloroso.&lt;br /&gt;Por um istante, naquele olhar perdido, naquele abraço calado, ele a amava novamente. E também a perdoava.&lt;br /&gt;Não se pode querer dos outros aquilo que queremos para nós mesmos.&lt;br /&gt;Despediram-se.&lt;br /&gt;Ele foi para um lado e ela se voltou para as caras chorosas e as faces vermelhas em tom de despedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;i&gt;"Conversa de Botas Batidas"&lt;/i&gt; com Los Hermanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;i&gt;"- Veja você onde é que o barco foi desaguar&lt;br /&gt;- a gente só queria o amor...&lt;br /&gt;- Deus às vezes parece se esquecer&lt;br /&gt;- ai, não fala isso, por favor&lt;br /&gt;Esse é só o começo do fim da nossa vida&lt;br /&gt;Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida&lt;br /&gt;que a gente vai passar&lt;br /&gt;- Veja você, quando é que tudo foi desabar&lt;br /&gt;A gente corre pra se esconder...&lt;br /&gt;- E se amar, se amar até o fim&lt;br /&gt;- sem saber que o fim já vai chegar&lt;br /&gt;Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga&lt;br /&gt;Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas&lt;br /&gt;não ter o seu lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abre a janela agora, deixa que o sol te veja&lt;br /&gt;É só lembrar que o amor é tão maior&lt;br /&gt;que estamos sós no céu&lt;br /&gt;Abre as cortinas pra mim&lt;br /&gt;que eu não me escondo de ninguém&lt;br /&gt;O amor já desvendou nosso lugar&lt;br /&gt;e agora esta de bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa o moço bater que eu cansei da nossa fuga&lt;br /&gt;Já não vejo motivos pra um amor de tantas rugas&lt;br /&gt;não ter o seu lugar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz quem é maior que o amor?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Me abraça forte agora&lt;/b&gt;, que é chegada a nossa hora&lt;br /&gt;Vem, vamos além. Vão dizer&lt;br /&gt;que a vida é passageira&lt;br /&gt;Sem notar que a nossa estrela&lt;br /&gt;vai cair"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouça a música no site do Los Hermanos... &lt;br /&gt;Ou clique abaixo para ouvir...&lt;br /&gt;&lt;iframe src="http://www.castpost.com/Lib/playm1.php?filename=(11) - Conversa de Botas Batidas.mp3&amp;url=http://quadrilhadrummond.castpost.com/" width="250" height="40" frameborder="0" scrolling=No&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe da vida é ninguém...&lt;br /&gt;Não faz mal... &lt;br /&gt;O tom da vida é qual?&lt;br /&gt;É cor? &lt;br /&gt;Ou nota musical?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113839101592023679?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113839101592023679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113839101592023679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/01/prosa-da-despedida.html' title='A prosa da despedida...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113760418324949963</id><published>2006-01-18T14:41:00.000-02:00</published><updated>2006-01-19T14:55:35.246-02:00</updated><title type='text'>"Busofania"</title><content type='html'>Escuro.&lt;br /&gt;"Por que o moço está dormindo?" pergunta a filha que devia beirar seus quatro anos.&lt;br /&gt;"Porque tem sono!" Responde o pai.&lt;br /&gt;"Mas lugar de dormir não é no ônibus, &lt;i&gt;né&lt;/i&gt; pai?" insiste a filha.&lt;br /&gt;"Silêncio!" Reponde o pai constrangido.&lt;br /&gt;E lá ficou acordado, porém de olhos cerrados. Ignorando os repetitivos comentários da inocente criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses últimos dias e neste final de mês que ainda se seguirá os Ônibus serão minha segunda cama. Não importa a torcicolo, muito menos as dores no corpo ou a boca seca, lá estará eu conchilando, com a cabeça encostada na janela e sendo acordado pelos freqüentes solavancos que fazem um ou outro passageito exclamar algumas palavras de baixo calão que não convém serem descritas aqui.&lt;br /&gt;Sim meu amigos, antes eu usava tais meios de transporte para ler... Lia, lia e lia sem parar! Mas nesses dias só de olhar pra capa do impresso os olhos já começam a pestanejar. E o cobrador começa a ficar difuso, a voz da mulher tagarela ao lado começa a sumir, a paisagem se dissolve e PUM! Meto a cabeça no vidro e percebo que o ponto onde devo descer está extremamente próximo e ainda há um enorme contingente de pessoas para passar até chegar à porta de saída!&lt;br /&gt;Empurra aqui, pisa alí, segura acolá, recebe olhares de desaprovação e pronto. Como uma tampinha daquelas embalagens de rolos de filme em que as crianças colocam vinagre, fermento e jogam para vê-la pular do seu corpo com o glorioso barulho do "ploc" parecido com as champanhes do ano novo.&lt;br /&gt;Livre! É como me sinto ao sair do ônibus.&lt;br /&gt;Devo ainda agradecer o fato de que tenho o privilégio de ir sentado na janela. Nem paro pra pensar no sufoco alheio. Esse povo que nem sabe o que é sentar de tão acostumado que está em ir de pé apertado no ônibus.&lt;br /&gt;Talvez seja isso que esteja me bloqueando. Não lendo eu não produzo.&lt;br /&gt;Tenho escrito boas dissertações sobre temas variados para a escola, mas não quero isso. Chega de dominação da mídia, protocolo de Kyoto, Mercosul, alienação e afins. Eu quero um conto. Belo, sutil e acima de tudo, bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa essa fase "busófana" passar e vocês vão ver.&lt;br /&gt;Chega de acordar às cinco e dormir às onze.&lt;br /&gt;Isso vai acabar em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Tudo isso porque estamos repondo nesse mês as aulas perdidas no período de greve de professores... Eu não os culpo por isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimamente ando ouvindo muito Los Hermanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Acessem &lt;a href="http://www.quadrilhadrummond.blogspot.com"&gt;Quadrilha Drummond&lt;/a&gt;... Um videozinho em homenagem ao poeta &lt;i&gt;gauche&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardando ansiosamente pelo dia 8 de Fevereiro (1º chamada Fuvéstica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113760418324949963?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113760418324949963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113760418324949963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/01/busofania.html' title='&lt;i&gt;&quot;Busofania&quot;&lt;/i&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113718198426717040</id><published>2006-01-13T17:39:00.000-02:00</published><updated>2006-01-13T17:53:04.280-02:00</updated><title type='text'>Onze maneiras de começar um texto... Nenhuma de continuá-lo...</title><content type='html'>Atônita, ela sentiu sua boca secar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem perceber ele já estava dando em cima dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Como você soube?" perguntou seu melhor amigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tarde chuvosa ele se perguntava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que o Outono passou ela começou a sentir novas emoções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento ele havia percebido que havia entendido tudo errado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu como quem morre por causas pequenas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soube dela uma semana depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Álvaro Frias era seu nome...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prantearam tua morte por dois dias, seis horas e trinta e dois segundos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu de casa na chuva, sem nem ao menos pegar o casaco que seu pai oferecia sem vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/maquina.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li certa vez que a criatividade vai voando por aí e um belo dia cai na sua cabeça... É nesses dias que você tem aquela idéia genial, mas está dentro dum ônibus lotado...&lt;br /&gt;Estou esperando a minha... Achoq ue semana que vem chega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113718198426717040?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113718198426717040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113718198426717040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2006/01/onze-maneiras-de-comear-um-texto.html' title='Onze maneiras de começar um texto... Nenhuma de continuá-lo...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113599641788074436</id><published>2005-12-31T00:14:00.000-02:00</published><updated>2005-12-31T19:36:39.826-02:00</updated><title type='text'>Camaleãopara Franz Kafka</title><content type='html'>&lt;TABLE&gt;&lt;TR&gt;&lt;TD&gt;&lt;image src="http://home.centraldocarnaval.com.br/camaleao/design/hotsite_camaleao_06.gif"&gt;&lt;/TD&gt;&lt;TD&gt;Estou camaleão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se me junto a alegrias&lt;br /&gt;estou alegre&lt;br /&gt;Se ouço músicas tristes&lt;br /&gt;estou triste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se brinco&lt;br /&gt;sou feliz&lt;br /&gt;Se xingo&lt;br /&gt;Sou grosso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se escrevo&lt;br /&gt;estou poeta&lt;br /&gt;Se canto&lt;br /&gt;Sou Chico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estou com ela&lt;br /&gt;sou amante&lt;br /&gt;Com ele&lt;br /&gt;Amigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vou sem Deus&lt;br /&gt;sou ateu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vou com Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Viagem!&lt;br /&gt;Vai com Deus!&lt;br /&gt;&lt;/TD&gt;&lt;br /&gt;&lt;/TR&gt;&lt;/TABLE&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ouvindo, pra terminar o ano "Canto Triste" com a belíssima interpretação que a Mônica Salmaso fez para o filme &lt;i&gt;Vinícius&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;Detalhe que eu ganhei a trilha sonora no Amigo Secreto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"...Como a primavera que também te viu partir&lt;br /&gt;Sem um adeus sequer&lt;br /&gt;E nada existe mais em minha vida&lt;br /&gt;Como um carinho teu, como um silêncio teu&lt;br /&gt;Lembro um sorriso teu tão triste..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113599641788074436?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113599641788074436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113599641788074436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/12/camaleopara-franz-kafka.html' title='&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;Camaleão&lt;br&gt;&lt;i&gt;para Franz Kafka&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113526888342190286</id><published>2005-12-22T14:07:00.000-02:00</published><updated>2005-12-23T16:55:50.950-02:00</updated><title type='text'>Poema dos Amigos MortosouVida que leva</title><content type='html'>&lt;center&gt;Morreram de súbito!&lt;br /&gt;Acidente de carro...&lt;br /&gt;Desastre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezoito e Dezenove anos...&lt;br /&gt;Nas noites brincávamos na rua&lt;br /&gt;Nas tardes era Banco Imobiliário!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas noites era filme&lt;br /&gt;Nas tardes era truco&lt;br /&gt;Viagens para o sítio no fim de semana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio a adolescência&lt;br /&gt;Veio a distância&lt;br /&gt;E veio a morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No máximo um&lt;br /&gt;"Eae! Quanto tempo"&lt;br /&gt;ou aqueles nunca completos&lt;br /&gt;"A gente se vê!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morreram de súbito!&lt;br /&gt;Soube três dias depois!&lt;br /&gt;Ocultaram-me a notícia por causa do vestibular...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não verti lágrima alguma...&lt;br /&gt;Senti mais pelos familiares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi um deles &lt;br /&gt;(o mais amigo)&lt;br /&gt;na sorveteria um tempo atrás&lt;br /&gt;Ele estava com a namorada&lt;br /&gt;"Opa! Sorvetinho hein..."&lt;br /&gt;E nunca mais o vi!&lt;br /&gt;E nunca mais o verei,&lt;br /&gt;pois está morto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embaixo duma carreta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida essa que leva quem quer&lt;br /&gt;e quem não quer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida, não me leva agora,&lt;br /&gt;mas me leve num dia qualquer,&lt;br /&gt;numa tarde serena, numa rede...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse clima natalino que me dá uma angústia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida, leva meus amigos prum lugar melhor!&lt;br /&gt;Leva &lt;i&gt;eles&lt;/i&gt; pra minha infância,&lt;br /&gt;e lá hão de ser lembrados,&lt;br /&gt;sempre em momentos felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá serão eternos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/2557/903/1600/m%3F%3Fos.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2557/903/320/m%3F%3Fos.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://arnaldo-antunes.letras.terra.com.br/letras/87834/"&gt;"Saiba"&lt;/a&gt; de Arnaldo Antunes por Adriana Partimpim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"...Saiba: todo mundo teve infância&lt;br /&gt;Maomé já foi criança&lt;br /&gt;Arquimedes, Buda, Galileu&lt;br /&gt;e também você e eu &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba: todo mundo teve medo&lt;br /&gt;Mesmo que seja segredo&lt;br /&gt;Nietzsche e Simone de Beauvoir&lt;br /&gt;Fernandinho Beira-Mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba: todo mundo vai morrer&lt;br /&gt;Presidente, general ou rei&lt;br /&gt;Anglo-saxão ou muçulmano&lt;br /&gt;Todo e qualquer ser humano..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro ser criança!!! =P&lt;br /&gt;Pena que vou fazer 18 dia 28.. =/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços... [O]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113526888342190286?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113526888342190286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113526888342190286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/12/poema-dos-amigos-mortosouvida-que-leva.html' title='&lt;center&gt;Poema dos Amigos Mortos&lt;br&gt;&lt;i&gt;ou&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Vida que leva&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113407219660894894</id><published>2005-12-08T17:30:00.000-02:00</published><updated>2005-12-08T18:03:16.623-02:00</updated><title type='text'>Enquanto isso, no mundo das aparências...</title><content type='html'>Vou ser sincero!&lt;br /&gt;Quando eu nasci,&lt;br /&gt;não veio nenhum anjo torto.&lt;br /&gt;desses que andam por aí e disse &lt;br /&gt;"Vai! Cayo! Ser &lt;i&gt;gauche&lt;/i&gt; na vida!"&lt;br /&gt;Não! Não!&lt;br /&gt;Mas às vezes sei lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quedei-me num crise comum, dessas que te pegam no meio dum dia tediante.&lt;br /&gt;É uma crisesinha normal... Não dura nem hoje...&lt;br /&gt;Mas acho que pode vira ruma crisezona com o tempo...&lt;br /&gt;Sei lá...&lt;br /&gt;Ia postar mais um poema mas num fiquei inspirado e resolvi escrever então sobre essa crise. &lt;br /&gt;Odeio ser comum ou parecer comum.&lt;br /&gt;Eu sou tão cabeçudo que na minha vontade de parecer diferente acabo sendo comum já que, como todo mundo, só quero manter as aparências...&lt;br /&gt;Odeio querer manter as aparências...&lt;br /&gt;Êta sociedade onde aparência vale mais que tudo...&lt;br /&gt;Se a barba está por fazer, se o cabelo está diferente, se a blusa é sempre a mesma, se o tênis está sujo, se você tira um minuto pra descansar já vem alguém e pergunta o por quê daquilo.&lt;br /&gt;Pra que tantos por quê...&lt;br /&gt;É com um estranho e triste pesar que revelo que este ano eu me dediquei às minhas aparências... Li poucos livros, vi poucos filmes bons...&lt;br /&gt;Ok! Houve coisas boas também... Muito boas eu diria...&lt;br /&gt;Ok! Esse ano teve lá seus altos... Mas também seus baixos...&lt;br /&gt;Eu só não gosto da impressão de que estou regredindo em algumas coisas...&lt;br /&gt;Dar valor às aparências é, para mim, uma forma de regressão...&lt;br /&gt;Mas eu prometo que nesse fim de ano não hei de fazer promessas de fim de ano...&lt;br /&gt;hehehe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!&lt;br /&gt;Passou a crise...&lt;br /&gt;Nesse fim de semana eu posto algo sobre a minha mudança, que prometi postar nesse mas num to muito afim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e desculpem-me pela chateação!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Paquetá" com Los Hermanos "...e desse engodo eu vi luzir&lt;br /&gt;de longe o teu farol... Minha ilha perdida aí o meu pôr do sol..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113407219660894894?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113407219660894894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113407219660894894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/12/enquanto-isso-no-mundo-das-aparncias.html' title='Enquanto isso, no mundo das aparências...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113318033910565209</id><published>2005-11-28T10:05:00.000-02:00</published><updated>2005-11-28T10:26:24.673-02:00</updated><title type='text'>Poema de ÔnibusouPoema dos SinaisouPoema de Primavera Chuvosa</title><content type='html'>&lt;center&gt;Levanta o braço:&lt;br /&gt;Sinal pra subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas te encaram.&lt;br /&gt;Sérias, felizes, cansadas.&lt;br /&gt;Rostos variados te fitam por segundos.&lt;br /&gt;Você senta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora: &lt;br /&gt;Chuva!&lt;br /&gt;As gotas grudadas na janela&lt;br /&gt;perdem para a gravidade&lt;br /&gt;Escorrem&lt;br /&gt;Juntam-se a outras tornando-se maiores&lt;br /&gt;Ganhando mais velocidade&lt;br /&gt;Minha vida escorre&lt;br /&gt;Meu tempo corre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia uma chaminé alí!&lt;br /&gt;Até ontem...&lt;br /&gt;Dessas antigas de fábricas,&lt;br /&gt;também antigas...&lt;br /&gt;Tratores derrubam.&lt;br /&gt;A chaminé pende,&lt;br /&gt;perde,&lt;br /&gt;cai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chuva fina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aperta o botão:&lt;br /&gt;Sinal pra descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vida que dá tantos sinais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por onde andam os sinais da vida?&lt;br /&gt;Os sinais de vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=http://pwp.netcabo.pt/0162728202/g0006.jpg&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Cupido" com Maria Rita "Foi só por um segundo... Todo tempo do mundo e o mundo todo se perdeu..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torcendo pra ter passado pra segunda fase da Fuvest...&lt;br /&gt;Preocupado com um amigo que está sofrendo por outrém...&lt;br /&gt;E preparando tudo pra me mudar com a minha irmã para um apartamento...&lt;br /&gt;Depois posto os detalhes da mudança...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113318033910565209?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113318033910565209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113318033910565209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/11/poema-de-nibusoupoema-dos.html' title='&lt;center&gt;Poema de Ônibus&lt;br&gt;&lt;i&gt;ou&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Poema dos Sinais&lt;br&gt;&lt;i&gt;ou&lt;/i&gt;&lt;br&gt;Poema de Primavera Chuvosa&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113223279487196198</id><published>2005-11-17T10:04:00.000-02:00</published><updated>2005-11-17T11:06:34.910-02:00</updated><title type='text'>Causos Celestes...</title><content type='html'>Quando resolveram distribuir as funções no céu, isso antes dos seres humanos aparecerem, ninguém queria tomar conta do porão. Era muito quente, sujo, ou seja, não era um lugar digno de um anjo.&lt;br /&gt;Deus já estava ficando louco quando viu alí, sentado numa nuvem fofa, seu anjo predileto, Lúcifer.&lt;br /&gt;"Meu caro" disse com sua voz grave, própria do próprio Deus "Não estás interessado em tomar conta d eum lugar pra mim?"&lt;br /&gt;Lúcifer levantou a cabeça meio desentendido e perguntou&lt;br /&gt;"O que rola lá embaixo?"&lt;br /&gt;"Bem..." Deus limpou a garganta, não que ele precisasse realmente disso para falar com qualquer ser mas mesmo assim ele limpou para, talvez, ganhar tempo, se é que Deus precisa de tempo para ganhar "Por enquanto não há nada, só precisa de uma boa faxina sabe?"&lt;br /&gt;"Mas e depois?" perguntou o mais belo dos anjos. Sim, ele era de fato muito belo, mas como anjos não sabem discernir o belo do feio, ele não tinha a mínima noção de tal fato.&lt;br /&gt;"Depois... Bem... Os humanos..."&lt;br /&gt;"Humanos?" interrompeu Lúcifer.&lt;br /&gt;"Sim! Criaturinhas engraçadas que em breve você verá andando por aí. Enfim... Ele possuirão um dom concedido por mim. O livre arbítrio. E todos aqueles que fizem mau uso desse dom hão de se dirigir ao seu andar. E ficarão lá por um tempo. Alguns mais outros menos..."&lt;br /&gt;O anjo tomado de profunda curiosidade perguntou&lt;br /&gt;"E você acha que vai dar certo? Eu não vou ficar com má fama? Podem achar que eu me rebelei contra o Senhor"&lt;br /&gt;"Sim! Talvez! Essas pessoas hoje em dia arranjam histórias pra tudo."&lt;br /&gt;"Tem razão! É verdade essa história da costela?" perguntou o Anjo com olhar de inocente, sem saber que fazia este olhar porque, afinal, todos os anjos possuem cara de inocente.&lt;br /&gt;"Essa história já está me dando nos nervos! Onde já se viu tirar uma mulher de uma costela?" bradou divinamente. &lt;br /&gt;"Mas o Senhor não conseguiria fazê-lo?"&lt;br /&gt;"Sim! Claro" incomodou-se "Mas seria, digamos, politica e higienicamente incorreto"&lt;br /&gt;"Ah..." suspirou Lúcifer.&lt;br /&gt;"Mas então! Aceita ou não o emprego?"&lt;br /&gt;"Acho que sim..." consentiu.&lt;br /&gt;"Ótimo..." colocou um sinal de positivo ao lado de "Inferno" na sua prancheta com a lista de todos os encargos. Despediu-se do anjo e foi ao encontro de Pedro, que ainda não era santo, mas já era um ser de bom caráter.&lt;br /&gt;"Convenceu o guri?" perguntou Pedro interessado.&lt;br /&gt;"Foi fácil! Agora me diga uma coisa! Quem a gente manda para Terra por uns tempos? Ainda não escolhemos..."&lt;br /&gt;"Realmente... Que tal aquele alí no canto conversando com os outros?" Pedro apontou par aum monte de anjos que conversavam junto a uma figura barbuda e de olhar desligado.&lt;br /&gt;"Nunca fui muito com a cara desse aí!" concluiu Deus. E acrescentou "Faz perguntas demais... Qual o nome dele?"&lt;br /&gt;"Jesus, eu acho..."&lt;br /&gt;"Bem... Se não achar ninguém melhor me avise ok? Agora tenho que ir... Muitas contas a acertar... Fiquei sabendo desses tais Universos paralelos e agoram convocaram uma reunião de todos os Deuses... Cada figura mal encarada! E me pediram para dar uma palestra sobre Gerência Universal... Onde já se viu? Eu! Dando palestras sobre isso... Até Pedro..."&lt;br /&gt;"Até Senhor..." despediu-se Pedro, que ficou a fitar Deus que saia pelos corredores celestiais com aquele ar de administrador.&lt;br /&gt;"Grande figura..." pensou Pedro "Grande..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/deusadmin.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo música em geral...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lendo "As Crônicas de Nárnia"... Ok! É bem moralista e pra ciranças, mas é legal... =]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113223279487196198?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113223279487196198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113223279487196198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/11/causos-celestes.html' title='Causos Celestes...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113101794940318641</id><published>2005-11-03T09:15:00.000-02:00</published><updated>2005-11-03T09:41:32.100-02:00</updated><title type='text'>Pipocando</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/popcorn.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Tudo&lt;br /&gt;Cabelo&lt;br /&gt;Amor&lt;br /&gt;Cavalo&lt;br /&gt;Pescoço&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Fígado&lt;br /&gt;Lençol&lt;br /&gt;Abacate&lt;br /&gt;Aleluia&lt;br /&gt;Mascarado&lt;br /&gt;Infiltrado&lt;br /&gt;Medonho&lt;br /&gt;Aleijado&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Flexível&lt;br /&gt;Abominado&lt;br /&gt;Belo&lt;br /&gt;Lindo&lt;br /&gt;Casto&lt;br /&gt;Sentido&lt;br /&gt;Merda&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Leite&lt;br /&gt;Arroz&lt;br /&gt;Legumes&lt;br /&gt;Panquecas&lt;br /&gt;Alfredo&lt;br /&gt;Cinto&lt;br /&gt;Apoio&lt;br /&gt;Calabar&lt;br /&gt;Alfinete&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Hipopótamo&lt;br /&gt;Política&lt;br /&gt;Carta&lt;br /&gt;Perigo&lt;br /&gt;Frio&lt;br /&gt;Tédio&lt;br /&gt;Afeto&lt;br /&gt;Feliz&lt;br /&gt;Ímpeto&lt;br /&gt;Plausível&lt;br /&gt;Importante&lt;br /&gt;Afetamina&lt;br /&gt;Pulga&lt;br /&gt;Vazo&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Pato&lt;br /&gt;Pleito&lt;br /&gt;Peito&lt;br /&gt;Blunda&lt;br /&gt;Pizza&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;Ploc!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes... Ploc! Acho que minha mente... Ploc! &lt;br /&gt;É uma panela fervente... Ploc!&lt;br /&gt;Cheia de grãos de milho... Ploc! &lt;br /&gt;Pipocando...&lt;br /&gt;Ploc! Ploc! Ploc! Ploc! Ploc! Ploc!&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/corn.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Mutante" da Rita Lee: "...Como um mutante... No fundo sempre sozinho... Seguindo o seu caminho... Ai de mim que sou romântico..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113101794940318641?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113101794940318641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113101794940318641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/11/pipocando.html' title='&lt;center&gt;Pipocando&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113054305028831130</id><published>2005-10-28T21:33:00.000-02:00</published><updated>2005-10-28T23:40:18.966-02:00</updated><title type='text'>Egocentrismo amoroso está em moda...</title><content type='html'>Saco...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me perguntem o por quê...&lt;br /&gt;Desculpe por não da rmaiores esclarecimentos...&lt;br /&gt;Eu só quero gritar bem alto "Saaaaaaaaaaaaaaaaaaaaco!!!"&lt;br /&gt;E vários outros palavrões e palavras de baixo calão possíveis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destesto demonstrar isso mas um coração leviano como o meu não sabe esconder o que sente... &lt;br /&gt;Na verdade sabe sim... Aliás... Nem é tão profundo o que sinto...&lt;br /&gt;É só...&lt;br /&gt;Só foi um saco...&lt;br /&gt;Conversas mal resolvidas e consequentemente mal terminadas são terríveis mas às vezes fazem a gente pensar... Deixa a gente com a cabeça fresca...&lt;br /&gt;Daí a gente calcula o que dizer depois... E acaba dizendo outras coisas sem sentido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;Já melhorei depois desse leigo desabado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113054305028831130?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113054305028831130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113054305028831130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/10/egocentrismo-amoroso-est-em-moda.html' title='Egocentrismo amoroso está em moda...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-113007275703780107</id><published>2005-10-23T10:05:00.000-02:00</published><updated>2005-10-23T11:31:16.906-02:00</updated><title type='text'>Hoje Votei...</title><content type='html'>Acordei cedo (8:30), escovei os dentes, coloquei uma roupa de domingo, arrumei o cabelo e fui tomar café.&lt;br /&gt;Dia nublado. Dias de eleição são sempre chuvosos.&lt;br /&gt;Claro, hoje não passava dum referendo.&lt;br /&gt;Deixei meus pais tomando café e conversando sobre o "SiM" ou o "NÃO!", peguei minha chave, meu título e fui para a escola que fica próxima à minha casa.&lt;br /&gt;Havaianas no pé fui pensando todo o caminho. Os olhos ainda um pouco inchados devida noite mal dormida.&lt;br /&gt;Seria rápido. Era só apertar dois botões. Tão rápido.&lt;br /&gt;Quando era criança gostava de ir com a minha mãe na escola em que ela votava, hoje ela vota na mesma que a minha, perto de casa.&lt;br /&gt;Eu não ligava em pegar fila com ela. Apesar de alguns mesários não deixarem, eu sempre ia até a urna com ela. Isso claro quando eu era criança. Nas eleições de 2002 eu queria muito votar mas não votei por não ter idade. Nem acompanhei minha mãe.&lt;br /&gt;Engraçado como quando a gente é criança, se votássemos, votaríamos em quem nossos pais votam. Desde criança eu adorava defender ou falar mal de candidatos na escola. Defendendo sempre, é claro, aqueles pelos quais meus pais votavam.&lt;br /&gt;Os ânimos até se exaltavam dentro da sala. Loucura então era quando algum professor decidia fazer uma "mini-eleição" dentro da sala de aula. Olha só!&lt;br /&gt;Era aluno defendendo o Maluf de um lado e eu metendo o pau de outro.&lt;br /&gt;Se meus pais votassem no Maluf eu o defenderia, é claro, sem dúvida...&lt;br /&gt;Mas hoje é diferente...&lt;br /&gt;Hoje o pau come solto dentro de casa mesmo.&lt;br /&gt;É pai votando num, mãe noutro, e irmãos nalgum qualquer.&lt;br /&gt;Eu bem sei que o melhor a fazer nessas épocas em que as decisões ficam divididas e os ânimos exaltados é se abster de qualquer opinião. Manter o seu voto secreto.&lt;br /&gt;Mas quem não gosta duma boa discussão?&lt;br /&gt;Ok! Esses dias eu quase não discuti com ninguém sobre votar afirmativa ou negativamente.&lt;br /&gt;Aliás eu me senti um estranho no ninho da classe média amedrontada.&lt;br /&gt;Creio que das pessoas que conheço, tirando irmãos e pais, três amigos votaríam "SiM".&lt;br /&gt;Eu até evitava deixar cair nesse assunto com muita gente, mas alguém sempre dizia "Vai votar em quê?"&lt;br /&gt;Eu prefiro ver a opinião da maioria antes de dizer minha opinião. Isso para não correr o risco de ser linchado.&lt;br /&gt;Às vezes mentia dizendo que não votava ainda, ou mudava de assunto, mas alguém sempre falava "Vote NÃO hein, Cayo! Seus direitos estão em jogo!"&lt;br /&gt;Direitos?&lt;br /&gt;A propaganda do não foi esperta, admito, em cutucar a classe média. Porque nós adoramos dizer que temos direito a tudo. &lt;br /&gt;Outro fator importante foi injetar medo na população.&lt;br /&gt;"Agora o ladrão terá certeza que você não tem armas"&lt;br /&gt;Essa política do medo é ridícula, para não dizer, com o perdão da ironia, medonha!&lt;br /&gt;Daí você se pergunta "Esse cara votou SiM então?"&lt;br /&gt;Pois é... Votei...&lt;br /&gt;Mas não foi pela vida nem pelo discursinho insosso da frente pelo SiM.&lt;br /&gt;Votei para não votar não. Não votei NÃO porque não aguento essa visão conservadora estúpida que foi incutida na população através do medo.&lt;br /&gt;Direitos?&lt;br /&gt;Dá vontade de rir e chorar.&lt;br /&gt;Fora as pessoas que votam NÃO pensando ser uma decisão revolucionária contra o SiM?&lt;br /&gt;Por que não anula logo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O NÃO ganhará, isso é evidente.&lt;br /&gt;Com 80% dos jornais do Brasil estampando na capa uma vantagem massiva do NÃO sobre o SiM um dia antes do referendo isso fica mais que claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos maiores jornais de São Paulo destaca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u114355.shtml"&gt;"Datafolha aponta vitória do "não" com 57% no referendo"&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que ninguém liga pra essa outra nota:&lt;br /&gt;"O Datafolha ouviu 2.086 pessoas entre as últimas quinta e sexta-feira, em 151 municípios de todo o país."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado. O país tem cerca de 185.000 de pessoas... =/&lt;br /&gt;A mídia me dá medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo. Não abriremos mão de mais um direito.&lt;br /&gt;Agora posso dizer que tenho direitos de cidadão.&lt;br /&gt;Acho que vou fazer uma consulta gratuita num hospital público no mesmo dia, já que também é meu direito.&lt;br /&gt;Melhor! Que tal matricularmos nossos filhos nas melhores escolas da região? Também é nosso direito.&lt;br /&gt;Pegar o ônibus de graça quem sabe. Metrô seria legal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega... Cansei de escrever... Nem meu voto, nem o seu, nem minhas palavras num blog dentre milhões mudarão o Brasil...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços, brasileiros com direitos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.nadir.org/nadir/initiativ/agp/new/struggles/palestine/bullets.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Assistam "O Senhor das Armas" e "Tiros em Columbine"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-113007275703780107?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113007275703780107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/113007275703780107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/10/hoje-votei.html' title='Hoje Votei...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112908715199385896</id><published>2005-10-11T23:08:00.000-03:00</published><updated>2005-10-12T00:30:35.683-03:00</updated><title type='text'>Devaneador...</title><content type='html'>Subindo a rua pude sentir o vento gélido da noite que me envolvia.&lt;br /&gt;Aquele clima de véspera de feriado enchia a rua de pessoas em pontos isolados. Num lado, jovens bebendo e fumando enquanto que do outro garotas conversavam. Havia também um grupo de sonhoras que trouxeram cadeiras para fora e ficaram jogando conversa pro ar.&lt;br /&gt;Apesar de fria, a noite trazia um sentimento caloroso. Como um abrigo escuro que nos mantinha vivos. Dobrei a esquina e comecei a subir outra rua. Uma ladeira escura e estreita. Aparentemente ameaçadora, mas a noite não me assustava.&lt;br /&gt;Entrei em casa. A porta estava aberta. Fui até a sala e descobri que não estava sozinho no ambiente. Virei-me e suspirei.&lt;br /&gt;Então é você, disse eu, o que faz até tão tarde me esperando?&lt;br /&gt;Quantas vezes já lhe disse para não sair por aí sem minha permissão?, enfureceu-se.&lt;br /&gt;Ora você sabe muito bem onde fui e que horas chegaria, respondi.&lt;br /&gt;Foi bom?&lt;br /&gt;Ótimo, repondi, a noite me aconchegou muito bem. A cidade estava linda. Luzes por toda parte, pessoas, carros, buzinas, shows... Toda aquela movimentação. Todos pareciam tão felizes.&lt;br /&gt;E você?, perguntou já sabendo a resposta.&lt;br /&gt;Eles nunca ligam muito pra mim. Mas a noite foi ótima. Você devia ir também qualquer dia desses.&lt;br /&gt;Você sabe que de uma forma ou de outra eu também estou lá.&lt;br /&gt;E porque toda essa irritação comigo?, perguntei.&lt;br /&gt;É que você some às vezes. E sai do meu controle. Já parou pra pensar no que você é sem mim?&lt;br /&gt;Evitei pensar nisso já que cairia numa outra crise. Admirei a noite que lá fora me chamava mas que não me podia ter novamente. Virei o rosto. &lt;br /&gt;Olhei no fundo dos olhos dele e num lance de segundo estava meu reflexo em sua íris. Já não era mais meu reflexo e sim a mim mesmo. Reflexo.&lt;br /&gt;Levantou-se, trancou a porta, virou-se e contemplou a escuridão que acolhia a sala.&lt;br /&gt;Solitário, desolado e triste, voltou para sua poltrona e caiu em novo sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um devaneador... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/poltrona.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo um pouco de Chico Buarque...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Perdoem-me pela certa repetição no tema abordado deste post, mas é que eu não resisti... =/&lt;br /&gt;Devanear para não parar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112908715199385896?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112908715199385896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112908715199385896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/10/devaneador.html' title='Devaneador...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112820697053814508</id><published>2005-10-01T19:31:00.000-03:00</published><updated>2005-10-01T20:03:11.720-03:00</updated><title type='text'>A Fenda...</title><content type='html'>Sou improdutivo tanto nos momentos de tristeza quanto no de felicidade.&lt;br /&gt;Se estou feliz, escrevo clichês&lt;br /&gt;Se fico triste, escrevo clichês deprimentes.&lt;br /&gt;Só produzo quando me encontro no espaço que há entre a tristeza e a felicidade. Esse espaço não tem nada de mágico. Lá eu simplesmente estou em contato com tudo que vivo, vivi e hei de viver. Lá encontro outros poetas e escritores. É somente lá que consigo escrever do jeito que nasci para escrever, não do jeito que vi escreverem.&lt;br /&gt;Esse espaço não tem nome, mas você provavelmente já esteve no seu próprio.&lt;br /&gt;A questão é entender que aquele momento em que felicidade e tristeza mesclam-se de modo que não são mais sentimentos antagônicos, muito menos parecidos. São só palavras pedindo para serem pregadas num plano em que se possa escrever.&lt;br /&gt;É lá que produzo.&lt;br /&gt;Fico extremamente &lt;b&gt;feliz&lt;/b&gt; por saber que cheguei à toda essa conclusão num momento de profunda &lt;b&gt;tristeza&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://cyberlove.blogs.sapo.pt/arquivo/oculos.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Como Nossos Pais" composta e interpretada pr Belchior: "Ainda somos os mesmo e vivemos como nossas pais..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112820697053814508?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112820697053814508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112820697053814508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/10/fenda.html' title='A Fenda...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112722216301153474</id><published>2005-09-20T09:23:00.000-03:00</published><updated>2005-09-21T09:19:11.340-03:00</updated><title type='text'>Devaneio</title><content type='html'>Recebi um papel de uma velhinha que estava na rua entregando essas propagandas que a gente nunca lê.&lt;br /&gt;Recebi o papel. Li. Em letras de forma bem claras pude ler "Recebeu um papel de uma velhinha que estava na rua entregando essas propagandas que ninguém nunca lê."&lt;br /&gt;Guardei no bolso. Subi no primeiro ônibus que passou. Não sabia para onde ia ou qual era sua linha.&lt;br /&gt;Sentei-me ao lado de uma senhora, dessas que a gente nunca dá atenção. Começou a falar do tempo. Disse com licença e desci do ônibus.&lt;br /&gt;Era um lugar estranho. Tudo parecia estranhamente artificial. Prédios subiam aos céus até onde os olhos não conseguiam enxergar. O carros tinham cores berrantes e as bicicletas possuíam três rodas.&lt;br /&gt;Entrei num lanchonete, dessas que a gente entra sem saber por que. Entrei e pedi um café. Um bêbado ao meu lado, desses que a gente finge não dar atenção. Tomei o café que tinha um gosto de qualquer outra coisa, menos café.&lt;br /&gt;Sai da lanchonete.&lt;br /&gt;Andei pela calçada. Muitas pessoas. Alguém gritou meu nome. Virei-me. Nada. Havia um livro no chão. Fino e aparentemente novo.&lt;br /&gt;Ao abrí-lo descobri páginas escritas com várias caligrafias diferentes. Não havia nada na capa, porém na primeira página trazia em letras belas "Não abra a menos que esteja morto".&lt;br /&gt;O coração subiu à garaganta. Por um descuido vulgar li a última página.&lt;br /&gt;"Não entendia o que se passava. Estava confuso. Subiu no prédio mais alto. Não havia porteiro. Chegou ao terraço. Podia ver os aviões ao longe. O Sol se escondia atrás das montanhas. Foi até a beira de concreto. Olhou para baixo. Não havia chão. Só nuvens. Refletiu, decidiu e se jogou."&lt;br /&gt;Coisa mais sem sentido, pensei. Joguei na lixeira mais próxima. Estranhamente a lixeira não possuía fundo. Andei mais um pouco, pensando se conhecia a voz que me chamara a pouco. A voz parecia minha, só que distorcida pelo vento, ou sei lá.&lt;br /&gt;Um carro buzinou e o motorista bradou algo. Saíra da calçada e andava na rua sem notar. Voltei à calçada. Havia uma praça lá perto. Sentei-me no banco. As árvores estavam estranhamente artificiais.&lt;br /&gt;Um velho sentou-se ao meu lado, desses que a gente também nunca dá a mínima.&lt;br /&gt;Encare os fatos, disse o velho, você não é nada.&lt;br /&gt;Tenho nome, tenho uma história de vida, sou alguma coisa. Virei mas o velho sumira.&lt;br /&gt;Saí correndo. Um garoto me atropelou com a bicicleta de três rodas. Caiu e e me xingou. Disse que eu não passava de um devaneio tolo de um qualquer.&lt;br /&gt;Eu sou alguém, gritei.&lt;br /&gt;Pense bem, disse o velho que estava agora atrás de mim.&lt;br /&gt;Corri até perder a praça de vista. Não era possível.&lt;br /&gt;Como podia alguém ser devaneio de outrém?&lt;br /&gt;Não entendia o que se passava. Estava confuso. Subi no prédio mais alto. Não havia porteiro. Cheguei ao terraço. Podia ver os aviões ao longe. O Sol se escondia atrás das montanhas. Fui até a beira de concreto. Olhei para baixo. Não havia chão. Só nuvens. &lt;br /&gt;Refleti, decidi e me joguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre devaneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/pensamentos3.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://na-ozzetti.letras.terra.com.br/letras/276000/"&gt;"Estopim"&lt;/a&gt; com Ná Ozzetti e Luiz Tatit: "Nada é tão fácil no início... Nem no percurso nem no fim... Nada é tão natural... Nada é tão trivial... Nem uma flor... Nem todo jardim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Não precisa fazer sentido... Viver já basta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112722216301153474?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112722216301153474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112722216301153474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/09/devaneio.html' title='Devaneio'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112666275597067007</id><published>2005-09-13T22:29:00.000-03:00</published><updated>2005-09-13T22:52:35.976-03:00</updated><title type='text'>Vontade...</title><content type='html'>Vontade de escrever algo melancólico...&lt;br /&gt;Vontade de falar palavrões para quem estou com raiva...&lt;br /&gt;Vontade de ter mais vontade...&lt;br /&gt;Sei lá...&lt;br /&gt;Vontade de mandar algumas pessoas irem se foder...&lt;br /&gt;E dizer para outras que os amo...&lt;br /&gt;Vontade de beber até tarde e dormir profundamente &lt;br /&gt;pra depois acordar com aquela dor de cabeça e com a bexiga apertada...&lt;br /&gt;Vontade de falar sozinho...&lt;br /&gt;Vontade d enão ir trabalhar...&lt;br /&gt;Vontade de vadiar...&lt;br /&gt;Vontade de ler aquele livro estorvante do Chico que está na mochila&lt;br /&gt;mas não passei da décima página...&lt;br /&gt;Vontande de tocar violão...&lt;br /&gt;Vontade de aparecer e depois&lt;br /&gt;Desaparecer...&lt;br /&gt;Vontade de amar...&lt;br /&gt;Vontade de independer de qualquer ser humano...&lt;br /&gt;Vontade de conversar...&lt;br /&gt;Vontade de acabar com essas reticências...&lt;br /&gt;Vontade...&lt;br /&gt;Tanta vontade que no final desse texto...&lt;br /&gt;Perdi a vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o segredo está sempre em conhecer novas pessoas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Yolanda" com Chico Buarque: "Tu mano...Tu mano... Eternamente... Tu mano..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112666275597067007?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112666275597067007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112666275597067007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/09/vontade.html' title='Vontade...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112622036948888485</id><published>2005-09-08T19:36:00.000-03:00</published><updated>2006-09-18T13:03:14.083-03:00</updated><title type='text'>Conversando com Deus</title><content type='html'>"Sente-se, por favor" disse Deus ao perceber que seu novo paciente havia entrado. O homem de meia idade agradeceu e acomodou-se no divã. Não era um divã qualquer. Aquele estofado tinha um quê de qualquer coisa, ele não entendia bem, mas talvez, algo divino. Aquele velhinho que o atendera também. A barba longa, o olhar distante, o manto branco, pelo menos era o que parecia, os óculos redondos, as sandálias aparentemente confortáveis, e até mesmo a plaquinha em sua mesa, escrito em letras grossas e amarelas "Deus". Tudo aquilo tinha um quê de, vocês sabem, divino.&lt;br /&gt;Não que o velhinho simpático fôsse realmente Deus, mas o homem cada vez mais acreditava que esse tal de "Deus" poderia lhe ajudar. É claro que ele corria o risco de ser atendido por um louco varrido com uma crise de egocentrismo aguda, mas não, o cartão de visitas que achara na rua dizia "Converse com ninguém menos que Ele", e de fato, como acabara de concluir, aquela criatura senil possuía lá seu toque de "todo poderoso".&lt;br /&gt;"Ecuta" começou vacilando "Eu não sou adepto à nenhuma religião ou crença..."&lt;br /&gt;"Meu jovem" retrucou Deus "E quem disse que eu sou?"&lt;br /&gt;"Eu sei, mas quando digo que não sou adepto, acredite, eu sou totalmente desligado..." parou por ums egundo para procurar alguma expressão que condenasse o velhinho, algo que mostrasse que ele estava decepcionado, mas não. Aquela face por trás da barba branca não movia um músculo e mantinha aquele sorriso brando que começava a incomodar o homem que, passado o segundo, voltou a falar "Não rezo! Não vou à missa! Não agradeço pela comida! Bebo! Enfim... Eu sou o contrário de qualquer cristão..."&lt;br /&gt;"Se você conhecesse metade dos cristãos que conheço levaria um susto ao perceber o quão errada foi sua afirmação..." brincou Deus na sua malícia milenar.&lt;br /&gt;O homem sorriu e, desesperado, perguntou&lt;br /&gt;"Olha! Você vai mesmo me ajudar?"&lt;br /&gt;"Meu amigo, eu sou Deus"&lt;br /&gt;"Claro! Deus... Eu tinha me esquecido" disse ironicamente, e Deus continuava com aquele sorriso confortável.&lt;br /&gt;"Deite-se" pediu "Diga-me o que te atordoa" pegou uma prancheta, dessas que nos filmes os psicanalistas sempre jogam cruzadinhas, mas não desta vez. Aquela prancheta tinha todo um quê de, acreditem, divino.&lt;br /&gt;"Eu não sei bem... Todo esse caos... A situação do mundo... Isso me deixa infeliz..."&lt;br /&gt;"Você está preocupado com o Mundo?" perguntou Deus espantado.&lt;br /&gt;"Sim! Algum problema?" não se importando com o espanto divino.&lt;br /&gt;"Interessante..." anotou na sua prancheta algo que não deu pra distinguir bem, mas com certeza era algo divino, e continuou "Fale-me mais sobre isso..."&lt;br /&gt;"É um sentimento que vem de dentro... De vez em quando me dá uma vontade de levantar e mudar tudo no mundo, mas daí lembro que eu sou apenas, você sabe..."&lt;br /&gt;"Você" completou.&lt;br /&gt;"Isso... Eu... Um mero ser humano... Você já sentiu isso?"&lt;br /&gt;"Bem... Na verdade não, afinal, não sou bem um ser humano, mas entendo o que quer dizer... Eu sinto isso só que ao contrário, sabe? Eu acordo todo dia disposto a mudar tudo com um estalar dos dedos, mas daí eu lembro que sou Deus, e não posso fazer tudo isso."&lt;br /&gt;"Como assim? Eu pensei que Deus fizesse o que ele bem entendesse" espantou-se o homem, que não acreditava naquele papo de Deus, mas estava gostando da brincadeira.&lt;br /&gt;"Antes era tudo fácil, se eu quisesse criar um bicho amarelo, com pintas marrons e um pescoço longo, eu criava e listava-se mais um ser para a fauna do mundo, assim como se eu quisesse disseminar a idéia num homem de nome estranho de que tudo isso não é minha obra e sim um processo muito lento de evolução, eu fazia e estávamos bem. Mas hoje não" lamentou-se com um suspiro "As coisas mudaram, filho"&lt;br /&gt;"Mas, ora bolas, você não é Deus? O todo poderoso? O faz tudo? O manda chuva?" indignou-se o homem.&lt;br /&gt;"Isso é passado, filho. Pra se fazer qualquer coisa hoje é preciso um relatório, um memorando, muitas assinaturas, algum carimbo de algum setor celestial, o toque de um anjo da mais alta classe e por fim, minha assinatura. Isso leva tempo."&lt;br /&gt;"Muito tempo?" interessou-se.&lt;br /&gt;"Pra você ter uma idéia, há dois mil anos eu entrei com uma ação para que proibissem essa coisa de crucificação. Foi um escândalo. Todos disseram que mudaria muita coisa, acabaria com costumes milenares e essas coisas, mas mesmo assim, como eu ainda tinha alguma influência, abriram com o processo. Acabou que só liberaram uns mil anos depois. Tarde demais, se é que você me entende." Deu uma piscadela.&lt;br /&gt;"Entendo"&lt;br /&gt;"Você entende? Qualquer coisa que eu faço eles dizem que é abuso de poder. Foi quando certa vez eu conversei com uma filósofo, uns cem anos atrás, e disse pra ele que Deus estava morto, porque assim eu me sentia. Não é que ele gostou?" sorriu. Seus olhos seguiam distantes, em algum ponto da sala onde o homem não identificava, e continuou "Depois que ele começou a disseminar isso, volta e meia, ouvia alguém dizer nos corredores celestiais 'Isso só pode ser coia do barbudo'. Quase me destituíram do cargo. 'Onde já se viu? Negar a própria existência?' eles bradavam" e ele sorria. Começaram a lhe cair lágrimas pelo rosto.&lt;br /&gt;"Está tudo bem?" preocupou-se o homem, que já não estava nem aí para o mundo, ele queria mesmo era continuar aquela conversa com Deus.&lt;br /&gt;"Está sim, obrigado. Pode me trazer um copo d'água?" pediu enxugando as lágrimas no manto branco.&lt;br /&gt;O homem foi até a cozinha pegou o copo com água e voltou. Deus estava na janela. De costas ele disse:&lt;br /&gt;"Entendeu agora o quanto é difícil acordar e descobrir que é Deus?"&lt;br /&gt;"Etendo" entregou-lhe o copo. &lt;br /&gt;Todo aquele ar divino desaparecera. Agora ele só via um velhinho bebendo água. Um velhinho que tinha muita imaginação e anos de vida e, pensou ele, deveria escrever um livro sobre isso. Esse velhinho deve ter tido esse mesmo sentimento de incapacidade que o tomara nesses tempos e daí resolveu começar a conversar com pessoas assim, como ele...&lt;br /&gt;"Bem..." disse o velhinho apontando para o relógio "Creio que o tempo da nossa consulta acabou"&lt;br /&gt;"É mesmo" pegou sua jaqueta que estava no divã e saiu. Deixou a porta aberta e ficou lá olhando aquele frágil velhinho que ainda estava virado para janela, onde se podia ouvir o barulho dos carros passando na avenida lá embaixo. A tarde caía.&lt;br /&gt;"Amanhã no mesmo horário?" perguntou o homem só para confirmar.&lt;br /&gt;"Eu receio que não, filho" respondeu o velhinho. E a porta se fechou lentamente.&lt;br /&gt;Só quando o homem já estava dentro do ônibus, indo pra casa, foi que reparou que estavam sozinhos na sala e que o velhinho estava na janela quando a porta fechou. Provavelmente algum dispositivo automático, pensou. Não entendera também aquele "Receio que não". Mas de todo modo, estaria lá no outro dia.&lt;br /&gt;Foi. &lt;br /&gt;Não havia mais plaquinha alguma na porta. Aquele parecia um apartamento qualquer.&lt;br /&gt;No térreo ele indagou para uma senhora que saía do prédio sobre o consultório e o velhinho. Ela disse que morava lá há muito tempo e nunca houve sequer um velhinho morando naquele andar, muito menos um consultório.&lt;br /&gt;"Como não? Eu tenho o cartão aqui!" mostrou o cartão para a senhora que devolveu.&lt;br /&gt;"O Senhor está bem?" indagou.&lt;br /&gt;Ele pegou o cartão de volta. Estava em branco. Nos dois lados.&lt;br /&gt;"Escute" começou a senhora "Eu conheço uns bons médicos aqui do bairro. Se quiser..."&lt;br /&gt;"Não obrigado!" E saiu do prédio confuso.&lt;br /&gt;Tudo aquio era muito estranho para sua compreensão.&lt;br /&gt;Andou pela calçada que estava apinhada de pessoas e vendedores ambulantes, quando viu um velhinho no ponto de ônibus. Era ele. Só podia ser. Correu até ele, mas um ônibus chegava e o velhinho entrou.&lt;br /&gt;O homem não conseguiu entrar e saiu correndo atrás do veículo. Lá dentro, viu o velhinho que vestia roupas de inverno e um chapéu verde musgo. Aquele ser, que novamente possuía um quê divino, acenou para o homem e piscou para ele.&lt;br /&gt;Ele corria atrás do ônibus que não pararia.&lt;br /&gt;Vencido pelo cansaço, parou no meio de um cruzamento e deu uma última olhada para Deus.&lt;br /&gt;Estava triste. Queria conversar mais com Ele. Tanto a aprender. O sentido da vida. A resposta para tudo. Estava triste.&lt;br /&gt;Não entendia bem, mas também estava feliz. Como aquelas coisas alegres que fazem você chorar de tristeza. Assim estava ele, só que ao contrário. Estava triste, e chorava de alegria.&lt;br /&gt;Saiu do cruzamento. Respirou fundo, e foi pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/pordosol.psd.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/carlos.careqa/letras/acho_agora.htm"&gt;"Acho"&lt;/a&gt; de Carlos Careqa: "Acho que fiz meia música pra você... Aceita minha meia música... Desculpa o meu vexame... De fazer meia música pra você..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Quando fiz o texto imaginei o John Cusack fazendo o papel do homem, não sei porque... Mas enfim... O seu "homem" pode ser qualquer um...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112622036948888485?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112622036948888485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112622036948888485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/09/conversando-com-deus.html' title='Conversando com Deus'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112554071241419585</id><published>2005-08-31T22:25:00.000-03:00</published><updated>2005-08-31T23:11:52.426-03:00</updated><title type='text'>Maiêutica das Rosas...</title><content type='html'>&lt;center&gt;Não me encontre num momento impróprio para sorrir,&lt;br /&gt;porque hei de chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como no clichê da Rosa.&lt;br /&gt;Sou Rosa que aparenta beleza quando quer,&lt;br /&gt;quando não, machuca com seus espinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou tão clichê,&lt;br /&gt;sou todo &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num desespero alucinado,&lt;br /&gt;quero me jogar para de repente ficar calado.&lt;br /&gt;E numa branda lucidez,&lt;br /&gt;mantenho a solidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero te ver sorrir.&lt;br /&gt;Comigo...&lt;br /&gt;Como num clichê maior,&lt;br /&gt;seu sorriso me entorpece,&lt;br /&gt;mas teu coração não aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou tão clichê,&lt;br /&gt;sou todo &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero fugir.&lt;br /&gt;Deixar de ser Rosa,&lt;br /&gt;desclichear...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero de repente parar...&lt;br /&gt;E para lá saltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ver a Rosa nascer,&lt;br /&gt;do impossível chão.&lt;br /&gt;Quero nascer e deixar de ser tão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/somente1.gif"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;a href="http://www.djavan.com.br/letras.htm#"&gt;"A Ilha"&lt;/a&gt; com Chico Buarque: "Um facho de luz... Que a tudo seduz por aqui... E um cheiro de amor...Empestado no ar a me entorpecer... Porque seu coração é uma ilha... A centenas de milhas daqui..."&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112554071241419585?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112554071241419585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112554071241419585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/08/maiutica-das-rosas.html' title='&lt;center&gt;Maiêutica das Rosas...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112498793000451355</id><published>2005-08-25T13:24:00.000-03:00</published><updated>2005-08-26T22:09:54.363-03:00</updated><title type='text'>Metalinguagem...</title><content type='html'>&lt;center&gt;Pois quem és tu, criatura?&lt;br /&gt;Perguntou o homem senil que lia tranquilo na praça.&lt;br /&gt;Sou Metalinguagem&lt;br /&gt;Respondeu o poema.&lt;br /&gt;Parece mais um poema&lt;br /&gt;Pois sou poema, só que Metalinguagem&lt;br /&gt;Poesia?&lt;br /&gt;Não, poema.&lt;br /&gt;Se fosse então prosa?&lt;br /&gt;Ainda seria metalinguagem.&lt;br /&gt;És romântico, parnasiano ou realista?&lt;br /&gt;Sou poema, meu caro, Metalinguagem.&lt;br /&gt;Moderno, concreto ou contemporâneo?&lt;br /&gt;Metalinguagem.&lt;br /&gt;Estás sofrendo? Estás feliz?&lt;br /&gt;Tristeza e felicidade me formam, senhor.&lt;br /&gt;És a alma de quem escreve?&lt;br /&gt;Sou linguagem... Metalinguagem...&lt;br /&gt;Tens medo? Ama? Odeia?&lt;br /&gt;Sou o que me forma.&lt;br /&gt;Como?&lt;br /&gt;Sou palavra feita para descrever a palavra...&lt;br /&gt;Então és...&lt;br /&gt;Metalinguagem...&lt;br /&gt;Agora vejo que sou parte de ti e és parte de mim.&lt;br /&gt;Somos ambos Metalinguagem.&lt;br /&gt;Não vamos nos demorar.&lt;br /&gt;Estamos longos.&lt;br /&gt;Não passamos de pensamentos efêmeros...&lt;br /&gt;Saídos da mente de alguém...&lt;br /&gt;Somos isso e aquilo...&lt;br /&gt;Somos tudo...&lt;br /&gt;Metalinguagem...&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;O fim...&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo "Trenzinho Caipira" do grande Heitor Villa Lobos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112498793000451355?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112498793000451355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112498793000451355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/08/metalinguagem.html' title='&lt;center&gt;Metalinguagem...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112432887294735423</id><published>2005-08-17T22:18:00.000-03:00</published><updated>2005-08-17T22:34:32.953-03:00</updated><title type='text'>E lá se foram...</title><content type='html'>Numa feira qualquer de São Paulo.&lt;br /&gt;O barulho de uma moeda caindo é percebido.&lt;br /&gt;Uma senhora deixara o pequeno valor monetário embutido naquele pedaço de aço e níquel escorregar de suas mãos. Idade avançada. Se fosse nos velhos tempos teria buscado furtivamente por sua moeda, ou melhor, algum cavalheiro disporia seu tempo para recuperar a moeda que corria pela rua.&lt;br /&gt;O garoto acabara de comer um pastel e um caldo de cana.&lt;br /&gt;Na realidade foram dois pastéis, um copo de caldo de cana e logo em seguida seu copo foi novamente preenchido com a mais doce e, segundo seu avó, nutritiva garapa.&lt;br /&gt;Seus olhos correram pela rua seguindo o metal.&lt;br /&gt;Vinte e cinco centavos.&lt;br /&gt;A senhora já desistira de procurar.&lt;br /&gt;O garoto pegou a moeda e chamou a velhinha que estava de costas para ele.&lt;br /&gt;A figura idosa, frágil, de alvos cabelos, óculos de armação grossa e olhos claros se espantou. Pegou a moeda e disse:&lt;br /&gt;"Ninguém faria isso hoje em dia. Obrigada. Você é um anjo."&lt;br /&gt;Desconcertado, porém feliz, o garoto foi embora.&lt;br /&gt;O impacto que o olhar da velhinha me causou foi enorme.&lt;br /&gt;Será que nos tempos dela alguém entregaria sua moeda?&lt;br /&gt;O garoto poderia muito bem ter pegado o dinheiro ir embora... Ou simplesmente ir embora.&lt;br /&gt;O garoto não será bonzinho para todo o sempre.&lt;br /&gt;Era inocente.&lt;br /&gt;Infelizmente nasceu num mundo que não foi feito para inocentes.&lt;br /&gt;O ser humano me dá arrepios, calafrios, suspiros ou alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós Post:&lt;br /&gt;Perdi todo o fio da meada...&lt;br /&gt;às vezes acho que só preciso de alguém que diga "Cayo, eu gosto de você pelo que você é, e não pelo que está..."&lt;br /&gt;Alguém que eu saiba que me ama mas que não deixe isso claro...&lt;br /&gt;Dormir é a melhor solução para esse momento depressão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112432887294735423?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112432887294735423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112432887294735423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/08/e-l-se-foram.html' title='E lá se foram...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112379887727749436</id><published>2005-08-11T18:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-11T19:23:42.503-03:00</updated><title type='text'>Pelos momentos...</title><content type='html'>&lt;center&gt;Estava ele &lt;br /&gt;Distraído &lt;br /&gt;Pelas ruas&lt;br /&gt;Não era ouvido&lt;br /&gt;Seria olvido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem deprimido&lt;br /&gt;Estava lá e não sabia&lt;br /&gt;Mas seu coração&lt;br /&gt;Cheio de alegria&lt;br /&gt;Vivendo a tôa&lt;br /&gt;A vida era boa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor perdeu&lt;br /&gt;Amor ganhou&lt;br /&gt;O que era seu&lt;br /&gt;Ninguém achou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca guardou&lt;br /&gt;Magoou&lt;br /&gt;Desencanou&lt;br /&gt;Deseperou&lt;br /&gt;Perdoou&lt;br /&gt;Arrepedendeu&lt;br /&gt;Arrebentou&lt;br /&gt;O coração de quem te amou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem segue tranquilo na rua da vida&lt;br /&gt;Essa rua tem buracos&lt;br /&gt;Tem montinhos tem lombadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adora bolar metáforas...&lt;br /&gt;A tôa!&lt;br /&gt;Vida boa!&lt;br /&gt;Êta medo que o futuro dá!&lt;br /&gt;Minha própria Pasárgada!&lt;br /&gt;Que vontade de ir pra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://images.google.com.br/url?q=http://www.ecoviagem.com.br/imagens/suaaventura/foto2_aventura1dia5.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo &lt;i&gt;&lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/marisa.monte/letras/preciso_me_encontrar.htm"&gt;Preciso Me Encontrar&lt;/a&gt;&lt;/i&gt; com &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/cartola/"&gt;Cartola&lt;/a&gt;: &lt;i&gt;"Deixe-me ir, preciso andar...Vou por aí a procurar...Rir pra não chorar...Quero assistir ao sol nascer...Ver as águas dos rios correr...Ouvir os pássaros cantar...Eu quero nascer, quero viver..."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112379887727749436?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112379887727749436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112379887727749436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/08/pelos-momentos.html' title='&lt;center&gt;Pelos momentos...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112334055865335932</id><published>2005-08-06T12:02:00.000-03:00</published><updated>2005-08-06T17:56:19.866-03:00</updated><title type='text'>Amantes do Modernismo</title><content type='html'>Da série "Vamos plagiar o Modernismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;a href="http://www.geocities.com/grandesencontros/40.htm"&gt;Poema das Minhas Faces&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu nasci, um anjo torto&lt;br /&gt;desses que vivem na sombra&lt;br /&gt;disse: Vai Cayo! ser gauche na vida.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Mundo mundo vasto mundo,&lt;br /&gt;Se eu me chamasse Raimundo&lt;br /&gt;seria apenas um plágio, não seria solução.&lt;br /&gt;Mundo mundo vasto mundo,&lt;br /&gt;mais vasto é meu coração.&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da série "Vamos Brincar de Modernismo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;Poema das Duas Faces&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cara&lt;br /&gt;Coroa&lt;br /&gt;Cara&lt;br /&gt;Coroa&lt;br /&gt;Cara&lt;br /&gt;Coroa&lt;br /&gt;Poucos Caras querem ser Coroas&lt;br /&gt;Mas muitos Coroas dariam tudo para voltarem a ser Caras...&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Série "Relembrando o Passado"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/river.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Frida Kahlo e Diego Rivera&lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os piores erros que Frida Kahlo, &lt;a href="http://www.sedac.rs.gov.br/internas.php?inc=assessoria&amp;cod=1079536767"&gt;Camille Claudel&lt;/a&gt;, Patrícia Galvão, Simone de Beaviour entre outras foram se apaixonar respectivamente por Diego Rivera, Auguste Rodin, Oswald de Andrade, Jean Paul Sartre e outros homens não tão bons quanto elas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da Série "Acabou o Post"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo da Vida... Do que vem e do que vai...&lt;br /&gt;Medo da vida que vem e que vai...&lt;a href="http://rita-lee.letras.terra.com.br/letras/22416/"&gt;"Mas nada disso importa... Vou abrir a porta pra você entrar..."&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e até...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112334055865335932?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112334055865335932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112334055865335932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/08/amantes-do-modernismo_06.html' title='Amantes do Modernismo'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112274585528855123</id><published>2005-07-30T14:01:00.000-03:00</published><updated>2005-07-30T14:56:41.913-03:00</updated><title type='text'>Liberdade Por Libido</title><content type='html'>Aqueles instantes que virariam horas.&lt;br /&gt;Por quase uma hora se seguiu.&lt;br /&gt;Os dedos receosos acariciavam o corpo feminino a Ele preso.&lt;br /&gt;Presos por correntes invisíveis. Correntes de tensão e de prazer.&lt;br /&gt;Os beijos molhados que iam dos lábios ao sempre sensível pescoço.&lt;br /&gt;O prazer.&lt;br /&gt;Enquanto uma mão apertava, a outra contornava suavemente trechos ainda não avaliados.&lt;br /&gt;Havia o receio. &lt;br /&gt;O que era contorno tornou-se um todo.&lt;br /&gt;Os seios tocados traziam a sensação de prazer e liberdade.&lt;br /&gt;Liberdade.&lt;br /&gt;Liberdade que sempre esteve ligada ao prazer.&lt;br /&gt;Sentia-se livre para percorrer outros trechos.&lt;br /&gt;Percorreu. Libertou-se.&lt;br /&gt;Dedos fustigados iniciavam sua nova rota.&lt;br /&gt;Ainda havia certo receio.&lt;br /&gt;Seus lábios desciam além do pescoço.&lt;br /&gt;Aqueles dedos outrora fustigados e receosos dançavam em torno do ventre ainda coberto pela malha da calça. E novamente o que era contorno tornou-se um misto ainda maior de gozo, prazer e, claro, liberdade.&lt;br /&gt;As duas figuras se despedem... Desfrutaram de suas liberdades...&lt;br /&gt;Ainda teriam muito a desfrutar.&lt;br /&gt;Ela o tem sem que Ele queira. Ele a Ela nunca terá.&lt;br /&gt;Não há novidades no prazer e na liberdade que Ela encontrou.&lt;br /&gt;Para Ele o mundo é novo.&lt;br /&gt;Ele lembra e sorri...&lt;br /&gt;Relembra e põe-se a chorar...&lt;br /&gt;Um dos maiores riscos da liberdade e do prazer sem compromisso é o amor.&lt;br /&gt;O risco do amor.&lt;br /&gt;Põe-se a chorar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Ná Ozzetti e André Mehamri em  &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/na.ozzetti/piano.e.voz/nosso_amor.htm"&gt;&lt;i&gt;Nosso Amor: "Nosso amor&lt;br /&gt;Se tornou uma história singular...É só calor e se calar...É só compor sem cantar...Nosso amor se espreguiça...Só quer vadiar...Vai passando os dias sem se entediar...Uma das dúvidas típicas...Que ficam no ar...Como que um amor que não quer nada pode continuar?" &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;e também...&lt;br /&gt;Com os mesmos intérpretes &lt;a href="http://www.mpbnet.com.br/canto.brasileiro/na.ozzetti/piano.e.voz/luz_negra.htm"&gt;&lt;i&gt;Luz Negra: "Sempre só...E a vida vai seguindo assim...Não tenho quem tem dó de mim...Estou chegando ao fim...A luz negra de um destino cruel...Ilumina o teatro sem cor...Onde estou representando o papel...De palhaço do amor"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112274585528855123?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112274585528855123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112274585528855123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/07/liberdade-por-libido.html' title='Liberdade Por Libido'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112232906919063042</id><published>2005-07-25T18:32:00.000-03:00</published><updated>2005-07-25T19:10:01.686-03:00</updated><title type='text'>Nem todos os meus heróis morreram de Overdose...</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.holyshit.blogger.com.br/manuelchicotomvinicius.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Manuel Bandeira, Chico Buarque, Tom Jobim e Vinícius de Moraes no apartamente de Bandeira em 1967&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive um ataque de saudosismo...&lt;br /&gt;Porque antigamente a Arte era feita pelo amor à arte e não por qualquer coisa...&lt;br /&gt;Antigamente, quando as pessoas falavam em mudar, elas realmente falavam em mudar e faziam as coisas mudar e não simplesmente reclamavam da "não-mudança"...&lt;br /&gt;Eu sei que naquele tempo também existiam pessoas apáticas... &lt;br /&gt;Que acreditavam em tudo que a mídia lhes contava...&lt;br /&gt;Nesse post pequeno quero expressar todo o meu medo relacionado a esse niilismo que me atordoa...&lt;br /&gt;Desacreditar no futuro trás algum resultado?&lt;br /&gt;Lutar por algo que nunca vai acontecer dá resultado?&lt;br /&gt;Dá resultado escrever sobre isso?&lt;br /&gt;Tenho medo do que o futuro me guarda mas quero enfrentar seja lá o que vier...&lt;br /&gt;Enfrentar de frente!&lt;br /&gt;Quero chorar de novo!&lt;br /&gt;Quero sorrir!&lt;br /&gt;Quero compor...&lt;br /&gt;Quero tocar e cantar...&lt;br /&gt;Só não me façam parar...&lt;br /&gt;Só não destruam meu pranto...&lt;br /&gt;Nem banalizem meu canto... &lt;br /&gt;Quero chorar pela estrela e a água-viva...&lt;br /&gt;Quero cantar para a moça e para a vida...&lt;br /&gt;Essa angústia passa,&lt;br /&gt;Mas dá medo do passado&lt;br /&gt;do que se passa&lt;br /&gt;e do que vai passar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Ora direis, ouvir estrelas, &lt;br /&gt;certo perdeste o senso&lt;br /&gt;Eu vos direi no entanto:&lt;br /&gt;Enquanto houver espaço, corpo e tempo&lt;br /&gt;e algum modo de dizer não&lt;br /&gt;Eu canto"&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Divina Comédia Humana - Belchior)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo o canto angustiante dos pássaros que não existem ao redor de minha casa...&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112232906919063042?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112232906919063042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112232906919063042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/07/nem-todos-os-meus-heris-morreram-de.html' title='&lt;center&gt;Nem todos os meus heróis morreram de Overdose...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112147112258952927</id><published>2005-07-15T20:17:00.000-03:00</published><updated>2005-07-17T00:54:21.813-03:00</updated><title type='text'>Diário de um Adolescente...</title><content type='html'>Eu gosto de andar de ônibus...&lt;br /&gt;Se não estiver lendo... Olho para a paisagem e penso na vida...&lt;br /&gt;Senão, pego no sono e durmo...&lt;br /&gt;Reparo nas pessoas... Dou lugar pra senhorinha com cara de simpática (e pra não-simpática também).&lt;br /&gt;Jogo minha mochilona no colo e lá vou no ônibus...&lt;br /&gt;Prefiro mil vezes a Janela... A visão é mais panorâmica...&lt;br /&gt;Hoje quando fui comprar meu Jornal a moça da Banca falou que estava sentindo minha falta... Disse que fazia duas semanas que eu não ia lá comprar sempre o último jornal do dia... Isso porque eu sempre compro meio-dia.&lt;br /&gt;Na verdade ela estava com saudades dos meus R$2,50...&lt;br /&gt;E lá fui eu hoje novamente tentar comprar meu Violão... Na verdade foi minha mãe quem foi, mas ela não conseguiu porque deu um aproblema no cartão dela... Enfim...&lt;br /&gt;Eu preciso desse violão... Meu sonho de consumo dessas férias...&lt;br /&gt;Um bom Eagle preto com cordas de Nylon...ai...ai...&lt;br /&gt;Mas parece que Deus não está colaborando!&lt;br /&gt;Nossa! Como se Ele fosse o culpado...&lt;br /&gt;Quem sabe...&lt;br /&gt;Mas esse post está muito pessoal... O que aconteceram com os poemas, os contos, as anedotas?&lt;br /&gt;Não! Hoje não... Só queria usar esse diário digital justamente por causa do nome dele...&lt;br /&gt;Diário...&lt;br /&gt;Eu tenho um sério problemas com as mulheres...&lt;br /&gt;Todas elas são muito diferentes...&lt;br /&gt;Mas isso é mero detalhe...&lt;br /&gt;O post já deu o que tinha que dar...&lt;br /&gt;O trabalho?&lt;br /&gt;Está indo... É férias... Então quase não tem alunos aqui na escola (para os que chegaram agora, eu trabalho numa escola de Inglês...)&lt;br /&gt;A Escola?&lt;br /&gt;Estou torcendo para que as férias não acabem!&lt;br /&gt;Odeio regras escolares... Mesmo...&lt;br /&gt;O coração?&lt;br /&gt;Vai bem obrigado... Se quiser deixar recado... Faça-o depois do Beep...&lt;br /&gt;Beep...&lt;br /&gt;Que livro estou lendo?&lt;br /&gt;A série do Guia do Mochileiro das Galáxias... Só pra descontrair...&lt;br /&gt;Indo no cinema?&lt;br /&gt;Sempre que der...&lt;br /&gt;E as férias?&lt;br /&gt;Estão indo...&lt;br /&gt;Não me estresso mais...&lt;br /&gt;Agora só estou esperando meu violão novo aparecer...&lt;br /&gt;Daí eu estou feito...&lt;br /&gt;É isso amigos... &lt;br /&gt;Até mais... Nem precisa comentar... Não sou mais escravo disso... Ou sou?&lt;br /&gt;Enfim...&lt;br /&gt;Abraços...&lt;br /&gt;Semana que vem eu posto uma reflexão filosófica sobre a razão do Universo não girar em torno de mim...&lt;br /&gt;Até...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo o bom e velho &lt;i&gt;João Gilberto&lt;/i&gt; em &lt;i&gt;Aos Pés da Cruz&lt;/i&gt;: "Aos pés da santa cruz você se ajoelho...Em nome de Jesus um Grande Amor você jurou... Jurou mas não cumpriu... Fingiu e me enganou... Pra mim você mentiu... Pra Deus você pecou... "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112147112258952927?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112147112258952927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112147112258952927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/07/dirio-de-um-adolescente.html' title='Diário de um Adolescente...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112100301216794633</id><published>2005-07-10T10:23:00.000-03:00</published><updated>2005-07-10T13:07:21.166-03:00</updated><title type='text'>Pranto de Inverno</title><content type='html'>&lt;center&gt;No inverno&lt;br /&gt;Os lábios secam&lt;br /&gt;O peito seca&lt;br /&gt;O fundo coração se seca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não seca o rio&lt;br /&gt;Que chora pelas águas que já se foram&lt;br /&gt;e chora pelas margens que não mais te envolvem&lt;br /&gt;Que choras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas teu pranto seca&lt;br /&gt;Seca teu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seca de raiva&lt;br /&gt;Seca de dor&lt;br /&gt;Seca de orgulho&lt;br /&gt;Seca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que o inverno passe&lt;br /&gt;Eles choram&lt;br /&gt;Pela dor&lt;br /&gt;Pelo tão falado&lt;br /&gt;(mas não equecido)&lt;br /&gt;Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://temavondo.blogs.sapo.pt/arquivo/103_141.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pra constar...&lt;br /&gt;Ontem completaram-se 25 anos da morte de &lt;a href="http://www.releituras.com/viniciusm_bio.asp"&gt;Vinícius de Moraes&lt;/a&gt;... Poeta de Amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/viniciusdemoraes.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural.  Eu queria ter sido Vinicius de Moraes."&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/center&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo: &lt;i&gt;Because&lt;/i&gt; dos &lt;i&gt;Beatles&lt;/i&gt; com &lt;i&gt;Ná Ozzetti e André Mehmari&lt;/i&gt; "Because de wind is high... It blows my mind... Because de sky is blue... It makes me cry..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112100301216794633?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112100301216794633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112100301216794633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/07/pranto-de-inverno.html' title='&lt;center&gt;Pranto de Inverno&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-112017674910365288</id><published>2005-06-30T20:30:00.000-03:00</published><updated>2005-07-02T09:56:47.020-03:00</updated><title type='text'>No futuro...</title><content type='html'>Creio que alguém já perguntou pra você o que quer ser ou fazer quando crescer.&lt;br /&gt;Sempre aquela tia de tamanho descomunal pegava você no colo e indagava "O que o sobrinho favorito da tia quer ser quando crescer?" Mero detalhe o fato de que você era o único sobrinho.&lt;br /&gt;Em noites frias de inverno em que temos tudo para dormir aconchegados nas cobertas somos golpeados por tais pensamentos que acarretam na mais profunda porém de certo ponto de vista saudável insônia.&lt;br /&gt;Peguemos alguns exemplos.&lt;br /&gt;Imaginemos a tia de tamanho descomunal de Sócrates com o pequeno no colo.&lt;br /&gt;"O que que quer ser quando crescer?" &lt;br /&gt;"O que VOCÊ quer ser quando crescer titia?" rebate o jovem e ainda complementa "Aliás... O que é crescer na sua concepção de crescer? Uma pessoa crescida é de fato uma pessoa amadurecida?"&lt;br /&gt;E talvez Nietzsche.&lt;br /&gt;"Ser não pode ser resumido assim de forma tão concisa. Afinal, crescer significa envelhecer. Na medida que envelhecemos, evoluímos, porém nunca alcançaremos um estado absoluto da felicidade..."&lt;br /&gt;Freud.&lt;br /&gt;"Quero minha mãe..."&lt;br /&gt;Hitler.&lt;br /&gt;"Não conta pra ninguém titia?"&lt;br /&gt;Sartre.&lt;br /&gt;"Crescer? Ser? O Ser é? O Não Ser é ou não é?"&lt;br /&gt;Picasso.&lt;br /&gt;"Titia! Deixa disso e vire de lado... Sim... Agora de frente... Nossa! Quantas visões diferentes..."&lt;br /&gt;Machado de Assis.&lt;br /&gt;"Machado de Assis"&lt;br /&gt;Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;"Um momento, Sra... Ele volta em cinco minutos..."&lt;br /&gt;Bush.&lt;br /&gt;"Titia! Não acha que está fazendo perguntas demais? Assim parece que você não está satisfeita comigo... É isso? Precisamos restaurar a paz entre os familiares! Mamãe!! Traga a faca de cozinha pro favor?"&lt;br /&gt;Dizem que todas essas tias não deram muito valor ao que disseram.&lt;br /&gt;Quando a Tia suprema. A Tia Transcedental. Também imensa, é claro, porque afinal era A Tia.&lt;br /&gt;Quando a Tia de Deus botou o ainda jovem no colo e perguntou esse respondeu:&lt;br /&gt;"Tenho grandes planos titia. E acho que vou tirar dez naquele planetinha que criei para a feira de ciências do colégio... Quem sabe um arquiteto..."&lt;br /&gt;Além dessas ilustres celebridades, outros também foram questionados.&lt;br /&gt;A Atendente de Telemarketing.&lt;br /&gt;"Estarei enviando a sua resposta e em bree estarei entrando em contato com você, titia."&lt;br /&gt;O faxineiro do condomínio.&lt;br /&gt;"Jogador de Futebol"&lt;br /&gt;O Jogador de Futebol.&lt;br /&gt;"Trabalhar na firma que nem meu pai."&lt;br /&gt;A caixa do super mercado.&lt;br /&gt;"Bailarina"&lt;br /&gt;A Dona de Casa.&lt;br /&gt;"Executiva"&lt;br /&gt;O Cobrador de Ônibus.&lt;br /&gt;"Contador"&lt;br /&gt;A Bailarina.&lt;br /&gt;"Bailarina"&lt;br /&gt;E assim foi. Assim será.&lt;br /&gt;A Tia enorme perguntará. Eles responderão.&lt;br /&gt;Nessa grande dança da vida onde quem não sabe dançar tenta cantar sem parar. Mas não entende por que a vida não pode assim nos levar. Só para amar.&lt;br /&gt;E tentar ser um pouco feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-112017674910365288?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112017674910365288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/112017674910365288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/06/no-futuro.html' title='No futuro...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111931267085957591</id><published>2005-06-20T20:32:00.000-03:00</published><updated>2005-06-20T23:01:26.736-03:00</updated><title type='text'>Manhã de Segunda Feira</title><content type='html'>Esperava o ônibus. Lá longe vinham duas luzes pequeninas. Era ele, tinha de ser.&lt;br /&gt;O vento gelado da madrugada que correra por todos os lados cortava-lhe agora a face já fria. Um arrepio. Alguém se aproximava. Uma senhora que tomava à frente para entrar no ônibus que ainda não chegara. No horizonte cinzento já era possível divisar céu e terra. Um anel alaranjado começava a contornar as nuvens, mas ainda estava escuro.&lt;br /&gt;Sua mente começava a criar situações enquanto o ônibus não chegava no seu ponto.&lt;br /&gt;Um carro parava e de dentro uma voz pedia que entrasse. Entraria e partiria numa missão para salvar o presidente duma tentativa de homicídio.&lt;br /&gt;O ônibus que estava próximo cairia num buraco deslizaria barranco abaixo livrando-o da morte certa.&lt;br /&gt;A senhora que se afoitava para entrar no ônibus sofreria uma parada cardíaca e ele a levaria ao hospital mais próximo. Salvaria a vida da pobre mulher e descobriria que esta era muito rica e o recompensaria com uma quantia generosa de dinheiro.&lt;br /&gt;Sentaria ao lado de uma garota diferente de todas aquelas que ele sempre via no intinerário e começaria a conversar com ela. Descobriria o amor.&lt;br /&gt;Das nuvens alaranjadas surgiriam raios e deles viria uma nave gigantesca e ameaçadora que chamaria alguns dos terráqueos para conhecer tudo sobre sua espécie, e ele seria um desses.&lt;br /&gt;Uma fenda gigantesca se abriria no chão e de longe viriam o quatro cavaleiros do Apocalipse. Chegava o juízo final.&lt;br /&gt;Deus viria de uma das nuvens alaranjadas, pararia em sua frente e diria "Você acha que é fácil manter tudo isso de pé?" &lt;br /&gt;Descobriria que pode voar ou correr na velocidade da Luz e assim começaria a ajudar o Mundo e, é claro, chegar pontualmente no serviço.&lt;br /&gt;O ônibus parou exatamente em sua frente. A senhora logo se adiantou para entrar primeiro. Nada de ataque cardíaco. Nada de acidente. Subira e percebera que deveria ir de pé. Pagou a passagem e foi para o fundo. Nenhuma garota diferente. &lt;br /&gt;Obseravava o já visível nascer do Sol. Nada de Deus, nem disco voador nem cavaleiros do Apocalipse. Espere! Um raio! Não, foi só imaginação.&lt;br /&gt;Apesar do frio matinal o calor dentro do veículo era insuportável.&lt;br /&gt;Não teve tempo para criar histórias diversas para os personagens que sempre encontrava.&lt;br /&gt;Descera. Olhara no relógio. Atrasado novamente. Nada de velocidade da Luz, nada de voar. &lt;br /&gt;Só mais uma manhã de segunda feira, como todas as outras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.holyshit.blogger.com.br/onibus.gif"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ouvindo &lt;i&gt;Berimbau&lt;/i&gt; de Vinícius de Moraes e Baden Powel: "Capoeira que é bom não cai e se um dia ele cai, cai bem...Capoeira me mandou dizer que já chegou...Chegou para lutar...Berimbau me avisou...Vai ter briga de amor...Tristeza camará..."&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111931267085957591?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111931267085957591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111931267085957591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/06/manh-de-segunda-feira.html' title='Manhã de Segunda Feira'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111859626099820325</id><published>2005-06-12T14:04:00.000-03:00</published><updated>2005-06-12T14:11:01.006-03:00</updated><title type='text'>Fechado Para Fim de Bimestre...</title><content type='html'>Caros amigos...&lt;br /&gt;Chega o fim de bimestre...&lt;br /&gt;A Química volta a me aterrorizar...&lt;br /&gt;Os trabalhos a importunar...&lt;br /&gt;As preocupações a toda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o melhor...&lt;br /&gt;Depois disso vem as férias, vem cinema, vem livros que poderei ler sem ser por obrigação, vem teatro, vem almoço na casa dos amigos...&lt;br /&gt;Ok... Ainda estarei trabalhando, mas pelo menos serão férias...&lt;br /&gt;Enquanto isso...&lt;br /&gt;Perdoem-me, mas estou &lt;b&gt;Fechado Para Fim De Bimestre...&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe eu num posto algum poema nesses dias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços e até mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejem-me sorte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final eu repasso aqui o relatóriod e danos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111859626099820325?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111859626099820325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111859626099820325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/06/fechado-para-fim-de-bimestre.html' title='Fechado Para Fim de Bimestre...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111767819298870529</id><published>2005-06-01T22:35:00.000-03:00</published><updated>2005-06-03T10:19:51.626-03:00</updated><title type='text'>Cadeia Musical...</title><content type='html'>Martin Pawley do &lt;a href="http://pawley.blogalia.com" class="link" target="_blank"&gt;Días Estranhos&lt;/a&gt; me encadeou e agora vos encadeio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tamanho total dos Arquivos no Meu Computador:&lt;/b&gt; 189 MB no momento... Eu costumo gravar nos CDs mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Último CD que comprei:&lt;/b&gt; hummm... &lt;a href="http://www.palavracantada.com.br/final/cds_detalhes.aspx?idCD=19" class="link" target="_blank"&gt;Canções de Ninar&lt;/a&gt; do Palavra Cantada... Dá um sono mas é tão gostoso de ouvir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Canção que estou escutando:&lt;/b&gt; &lt;i&gt;Você Não Sabe Amar&lt;/i&gt; com João Gilberto (Você não sabe amar, meu bem... Não sabe o que é sofrer... O nosso amor chegou ao fim e foi melhor assim... Eu esperava, você também que fosse esse seu fim...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cinco canções que eu escuto muito e que têm um significado para mim:&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Insensatez&lt;/b&gt; com João Gilberto ou Nara Leão &lt;i&gt;(Ah! Insensatez... Que você fez coração mais sem cuidado... Fez chorar de dor o seu amor, um amor mais delicado...)&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sinhazinha (Despertar)&lt;/b&gt; com Mônica Salmaso &lt;i&gt;(Tá na hora de acordar... Tá na idade de querer... Namorado pra casar... Casamento pra sofrer... A cabeça pra dançar... E a vontade de morrer... Disco novo pra rodar... Vinho branco pra esquecer...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quando o Carnaval Chegar&lt;/b&gt; com, é claro, Chico Buarque &lt;i&gt;(Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não seisambar... Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tigresa&lt;/b&gt; com Maria Bethânia &lt;i&gt;(Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel... Uma mulher, uma beleza que me aconteceu...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Coração Leviano&lt;/b&gt; com Teresa Cristina ou Clara Nunes ou Paulinho da Viola &lt;i&gt;(Trama em segredo teus planos... Parte sem dizer adeus... Nem lembra dos meus....desenganos... Fere quem tudo....perdeu... Ah!...Coração leviano... Não sabe o que fez... do... meu...)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e muitas outras que até colocaria quebrando a regra dos cinco mas tudo bem... Faltou aí uma Elis, uma Nana Caymmi ou um Dorival... enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Cinco pessoas par aquem passo a cadeia e pediria se não fosse muito incômodo que a fizessem tb... =P :&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://magadoid.blogger.com.br" class="link" target="_blank"&gt;Maga do ID&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diariodanormandia.blogspot.com/" class="link" target="_blank"&gt;Diário da Normandia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://poutrolado.zip.net/" class="link" target="_blank"&gt;Por Outro Lado&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://aestrelafala.blogspot.com/" class="link" target="_blank"&gt;A Estrela Fala&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://missmurta.blogger.com.br/" class="link" target="_blank"&gt;Karina&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;...mais duas vai...&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://coisasdezuliani.weblogger.com.br" class="link" target="_blank"&gt;Coisas de Zuliani&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://learningfromart.blogspot.com/" class="link" target="_blank"&gt;Learning From Art&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta luego...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111767819298870529?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111767819298870529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111767819298870529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/06/cadeia-musical.html' title='Cadeia Musical...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111703166304398822</id><published>2005-05-25T11:18:00.000-03:00</published><updated>2005-05-25T11:49:21.316-03:00</updated><title type='text'>Despoetado</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;br /&gt;Pra ser poeta&lt;br /&gt;é preciso despoetar&lt;br /&gt;Deixar de ser poeta&lt;br /&gt;Olhar o mundo como todos&lt;br /&gt;depois ficar deprimido&lt;br /&gt;e escrever,&lt;br /&gt;daí sim&lt;br /&gt;Poetar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste é despoetar&lt;br /&gt;Difícil é deixar de ser despoeta&lt;br /&gt;Perdi os rumos deste poema&lt;br /&gt;Despoetei-me tanto que&lt;br /&gt;deixei de ser poeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que poeta que é poeta&lt;br /&gt;busca o sentido do amor?&lt;br /&gt;Nenhum poeta aprendeu a amar&lt;br /&gt;Poetas observam&lt;br /&gt;Poetas poetam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só é poeta aquele que poeta e despoeta&lt;br /&gt;Só é poeta aquele que corre no lápis um lamento&lt;br /&gt;sobre a pétala que inevitavelmente se soltou da flor&lt;br /&gt;Poética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para poetar é preciso entender que rumando para frente&lt;br /&gt;estamos rumando para a morte&lt;br /&gt;para a morte despoetada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que todas a mortes tenhm poesia&lt;br /&gt;Poetêmo-nos, despoetas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêmo-nos as mãos e vamos sair,&lt;br /&gt;pra ver o Sol...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Que vontade de chorar...&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ouvindo Maria Bethânia - Que Falta Você Me Faz - Músicas de Vinícius de Moraes...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111703166304398822?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111703166304398822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111703166304398822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/05/despoetado.html' title='&lt;center&gt;Despoetado&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111687348682838033</id><published>2005-05-23T14:16:00.000-03:00</published><updated>2005-05-23T16:03:25.223-03:00</updated><title type='text'>Mudar...</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;font size="5"&gt;Quero &lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;mudar &lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="3"&gt;pra &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;melhor&lt;/font&gt;&lt;font size="1"&gt;...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;Vida, &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;marasmo, &lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;sono,&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="2"&gt;mesmo, &lt;/font&gt;&lt;font size="1"&gt;mesmo...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="5"&gt;Claro,&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="4"&gt;isso &lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;também &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;foi &lt;/font&gt;&lt;font size="1"&gt;desculpa&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="1"&gt;para &lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;fazer &lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;esse &lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;jogo &lt;font size="5"&gt;de &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="6"&gt;letras...&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font size="5"&gt;A&lt;/font&gt;&lt;font size="4"&gt;t&lt;/font&gt;&lt;font size="3"&gt;é&lt;/font&gt;&lt;font size="2"&gt;...&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo - &lt;a href="http://geocities.yahoo.com.br/bossanovaonline/triste.htm"&gt;&lt;i&gt;Triste&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, com João Gilberto: &lt;i&gt;"Triste é viver na solidão... Na dor cruel de uma paixão... Triste é saber que ninguém pode viver de ilusão..."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111687348682838033?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111687348682838033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111687348682838033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/05/mudar.html' title='&lt;marquee&gt;&lt;b&gt;&lt;font size=&quot;6&quot;&gt;M&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;5&quot;&gt;u&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;4&quot;&gt;d&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;a&lt;/font&gt;&lt;font size=&quot;2&quot;&gt;r...&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/marquee&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111601208734156664</id><published>2005-05-13T15:39:00.000-03:00</published><updated>2005-05-14T15:39:40.546-03:00</updated><title type='text'>Num Jogo de Xadrez</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Em algum lugar distante de Minas Gerais, &lt;a href="http://www.cayo.blogger.com.br/Dru-f03.jpg"&gt;Carlos&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; e &lt;a href="http://www.cayo.blogger.com.br/pessoa01.jpg"&gt;Fernando&lt;/a&gt; jogavam xadrez.&lt;br /&gt;Todo aquele jogo estratégico e demorado faria qualquer um dormir nos três primeiros lances, já que cada jogador, bastante experientes, por sinal, demoravam longos minutos até que o parceiro pudesse revidar o passe.&lt;br /&gt;Passadas algumas horas, sem que nenhum murmurasse um só som de exaustão ou fadiga, diante do canto dos pássaros, da imensidão do castanheiro que lhes fazia sombra e do cascatear da água dum riacho que alí corria próximo, Fernando sussurrou para o amigo:&lt;br /&gt;"Que bela jogada, Carlos."&lt;br /&gt;"Eu venho estudando esta desde meu último jogo com o &lt;a href="http://www.cayo.blogger.com.br/manuel_bandeira.jpg"&gt;Manuel&lt;/a&gt;, no qual e perdi, aliás." respondeu.&lt;br /&gt;"E por falar nele, por onde anda o pequeno?"&lt;br /&gt;"&lt;a href="mms://www2.tvcultura.com.br/provoca/media/167-poesia-manuelbandeira.asf"&gt;Foi-se embora.&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;"Para onde?"&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.releituras.com/mbandeira_pasargada.asp"&gt;Pasárgada, eu creio... Dizem que lá ele é amigo do Rei...&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;"É...Ouvi falar" voltou a fitar o tabuleiro e reclamou "Ora, Carlos! Não há escapatória! Se pulo para a direita os peões me pegam, se vou para o meio me atacam de ambos os lados e se vou pra esquerda fico na mesma. Não vale a pena..."&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.grijalvo.com/Citas/b_Pessoa_Mar_portugues.htm"&gt;Tudo vale a pena...&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;"Se a alma não é pequena... Sim! Sim! Essa eu conheço bem..."&lt;br /&gt;"Então"&lt;br /&gt;Fernando foi para a esquerda. Perdeu seu cavalo. Interpelou:&lt;br /&gt;"Nunca mais faço uma dessas..."&lt;br /&gt;"Nunca mais" retribuíu Carlos "Isso me lembra um amigo seu..."&lt;br /&gt;"O &lt;a href="http://www.cayo.blogger.com.br/edPoe.jpg"&gt;Edgar&lt;/a&gt;? Pois é... Grande figura!"&lt;br /&gt;"Por onde anda?"&lt;br /&gt;"Da última vez que o vi me contou umas histórias... Disse que estava uma vez lendo em sua biblioteca quando ouviu o que parecia o som de algúem que batia levemente a seus portais. Era &lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/921.html"&gt;uma visita que estava batendo aos seus umbrais.&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;"E então?" perguntou Carlos curioso.&lt;br /&gt;"É só isto, e nada mais."&lt;br /&gt;"Não tinha uma ave nessa história? E quando mais você o viu?"&lt;br /&gt;"Nunca mais..." Fernando resignou-se a responder.&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.insite.com.br/art/pessoa/coligidas/trad/theraven.html"&gt;Nunca mais&lt;/a&gt;" Assentiu Carlos e depois lembrou "Sua vez..."&lt;br /&gt;"Olhe... &lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/cda.htm#nausea"&gt;Uma flor nasceu&lt;/a&gt;..."&lt;br /&gt;"Onde?" Interessou-se Carlos virando para trás.&lt;br /&gt;Fernando trocou algumas pedras do tabuleiro.&lt;br /&gt;"Alí... Atrás daquele tronco, perto do riacho!"&lt;br /&gt;"Deve estar ficando louco..." Disse balançando a cabeça...&lt;br /&gt;"Garanto que uma flor nasceu. É feia. Mas é realmente uma flor."&lt;br /&gt;"Entendo" voltou a fitar o tabuleiro. A grossa armação trazia dois pequenos olhos castanhos que se arregalaram. De súbito, Carlos, com o bispo, comeu o cavalo de Fernando, e logo em seguida comeria mais três peões.&lt;br /&gt;"Mas é um absurdo" Reclamou Fernando.&lt;br /&gt;"Questão de técnica" Respondeu Carlos calmamente como todo bom mineiro, e ainda sugeriu que Fernando deveria parar de jogar consigo mesmo, já que não aprendia novas jogadas, e ele respondeu como se tivesse ouvido a pior coisa do mundo:&lt;br /&gt;"Mas veja bem, meu amigo. &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~magno/reis.htm"&gt;Ricardo&lt;/a&gt; joga como ninguém, &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~magno/campos.htm"&gt;Álvaro&lt;/a&gt; tem lá suas agonias e é um tanto apressado mas já ganhou de mim algumas vezes. Pena &lt;a href="http://www.cfh.ufsc.br/~magno/caeiro.htm"&gt;Alberto&lt;/a&gt; não saber jogar, aliás, nem se preocupa em." E como se o assunto alí tivesse terminado por completo Fernando perguntou "E aquele seu amigo, o &lt;a href="http://www.cayo.blogger.com.br/mario.jpg"&gt;Mário&lt;/a&gt;?"&lt;br /&gt;"O &lt;a href="http://www.feranet21.com.br/livros/resumos_ordem/pauliceia_desvairada.htm"&gt;Desvairado&lt;/a&gt;?"&lt;br /&gt;"Esse mesmo. Que fim levou o sujeito?"&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.angelfire.com/mn/macunaima/"&gt;Acho que foi pra Pernambuco e pulou na Venezuela para então se embrenhar no meio do mato amazônico.&lt;/a&gt;" pensativo, olhando para o céu "Subiu num cipó e foi parar nas estrelas. Deve ter virado um desses astros que ainda brilham mesmo quando &lt;i&gt;Vei&lt;/i&gt; invade a noite com suas luzes"&lt;br /&gt;"Cheque" Jogou Fernando sem exaltações.&lt;br /&gt;"Mas como?" Pasmou Carlos.&lt;br /&gt;"Questão de técnica, meu amigo, técnica." Zombou.&lt;br /&gt;Mineiro que era, Carlos aceitou a derrota, cumprimentou o adversário e o chamou para apreciar o poente.&lt;br /&gt;Juntos se emocionaram enquanto os raios solares alaranjados mesclavam-se às nuvens, às montanhas e aos corações dos dois amigos.&lt;br /&gt;A noite começava a invadir o dia. O castanheiro, o riacho, o tabuleiro sumiam diante da escuridão. Lá longe ainda era possível distinguir pequenas casinhas que acendiam suas fracas luminárias incadescentes. E junto com o dia, Carlos e Fernando iam desaparendo, desaparecendo, até se tornarem uma leve bruma que logo foi dissipada pelo ar.&lt;br /&gt;Pôde-se ouvir a fraca voz de Carlos dizendo&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://biblioweb.dgsca.unam.mx/horizonte/brasil/drumm6.html"&gt;Eta vida besta, meu Deus&lt;/a&gt;" e Fernando complementou&lt;br /&gt;"&lt;a href="http://www.expressoes.com.br/poesia/poesia307.htm"&gt;As coisas&lt;/a&gt; não têm significação, Carlos, têm existência. &lt;a href="mms://www2.tvcultura.com.br/provoca/media/161-poesia-albertocaeiro.asf"&gt;As coisas são o único sentido oculto das coisas!&lt;/a&gt;"&lt;br /&gt;Após toda aquela cena pitoresca sumiram. Mas voltariam. Voltariam com outros. Sempre estariam alí. No ar, no riacho, no tabuleiro, no castanheiro, nas coisas. Sempre estariam. Sempre estarão.&lt;br /&gt;Eles estão...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/pessoadrummond.JPG"&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111601208734156664?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111601208734156664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111601208734156664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/05/num-jogo-de-xadrez.html' title='&lt;a href=&quot;http://www.secrel.com.br/jpoesia/fpesso26.html&quot; class=&quot;link&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;Num Jogo de Xadrez&lt;/a&gt;&lt;br&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111515651243527465</id><published>2005-05-03T18:35:00.000-03:00</published><updated>2005-05-03T18:44:32.600-03:00</updated><title type='text'>Além do Travesseiro</title><content type='html'>Colocava exausto a cabeça no travesseiro e esperava uns minutos.&lt;br /&gt;Adormecia e acordava do outro lado. E lá começava um novo dia.&lt;br /&gt;Porém lá tudo era mais etéril, mais efêmero e um tanto difuso. Quando lá lhe perguntavam como tinha sido a noite, ele respondia que que tinha sido terrível.&lt;br /&gt;Os pesadelos não paravam.&lt;br /&gt;Lá dizia que todas as noites sonhava com um mundo em que as pessoas se preocupavam demais com as coisas, que não tinham tempo pra nada e que não queriam amar...&lt;br /&gt;Os amigos consolavam. Diziam que um dia estes pesadelos acabariam.&lt;br /&gt;Mas não acabavam.&lt;br /&gt;Lá teve um bom dia. Conversou com os seus colegas, discutiu a existência de mundos paralelos, comeu frutos tirados diretos do pé, amou a mulher que amava, tomou banho num límpido riacho e aproveitou o ócio da tarde.&lt;br /&gt;Enquanto apreciava numa rede a tênue claridade crepuscular chochilou por alguns intantes lá e acordou aqui.&lt;br /&gt;Olhou para o relógio e viu que ainda lhe faltavam algumas horas. Voltou a dormir e acordou na rede quando já estava escuro.&lt;br /&gt;Aproveitou as últimas horas da melhor maneira que lhe cabia. Colocou levemente a cabeça no travesseiro. Adromeceu.&lt;br /&gt;Quando os amigos lhe perguntaram como foi a noite.&lt;br /&gt;Respondeu que preferia não ter acordado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Eu sempre achei que quando a gente dorme vai pra outra dimensão... E que lá é a realidade e aqui é o pesadelo... Isso é muito Sartre...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Não, eu não estou depressivo, mas esse mundo me cansa às vezes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ouvindo "Parafuso" da "Orquestra Popular de Câmara"...&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111515651243527465?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111515651243527465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111515651243527465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/05/alm-do-travesseiro.html' title='&lt;b&gt;Além do Travesseiro&lt;/b&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111447151977458138</id><published>2005-04-25T19:37:00.000-03:00</published><updated>2005-04-27T18:02:31.620-03:00</updated><title type='text'>Malditas Épocas em que o Título do Post é Maior que o Próprio Post...</title><content type='html'>Pouca... Muito pouca inspiração...&lt;br /&gt;Muitas preocupações... Infelizmente todas escolares...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111447151977458138?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111447151977458138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111447151977458138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/04/malditas-pocas-em-que-o-ttulo-do-post.html' title='Malditas Épocas em que o Título do Post é Maior que o Próprio Post...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111402919158215952</id><published>2005-04-20T17:16:00.001-03:00</published><updated>2005-04-20T17:33:11.586-03:00</updated><title type='text'>Além Lírios</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/imensidao.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhai à frente, Senhores!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhai adiante!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhai!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perceba, escute e viva além.&lt;br /&gt;Disse o profeta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;"Olhai os Lírios do Campo"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Olhai além também,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além dos Lírios, das Rosas e Tulipas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além&lt;br /&gt;Não esperem o Sol que nasce no oeste!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A chuva que cai sem ter nuvem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A pluma que voa sem vento!&lt;br /&gt;Disse o poeta:"Navegar é Preciso"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Naveguemos além do (im)possível&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem se preocupar...Só viver além&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além mar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem desalentos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sem porém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amém (do latim)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Amem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O além...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111402919158215952?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111402919158215952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111402919158215952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/04/alm-lrios.html' title='&lt;center&gt;Além Lírios&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111343253554417483</id><published>2005-04-13T19:16:00.000-03:00</published><updated>2005-04-13T19:57:02.876-03:00</updated><title type='text'>Post Do Eu Sozinho...</title><content type='html'>&lt;center&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Hoje não acordei escasso, e sim triste...&lt;br /&gt;Não, eu não sei porque...&lt;br /&gt;Acordei, sai, voltei...&lt;br /&gt;Triste...&lt;br /&gt;Não é amor. É algo menos egoísta.&lt;br /&gt;Não que esteja falando que o amor é coisa egoísta.&lt;br /&gt;É claro também que depois de algumas desilusões, um grande amor viria a calhar...&lt;br /&gt;Mas ainda não... Deve ser coisa mais profunda o que sinto... Sono, angústia, medo, enfim...&lt;br /&gt;Onde foi parar aquele amor singelo? Aquele amorzinho simples, sem intrigas e medos...&lt;br /&gt;O amor do olhar, do sentir... Onde foi? Para onde foi?&lt;br /&gt;Seria errado dizer que amor não existe nem sequer existiu?&lt;br /&gt;Oh, vã mente desconexa e infantil a dos humanos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou parado, fitando a vida como se esta fosse um mero acidente de Deus. Fitava de tal modo que não sabia se fitava. Ouvia música e seus olhos enchiam-se de lágrimas. Não sabia o porquê.&lt;br /&gt;Fitava as nuvens, as folhas, o ar. Só parou de chorar quando a música cessou e ele começou a se identificar.&lt;br /&gt;Voltou a chorar. E queria gritar!&lt;br /&gt;Queria chorar alto mas não podia.&lt;br /&gt;Mas ainda não queria morrer. Só queria viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Detesto carpe diem... Mas sempre me emociono com eles...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoem-me a escassez do post, mas é que, de fato, alguma coisa acontece no meu coração, apesar de eu não estar cruzando a Ipiranga com a Aveninda São João...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/ipirangasaojoao.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Ouvindo Vanessa da Mata "Ela x Ele na Cidade sem Fim": "Ela não tem preço...Nem vontade...Ela não tem culpa...Nem falsidade...Ela não sabe me amar..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Se você entendeu tudo que acabei de dizer&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Então é porque me interpretei mal.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111343253554417483?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111343253554417483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111343253554417483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/04/post-do-eu-sozinho.html' title='&lt;center&gt;Post Do Eu Sozinho...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111300404716548702</id><published>2005-04-08T20:47:00.000-03:00</published><updated>2005-04-08T21:16:17.376-03:00</updated><title type='text'>És melhor que isto</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos em que a gente chora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ revigora ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos em que a gente ri&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ para ti ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos em que esquecemos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ de sorrir ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos em que demora&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ a gente chora ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Há momentos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ lentos ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;em que deixamos de pensar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ amar ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;deixamos de viver&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ sofrer ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ninguém tem mais o que perder&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[ viver ]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Levanta-te e anda!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque tu és melhor que isto!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Levanta-te e esquece!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Levanta-te!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque tu estarás sempre do teu lado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;No mais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;És melhor que isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111300404716548702?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111300404716548702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111300404716548702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/04/s-melhor-que-isto.html' title='&lt;center&gt;És melhor que isto&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111249706661812886</id><published>2005-04-02T23:17:00.000-03:00</published><updated>2005-04-02T23:57:46.620-03:00</updated><title type='text'>Gauche na Vida</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O jovem garoto na rua, sentado, calado, admirado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vê as pernas das moças de louça e não pode pegar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica aflito pensando que rumo sua vida vai levar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O moço na frente, contente, valente, sem pente, ausente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nas moças deixa seu cheiro, seu jeito, seu peito inteiro a chorar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Das moças os jeitos, trejeitos, deleitos só passa a lembrar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica aflito pensando que rumo sua vida vai levar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Que rumo sua vida vai tomar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sabe o que pensar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Foi ser &lt;i&gt;gauche&lt;/i&gt; na vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/solidao.jpg" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;i&gt;Ouvindo "Abololô" de Marisa Monte: "Abololô...Abololô...E a saudade vem...Vem pra me dizer que no peito há vazio, há falta de alguém...Gente que foi e que chora...Alguém que foi embora..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111249706661812886?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111249706661812886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111249706661812886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/04/gauche-na-vida.html' title='&lt;center&gt;&lt;i&gt;Gauche&lt;/i&gt; na Vida&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111221554969961595</id><published>2005-03-30T17:26:00.000-03:00</published><updated>2005-03-30T17:45:49.703-03:00</updated><title type='text'>Fadado a Viver...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Alô, amigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Faz uma semana que eu não atualizo o blog. Sempre achei que uma semana fosse pouco tempo, ams depois de adentrar de fato nesse mundo internético descobri que uma semana é muito, eu digo, muito tempo. Houve pessoas que disseram que meu último post estava mofando no blog. Uma semana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas enfim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não tenho nada de muito especial pra postar... Algumas coisas acontecem em minha vida, uams boas e outras ruins, é claro, como em todas as vidas humanas. O fato é que tudo acontece tão rápido que ainda não achei um jeito de expressar tudo que estou sentindo. Fazer poemas e contos, essas coisas. Estou estudando e trabalhando muito e nem me sobra tempo livre praticamente. Esse ano estou pendurado até o pescoço de compromissos. Quase meus fins de semana foram assimilados por essas vida corrida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ah! Eis que certo dia poderei acordar sem despertador...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem... A vida é feita de coisas boas e ruins. Não! Não! Estou muito maniqueísta hoje...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A vida é feita para ser vivida... Nossa!! Que clichê!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ok! Essa semana eu fiquei de mal com as palavras e não consigo me expressar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Semana que vem, quem sabe, elas podem me perdoar???&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica então um poeminha que eu fiz quando estava na oitava série numa aula de "Produção de Texto" e que achei por acaso num baú aqui de casa... Chama-se "Ode à Esperança"... Detalhe que eu não fazia a mínima idéia doq eu seria "Ode", mas quando descobri, vi que não tinha cometido nenhum assassínio ao "lusitanês"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até mais então, amigos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;center&gt;&lt;b&gt;Ode à Esperança&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um dia as pessoas vão aprender...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Aprender que na vida não há como esquecer,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;só há como aprender...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E entenderão uns aos outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E perdoarão os outros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E amarão outros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Viverão por eles mesmos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;e por eles...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Viverão e compreenderão...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas de nada isto servirá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Porque ainda ninguém entenderá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E ninguém virá...&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111221554969961595?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111221554969961595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111221554969961595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/fadado-viver.html' title='Fadado a Viver...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111159882598904438</id><published>2005-03-23T14:25:00.000-03:00</published><updated>2005-03-23T14:34:05.116-03:00</updated><title type='text'>Dissipado...</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/nuvem.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queria ser uma nuvem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para voar livre pelo ar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra chover em lágrimas sempre que me sentir triste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Pra me dissipar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E fluir no brando azul do céu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma nuvem queria me ser&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para andar por aí com pernas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E chorar pelos olhos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para continuar sólida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E andar por aí... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Queriam ser uma nuvem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para voar por aí&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Chover em lágrimas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Se dissipar &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E planar no grande manto celeste...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca quiseram me ser&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nunca fui ninguém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Só queria ser uma nuvem e a nuvem queria me ser...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111159882598904438?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111159882598904438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111159882598904438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/dissipado.html' title='&lt;center&gt;Dissipado...&lt;/center&gt;'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111110200659431272</id><published>2005-03-17T19:35:00.000-03:00</published><updated>2005-03-17T20:33:17.336-03:00</updated><title type='text'>O Dia Dela...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;div align="left"&gt;Hoje uma das maiores, melhores e supimpas cantoras da MPB completaria 60 anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É ela. A única. O Ícone.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;Elis Regina Carvalho Costa&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/Elisrevista.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"O canto é uma forma de expressão solitária,&lt;br /&gt;mas eu gosto." &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;(segue-se musiquinha tema de Elis...qualquer uma, contanto que seja nostálgica)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não vou jogar tanto confete nela assim...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vocês lembram que quando o MaisUmCaraValente era no weblogger e tinha uma imagem gigantesca cheia de referências a tal... Agora só tem umazinha, mas já é de bom tamanho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma vez alguém me falouque não gostava da Maria Rita porque ele é muito "chatinha"...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Bem, filha de peixe, peixona é...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além de ter tido uma das vozes mais sensacionais da história era turrenta que só o cão...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Brigava com meio mundo, discutia até com Deus!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não s eprendia a homem nenhum. Casou com Ronaldo Bôscoli e César Camargo Mariano mas logo em seguida deu uma bota em cada um. Deixou uma pequena porém significativa prole.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não se dava com a Nara Leão e vivia de mal com Chico Buarque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tinha como padrinho nosso saudoso Maestro Soberano, Antônio Brasileiro Jobim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas nunca cantou com João Gilberto, também apadrinhado do homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sofreu bastante. Mas teve seus momentos de felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Virou ícone. Suas interpretações soaram por todo o Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cantou músicas folclóricas, do Chico, Tom, Roberto e Erasmo Carlos. Enfim. Uma porção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Além de inspirar alguns nomes da contemporaneidade. Dentre estes sua própria filha que já virou &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; a Malia Lita...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Infezmente eu não tinha nem nascido quando a Elis faleceu. Acho que foi em 1982, no mesmo dia do aniversário da Nara. De overdose, mas isso não vem ao caso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;“Eu sou apenas o meu tipo inesquecível. Apesar de às vezes me achar uma porcaria.”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Elis, onde quer que você esteja, deixa saudades até daqueles, como eu, que nem tiveram o prazer de ouvir tua voz ao vivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;img src="http://www.cayo.blogger.com.br/ellis12.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;“Eu sou do signo de Peixes, que é simbolizado por um peixe virado para a direita e outro para a esquerda. Tem hora que estou com o peixe de cima e está tudo bem. Mas aí entra o peixe de baixo e complica tudo.”&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Um grande e sincero beijo e até mais...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;b&gt;Ouvindo &lt;i&gt;Noite dos Mascarados com Elis e Chico Buarque: "Quem é você? Adivinhe, se gosta de mim...Eu tenho um pandeiro, Só quero violão, Eu nado em dinheiro, Não tenho um tostão..."&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111110200659431272?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111110200659431272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111110200659431272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/o-dia-dela.html' title='O Dia Dela...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111093305138669867</id><published>2005-03-15T21:29:00.000-03:00</published><updated>2005-03-15T21:30:51.386-03:00</updated><title type='text'>That's Over...</title><content type='html'>Posts melancólicos... Nunca mais!!!!&lt;br /&gt;Depressão &lt;i&gt;never more!!!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Aguardem o próximo post...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111093305138669867?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111093305138669867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111093305138669867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/thats-over.html' title='That&apos;s Over...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111084220188566289</id><published>2005-03-14T19:42:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T20:25:57.296-03:00</updated><title type='text'>Tristeza não tem fim...Felicidade sim...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cansei de fazer posts melancólicos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Cansar não é sinônimo de parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;img src="http://www.contosdoabreu.blogger.com.br/plumas.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Certa feita ele se apaixonou por aquela garota comprometida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Resolveu esquecer. Até que ela veio até ele e disse que estava confusa, e está confusão tinha a ver com ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele não sabia se amava. Ela não sabia se arriscava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele pensava nas conseqüências. Ela não sabia o que pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela achava que nunca encontraria alguém que substituiria sua atual paixão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele só queria ser dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Os dois. Confusos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela estava num relacionamento durável. Ele acabara de sair de um conturbado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela o admiriva. Ele, o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continuavam confusos. Sem ter o que dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até que ele disse que era melhor eles não arriscarem. E se tudo não passasse de paixão momentânea? E se tudo desse errado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Preferiu deixar como estava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ela, muito sugestionável, aceitou o veredito. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele, não sabe se se arrepende. Ela, ele não sabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Uma vez um poeta se queixava em um de seus poemas de que o amor passara e ele nem reparara, sendo então tarde demais...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Será tarde demais para ele e ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não sabem. A cautela sempre destruiu as maiores paixões.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;O medo. Este ninguém sabe porém todos conhecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ele se arrepende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Sim. Se arrepende.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouvindo &lt;i&gt;Felicidade&lt;/i&gt; com &lt;i&gt;Mônica Salmaso&lt;/i&gt; de &lt;i&gt;Antônio Carlos Jobim: "Tristeza não tem fim, felicidade sim...A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar...Voa tão leve, mas tem vida breve... Precisa que haja vento sem parar..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111084220188566289?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111084220188566289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111084220188566289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/tristeza-no-tem-fimfelicidade-sim.html' title='Tristeza não tem fim...Felicidade sim...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111058716014504242</id><published>2005-03-11T21:01:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T21:01:46.573-03:00</updated><title type='text'>Las Horas...Las Cosas...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Tem horas que você para, pensa, olha prum lado e pro outro, respira fundo e sussura, o que você, na verdade, gostaria de gritar: "Mas que grande merda de vida..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Daí você pensa em dizer isso para alguém:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;__Ei! Minha vida é um merda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas no mesmo instante você pensa em todas as respostas prováveis "Imagina... Não seja pessimista" ou "Mas você é mesmo egoísta, tanta gente passando fome e você aí pensando em ninguém menos que você..." E desiste de dizer à alguém. Procura um amigo que não vá dizer isso, você deve ter algum pelo menos. Mas você sabe que ele vai rebater sua frase angustiante com uma pergunta que o deixará mais angustiado ainda e também desiste.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Detalhe que você está nessa situação toda por causa de alguém do sexo oposto, alguém que você conheceu e tinha tudo pra ser aquele ou aquela que mudaria sua vida, e viveria o resto desta contigo. Mas é claro que esta pessoa está comprometida e vocês não passam de bons amigos. Um contando segredos pro outro. E você quer dizer "Toda essa angústia é por tua causa, porque eu te amo". Mas você desiste também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Continua angustiado com estas coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;E as horas passam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Até que a angústia passa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas volta...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111058716014504242?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111058716014504242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111058716014504242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/las-horaslas-cosas.html' title='Las Horas...Las Cosas...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-111030248929318075</id><published>2005-03-08T14:11:00.000-03:00</published><updated>2005-03-08T14:21:29.306-03:00</updated><title type='text'>O Dia Delas...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fazer simples homenagem é pouco.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;As mulheres que me perdoem mas hoje acordei escasso. Escasso de idéias, escasso de inspiração, escasso no coração.Perdão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;É claro que tudo isso não passa de devaneios, já que ao falar do que não tenho pra falar já seria falar de algo e assim teríamos um texto estética e claramente viável. Ora, por que não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Poderia falar do amor que todo homem sente pela mãe na sua infância. O amor puro. O amor de criança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falaria então do primeiro amor duma criança. Amor puro. Depois pularia para os efêmeros amores adolescentes. Aqueles sem nenhum compromisso e então falaria do eterno amor. Amor puro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Diria que &lt;i&gt;todo grande amor só é bem grande se for triste.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas então pararia de falar de amor, para tudo não ficar muito romântico. Poderia até usar de clichês. Sim! Clichês! "Antes a lágrima dum amor perdido do que o pranto de nunca ter amado." Não! Seria muito clichê.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falarei então das mulheres logo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas já disse que acordei escasso. Acordei escasso porque ainda não acordei. Acordo sem acordar. Abri os olhos, eu lembro, fiz o que tinha de fazer, mas estava dormindo. Estou dormindo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Fica então combinado que no dia vinte e seis de agosto eu falarei das mulheres. Deixe-mos este dia oito para todos. Vinte seis de agosto é dia de alguma coisa? Ótimo então! Será o meu dia das mulheres. Não será mais internacional. Será meu. O meu dia das mulheres. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Nada de celebrar o dia delas numa data em que um bocado delas mesmas morreu corajosamente. Sim, morreram.São lembradas até hoje. Mas só hoje. Por isso escolho além de agosto, todos os dias vinte e seis dos doze meses do ano. Aliás. Os dias doze e vinte e seis de todos os meses. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Não vou me ater a tal discussão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Falávamos do amor? Das mulheres? Dos homens? Falemos de ninguém. Fiquemos em silêncio, porque o silêncio é a palavra mais sincera. Sejamos sinceros. Pelo menos hoje, agora. Percamos o medo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Desculpem-me se estou escasso hoje. Mas é que hoje acordei escasso. Desconsiderem tudo que disse ou disser, porque hoje estou escasso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Escasso. Escassado. Escassoado. Ecassatado. Não! Nada de criar palavras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Perdoem-me, mulheres! Se não lhes bem disse as doçuras. Se não exaltei as delicadezas. Se não admirei a força, a raça. Perdoem-me se me esqueci. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Já disseram uma vez que não se pode escrever daquilo que não se entende e sim daquilo que se sente. Não as entendo mas sinto. Tento sentir. Por isso não ecrevo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por isso hoje no dia Delas estou escasso. Que esta escassez se transforme em abundância. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Mas isso eu passo para o dia vinte e seis de agosto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Para &lt;i&gt;Joana Francesca, Rita, Carolina, Lígia, Clarice, Luíza, Rosa, Maria, Marina ou Madalena...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Ouvindo &lt;i&gt;Por Toda a Minha Vida&lt;/i&gt; com &lt;i&gt;Mônica Salmaso: "Ah... Meu bem amado quero fazer-te um juramento uma canção... Eu prometo por toda a minha vida ser somente tua e amarte como nunca...Ninguém jamais amou ninguém..."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-111030248929318075?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111030248929318075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/111030248929318075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/o-dia-delas_08.html' title='O Dia Delas...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11235179.post-110995977114002947</id><published>2005-03-04T14:58:00.000-03:00</published><updated>2005-03-04T15:09:31.143-03:00</updated><title type='text'>Amores mal vividos...Noites mal dormidas...</title><content type='html'>-Sabe...&lt;br /&gt;-Nós não estamos bem...&lt;br /&gt;-Quem?&lt;br /&gt;-Ah...Eu e você...&lt;br /&gt;-Você quer dizer, você e eu assim, no duro?&lt;br /&gt;-É... Lembra quando você me disse para não arriscar? Então, eu arrisquei...&lt;br /&gt;-Eu sei! Afinal estava lá com você, e fracassou...&lt;br /&gt;-No início até que foi bom, mas depois, admito, fracassei...&lt;br /&gt;-Eu avisei. Mas veja, a culpa não foi totalmente sua.&lt;br /&gt;-Claro que foi, eu estive errado desde o início. Você me avisou e eu não escutei, disse para eu tomar cuidado e não tomei, disse pra abrir os olhos e não abri e no final...&lt;br /&gt;-O fracasso.&lt;br /&gt;-Sim, o fracasso. O arrependimento. A dor. As lágrimas e a solidão.&lt;br /&gt;-Eu sei como é... Estar assim só, não ter a quem amar, ser deixado de lado, mas isso você supera. Supera?&lt;br /&gt;-Não sei. Nunca me aconteceu antes.&lt;br /&gt;-Como não?&lt;br /&gt;-Não dessa forma.&lt;br /&gt;-Você está mal mesmo.&lt;br /&gt;-Nós estamos, não se equeça.&lt;br /&gt;-É triste. Não se arrependa. Haverá outras oportunidades. Melhores até. Você está exagerando. -Assim espero. Mas sabe quando se está sozinho, pensando em nada, e de repente você sente aquela vontade louca de chorar?&lt;br /&gt;-Sim, eu sei. Estive com você, lembra?&lt;br /&gt;-Lembro.&lt;br /&gt;-Chore. Sempre nos disseram que é bom. Mesmo que seja um choro cheio de mágoas, este serve para levá-las embora, esquecê-las.&lt;br /&gt;-Você tem razão. Choremos então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorou. Detestava a sensação de que ainda precisava chorar mais e chorou até que as lágrimas secassem. Soluçou, chorou e chorou. Não esqueceu os recentes fatos tão cedo. Mas o importante foi que chorou. Até que pegou no sono e dormiu. Dormiu ao lado de si mesmo, com quem acabara de travar tão decisivo diálogo. Chorou e dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;...como a Mari diz...Ounvindo: Angel...do Cidade dos Anjos..."In the arms of the angel...Fly away from here."...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Flws...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11235179-110995977114002947?l=maisumcaravalente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/110995977114002947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11235179/posts/default/110995977114002947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://maisumcaravalente.blogspot.com/2005/03/amores-mal-vividosnoites-mal-dormidas.html' title='Amores mal vividos...Noites mal dormidas...'/><author><name>Cayo Candido</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-rHwxIxKxr-k/TpOodhe6gdI/AAAAAAAAHeU/6YfGK3JMeIA/s220/IMG_0389.JPG'/></author></entry></feed>
